segunda-feira, 31 de maio de 2010

Primeira Prenda é de Passo Fundo


Adriane Rebechi Rodirgues, do CTG União Campeira, de Passo Fundo, 7ª Região Tradicionalista, é a nova Primeira Prenda do Rio Grande do Sul. O resultado foi anunciado agora à noite, em um fandango, realizado no Ginásio do Clube Recreativo Dores, em Santa Maria. Nove prendas formam o novo Prendado - Gestão 2010/2011, que terá a missão de representar a mulher gaúcha por todo o Rio Grande até maio do ano que vem.

Em sua 40ª edição, a Ciranda Cultural de Prendas, promovida pelo MTG, tem a finalidade de escolher, dentre suas candidatas, as que melhor representem as virtudes da mulher gaúcha, nas seguintes categorias: Adulta (17 anos ou mais) Juvenil (13 até 17 anos incompletos) e Mirim (9 a 13 anos incompletos).

O concurso é dividido em uma prova escrita, avaliação da comunicação oral, caracteres pessoais e habilidades artísticas. As concorrentes precisam ainda participar da Mostra Folclórica e apresentar o Relatório de Atividades, em que se avaliam projetos desenvolvidos pela prenda na sua Região. Confira a relação completa das vencedoras.

Categoria Adulta
1ª Prenda: Adriane Rebechi Rodrigues - CTG União Campeira - Passo Fundo - 7ª RT
2ª Prenda: Priscila Bresolin Tissot - CTG Campo dos Bugres - Caxias do Sul - 25ª RT
3ª Prenda: Cristiane Maria Muller - CTG Sepé Tiaraju - Santa Rosa - 3ª RT

Categoria Juvenil
1ª Prenda: Marcela Richetti Trevezan - CTG Rodeio da Amizade - Paraí - 11ª RT
2ª Prenda: Taynara Moraes Ouriques - CPF Piá do Sul - Santa Maria - 13ª RT
3ª Prenda: Namiriane Muller Leal - CTG Caiboaté - São Gabriel - 18ª RT

Categoria Mirim
1ª Prenda: Amanda Faleiro - CTG Herança Farroupilha - Sapucaia do Sul - 12ª RT
2ª Prenda: Amanda G. dos Santos - CTG Lila Alves - Pinheiro Machado - 21ª RT
3ª Prenda: Manuela Acosta Ferreira - PF Delfino Carvalho - Cachoeira do Sul - 5ª RT

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Sonhos, sonhos...

Nove sonhos serão realizados neste final de semana.

Amanhã, sessenta e sete prendas estarão indo à Santa Maria, todas com um mesmo ideal... ser Prenda do Rio Grande do Sul. O nervosismo é grande, a ansiedade pra que tudo passe também, porém o sentimento que fica, quando lembramos de tudo o que foi feito neste quase um ano de gestão, já é de saudade.

Teria muito o o que escrever aqui, porém palavras já não são o suficiente...
Muitos devem achar que é exagero, que somos emotivas ou sonhadoras demais, mas se pensarmos bem, o que move uma pessoa sem ideais?
Temos os nossos ideais, e buscamos, lutamos por eles... Afinal, felizes são aqueles que acima de tudo lutam e acreditam em seus sonhos.

Tenho a plena consciência de que assim como eu, muitas outras prendas também se prepararam... umas mais, outras talvez menos, cada uma em suas limitações. Porém todo o trabalho que foi realizado é válido, e independente do resultado, sabemos que estas amizades que foram conquistadas, os momentos maravilhosos que passamos, e os conhecimentos que adquirimos, estes sim estarão sempre conosco.

O resultado? É só uma consequência disso tudo, ou destino, talvez.
Esperei sete anos por uma Ciranda Estadual. Hoje posso dizer que conquistei aquilo que por tantas vezes sonhei estar acontecendo... e o melhor de tudo, é que aconteceu no momento certo pra mim. Tenho ao meu lado pessoas que acreditam junto comigo, que me dão forças pra continuar, que são o meu suporte.

Quero muito conquistar uma faixa nova no sábado... por mim, levando em conta tudo o que fiz para poder representar a 24ª RT da melhor forma, e por aquelas pessoas que estão confiando no meu potencial, e sei que estarão ao meu lado independente do que for acontecer.

Agora não se tem mais muito o que fazer. É deixar acontecer, fazer o que sei, o melhor que posso. Respirar fundo, sorrir, e chorar, chorar muito. Seja de alegria ou tristeza, estas lágrimas merecerão cair... Por tudo o que foi vivido, por tudo o que será lembrado.

Muito obrigada Rafa, por estar vivendo todo este sonho comigo...
Obrigada meus pais, pelo apoio e compreensão...
Obrigada Bruninho, por ser meu porto seguro, meu apoio...
E obrigada a família Querência, por me fazer amar tanto este Rio Grande que adotei de coração.

Um imenso abraço a todos, obrigada a todos que estão me desejando sorte e sucesso. Essa força é fundamental.

Uma ótima Ciranda Cultural de Prendas a todos.
Nos vemos por lá!

terça-feira, 25 de maio de 2010

40ª Ciranda Cultural de Prendas (Programação)

O Movimento Tradicionalista Gaúcho promove, de 27 a 29 de maio de maio, em Santa Maria, a 40ª Ciranda Cultural de Prendas. O concurso elege o Prendado Estadual, nas categorias Adulta, Juvenil e Mirim, e reúne 67 candidatas, de 49 diferentes municípios do Estado. O vice-presidente de administração do MTG, Edemar Fischer e sua esposa, Izolde são o casal padrinho do Concurso.

A prova escrita, com início sexta-feira, às 9h, no Auditório Coronel Venâncio Batista, da Escola Técnica da Polícia Militar (Rua Pinto Bandeira, 350), avalia o conhecimento da prendas em História, Geografia e Tradição. Já a prova artística e oral, que acontece a partir das 9h, de sábado, na sede central do Clube Recreativo Dores, testa os talentos das candidatas nos quesitos dança tradicional e de salão, poesia e declamação, além da oralidade e caracteres pessoais, no qual se observa a beleza, as boas maneiras, a elegância e a desenvoltura.

A avaliação é feita por 12 tradicionalistas, todos com certificado de participação no Curso de Formação Tradicionalista. O resultado será anunciado no sábado à noite, em um fandango, também no Ginásio Clube Dores.
Programação

27 de maio - Quinta-feira
15h: Recepção
15h30: Atividades para as prendas com Comissão Avaliadora
15h30: Atividades para os pais – Palestra “Vida Urgente”
17h30: Coquetel de confraternização entre as prendas
19h: Despedida das prendas 2009/2010

28 de maio - Sexta-feira
9h: Prova Escrita
11h30 às 13h30: Montagem da Mostra Folclórica
12h: Almoço
13h30: Mostra Folclórica
20h: Sessão Solene de Instalação do 40º Concurso Estadual de Prendas

29 de maio – Sábado
9h: Início das provas Orais e Artísticas para todas as categorias
22h: Fandango com a divulgação dos resultados do concurso

Fonte: Blog do MTG

quinta-feira, 20 de maio de 2010

1° Rodeio Criuolo Estadual de Teutônia

Pra mudarmos um pouco de assunto, venho deixar o convite do 1° Rodeio Crioulo Estadual do município de Teutônia, pertencente a 24ª Região Tradicionalista.



Um forte abraço, e tenham todos um ótimo restinho de semana! ;*

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Folder da 40ª Ciranda Cultural de Prendas

Boa taarde gauchada!
Peço mil perdões por estar aparecendo tão pouco por aqui, mas tenho meus motivos.
Faltam apenas NOVE dias para atão esperada Ciranda Cultural de Prendas Estadual, e sendo assim, estou aproveitando meu tempo para acertar os últimos preparativos e revisar alguns assuntos.

Lhes trago hoje a programação do Evento, com o intuito de deixá-los muito bem informados sobre tudo o que acontecerá no Clube Recreativo Das Dores nos dias 28 e 29 de maio, e também é claro, fazendo o convite para que prestigiem este que será um belíssimo evento.





Um forte abraço a todos, e muito obrigada por todas as visitas!
Este blog depende muito de vocês :)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Estuda, tchê: Contribuições Culturais

Negros: Em 1737, o Brigadeiro Silva Pais, que vinha oficialmente fundar o presídio militar Jesus Maria José (Rio Grande), trouxe entre seus homens, inúmeros negros. A estes, juntaram-se os chegados anteriormente, sob o comando de Cristóvão Pereira de Abreu. Os descendentes e demais, que se instalaram no RS por circunstâncias diversas, desempenharam importante papel na formação e defesa do Estado. Participaram das Guerras Guaraníticas, da Revolução Farroupilha, da Guerra do Paraguai. A partir do surgimento do Estado Nacional Brasileiro (1824), os negros combatentes receberam alforria. Eles estiveram entre os primeiros tropeiros, peões e charqueadores. Envolvendo o escravo e o período opressivo, corre a narrativa sobre o Negrinho do Pastoreio. Ele relata o martírio do jovem negro, morto por maldade do seu senhor. As pessoas que perdem objetos recorrem ao mártir, oferecendo uma velinha em pagamento da promessa. Várias palavras de procedência africana integram-se ao vocabulário: angu, cacimba, capenga, cachaça, batuque, lundu, mandinga, miçanga, samba, etc. Certos instrumentos de percussão tem procedência negra: agê, maçaquaias, atabaques. Há influência também no gosto pelos enfeites, berloques, brincos, colares de guia e outros, bem como o uso de turbantes. Destaca-se igualmente, a herança negra nos cultos religiosos: Umbanda, Quimbanda, Batuque ou Nação. Suas divindades sincretizaram-se com os Santos do hagiológico católico. Durante a procissão de Nossa senhora dos Navegantes, há quem preste homenagem a Iemanja; também São Jorge, em sua festa é reverenciado pelos filhos de Ogum. A devoção a Nossa Senhora do Rosário é demonstrada pelos negros na Congada e no Quicumbi. A culinária, chamada africana, restringe-se à “comida de santo”.

Açorianos: A colonização portuguesa efetivou-se a partir de 1737 com a fundação do Presídio do Rio Grande. Os colonos estabeleceram-se na Estância Real do Bujuru, situada, aproximadamente, a 80 km do canal de Rio Grande. Habituados às lides do campo e lavoura, aqui prosseguiram nesta atividade, plantando e colhendo o que se consumia na estância, igualmente, no Forte Jesus, maria e José. Desde 1750, novos colonos aportaram no RS, oriundos das ilhas dos açores, cuja superpopulação preocupava o governo. Assim, a presença portuguesa tornou-se marcante em todos os aspectos da cultura sul-rio-grandense. Das inúmeras contribuições, destacam-se: casas de modelo de porta e janela; oratório, cama de tábua, arca, baú, candeeiro (iluminação de torcida de algodão), escolva de piaçaba, roca e tear, bordados, guardanapos de papel recortado. Apontam-se ainda, a instalação de complexos: atafona, alambique, engenho, monjolo, catavento. Nos transportes, a utilização de carretas, carroças e embarcações. Na indumentária, registram-se uso de chale, tamanco e saias rodadas. Provindas de Portugal, são conhecidas as histórias de Trancoso, Pedro Malazartes, fadas, anedotas, adivinhas, ditados, romances, xácaras, décimas, trovas, causos sobre mitos (lobisomem, bruxa, mula-sem-cabeça); crendices e superstições, cantigas de toda e acalantos, etc. Introduziram as festas de Nossa Senhora dos Navegantes, Corpus Christi, Divino Espírito Santo, Juninas e folguedos: Cavalhadas e Terno de Reis. A maioria dos ritos tradicionais do Estado procede da pátria portuguesa.

Espanhóis: A influência espanhola na formação étnica e cultural, no RS, é tão evidente e já exaustivamente estudada que não há necessidade de repeti-la insistentemente, porque se estaria repisando a própria história da formação e povoamento da terra rio-grandense. Esta importância alcança o próprio biótipo, na aparência somática, nas reações fisiológicas, nas manifestações do caráter, como diz o autor A. A. Gómez del Arroyo, e continua: “impossível ignorar a influência espanhola em nossa indumentária tradicional masculina; nos aperos de encilha, em muitas das nossas danças regionais, em nosso refraneiro popular, em nossa poesia, em nossa música e nos instrumentos que a transmitem, como o violão entre outro; em nosso linguajar característico, desde a entonação à prosódia, ao vocabulário campeiro, à própria interpretação semântica dos termos”. Outras correntes migratórias expressivas participaram di processo de formação das agentes do RS, como os uruguaios, libaneses, sírios, letões (da Letônia) e muitos mais de número inferior, que, conservando a identidade de seu grupo ou sincretizando-se, criaram novos valores, amalgamando as etnias e culturas. “A interpretação cultural vem-se fazendo, ao lado do cruzamento étnico, sem nenhuma resistência ao desenvolvimento do País; ao contrário: com a aceitação ou a permuta de padrões ou valores culturais, dentro do espírito cristão de tolerância e de fraternidade que o brasileiro se arraigou como a mais legítima herança espiritual do português colonizador”, enfatiza Manuel Diegues Junior.

Alemães:
Apontam-se, como causas propulsoras à imigração alemã, as preocupações com o desenvolvimento econômico e demográfico. Os colonos chegaram ao RS em 1824. Novos grupos imigraram em datas posteriores, localizando-se, inicialmente, em São Leopoldo, Torres, e Três Forquilhas. Atualmente, a região colonial alemã estende-se pelo Vale dos Sinos e Rio Caí. Houve, a princípio, um retardamento de aculturação. Segundo Egon Schade, “A pequena propriedade, baseada no trabalho familiar, sem a necessidade de emprego da mão-de-obra nacional, foi responsável pela impermeabilidade da sociedade teuta.” Muitos imigrantes eram apenas agricultores, porém grande número tinha ofício definido (marceneiro, moleiro, ferreiro, alfaiate, pedreiro, etc.) Imprimiram um estilo arquitetônico nas igrejas e casas. Construíram, dentre outras, casas de enxaimel do tipo usado na Europa. Os móveis eram muito simples, de fabricação caseira e somente o estritamente necessário, hábito que seus descendentes ainda conservam. O “Koffe” (baú), peça indispensável, muitas vezes era usado para o transporte de haveres dos imigrantes, durante longas viagens. A lúdica, nas colônias, foi bastante exercitada, criando-se bandas, Sociedades de Canto, Tiro-ao-alvo e Bolão. Ainda hoje, realizam-se festas já transculturadas: Kerb, Oktober, Rei do Tiro. A alimentação embasa-se na carne de porco e batatas. Incorporaram-se, aos costumes gaúchos, a cerveja e o café colonial. Este, composto de vários tipos de pães, cucas, tortas, salgadinhos, embutidos, schmier, mel, queijos, Käseschmier, nata, etc. A colonização alemã é responsável pela introdução da árvore de Natal e dos Ninhos de Páscoa.

Italianos: Em 1875, a corrente imigratória iniciava seu destino em terras rio-grandenses. Vindas de diversas regiões da Itália e falando múltiplos dialetos, levas de imigrantes buscaram terras para o cultivo. Localizaram-se na região serrana (Encosta Superior do Nordeste). Enquanto as casas estavam em fase de construção, as famílias permaneciam num barracão coletivo. Construíram suas amplas casas nas encostas com um grande porão, utilizado para depósito e cantina. Na parte superior, ficava a residência; no sótão, guardavam-se o cereais e mantimentos, protegidos das intempéries. A cozinha, construía-se separada da casa, a fim de se evitarem incêndios. Ligava-se a esta por um alpendre. Faziam cobertura com “aduelas” ou “scandolas” (tabuinhas) e os beirais, enfeitados por “lambrequins” artisticamente recortados. Dedicaram-se à agricultura, em especial, à vinicultura. De seu artesanato, destacam-se a confecção de gaitas, garrafões de vidro e trabalhos em vime. Católicos fervorosos, conservam seus hábitos religiosos de rezar o terço, assistir missa, acompanhar procissões, etc. e por esse motivo, suas festam possuem caráter religioso: procissão de Corpus Christi, Romaria de Nossa Senhora do Caravaggio, Festa da Colheita, esta última animada por corais familiares. Nas estradas da região colonial, veem-se inúmeros capitéis (capelinhas) em homenagem aos mais diversos padroeiros; grutas, que com imagens de santos enfeitam os jardins das residências. Apreciadores da boa mesa, implantaram, na região serrana, seus hábitos alimentares, onde as massas com espessos molhos aparecem com destaque; spaghetti, agnolini, tortei, gnochi, capelleti e outros, são alguns dos nomes que aparecem nos cardápios ao lado da tradicional polenta, acompanhados de carne lessa, brodo (caldo de galinha), carne de porco e o galeto, criado no RS para substituir a passarinhada, tão ao gosto dos italianos. Entre seus costumes, observam-se os “filós” (serões) – espécie de mutirão para tarefas conjuntas, comemoração de alguma data ou fato (nascimento, batizado, aniversário, etc.). As boas safras e colheitas sempre forneceram motivo para festas que, invariavelmente, se iniciam com missa. Os bailes foram substituídos pelos jogos e competições esportivas. Torneios de bocha, mora, morina e inúmeros jogos de baralho como a “bisca”, o “trissete”, o “quatrilho”, o “cinquilho”, a “escova”, acompanhados por vinho e cantoria fazem a alegria das tardes festivas e domingueiras. Na literatura oral, corrente na colônia, aparece o Sanguanel, “homenzinho vermelho que rouba crianças, alimentando-as durante alguns dias, com mel e frutas silvestres, desenvolvendo-as incólumes sempre em lugares inacessíveis, como o alto de um pinheiro, moita de gravatás ou no sótão, dentro de uma caixa.

Índios: Dante de Laytano divide a cultura indígena rio-grandense em três ciclos distintos, a saber: CIVILIZAÇÃO DO SAMBAQUI – pré-histórica. Não deixou vestígios na vida cotidiana do gaúcho atual. CIVILIZAÇÃO DO DESCOBRIMENTO – do qual procedem os poucos traços culturais, vivos até nossos dias. CIVILIZAÇÃO DA ATUALIDADE – em vias de extinção. Aproximadamente 4000 pessoas vivem em precárias condições, concentradas em sete postos da FUNAI, tendo seus padrões culturais profundamente alterados. Para o presente estudo, interessam as contribuições dos diversos grupos de povoadores à cultura espontânea sul-rio-grandense. Buscando estas influências no cotidiano, percebe-se que o hábito mais arraigado do gaúcho constitui-se no uso do chimarrão. A erva-mate é autóctone da América Latina. Ao chegarem na cidade de Assunção, Paraguai (1737) onde fundaram um império teocrático, os jesuítas já encontraram índios, utilizando esta erva em infusão. Seu uso, embora considerado pecaminoso aos religiosos, alastrou-se pelas Missões Jesuíticas, intensificando-se a tal ponto que, após um século a população existente já o tinha assimilado. O índio miscigenou-se com o português e o castelhano. Nas fazendas da fronteira, tornou-se peão, participando da formação étnica e social da região. Entre outros conhecimentos, legou a técnica da coivara e o cultivo do milho, mandioca, batata-doce, abóbora, amendoim, pimenta, feijão e fumo. Também, o uso de utensílios como pilão, tipiti, gamela, peneira. Na indumentária sua principal contribuição foi o poncho que até hoje abriga os gaúchos. O andar em fila, comum entre as famílias do meio rural, descansar de cócoras, o mutirão, uso do fumo são costumes recebidos dos ancestrais indígenas. Grande quantidade de termos procedem do Tupi-guarani: anu, arara, biguá, capivara, abacate, araçá, cipó, capim, catapora, ipê, jacá, caipira, pitanga, pampa, peteca, etc. Na toponímia, figuram inúmeros termos legados: Caçapava, Jaguarão, Bagé, Canguçu, Botucaraí, Itapeva, Bojuru, Ibicuí, Ijuí, Taquari, etc. É significativo o número de antropônimos: Araci, Jaci, Ubirajara, Aimoré, Moema, Iara, Peri, etc. Circulam, na literatura popular, histórias de onça, macaco, bem como contos etiológicos de tradição indígena. Do ciclo missioneiro, registram-se várias narrativas, algumas envolvendo mitos: Mboi-guaçu, a Cobra Grande, batia o sino da igreja e alimentava-se de piás; Angüera, índio triste que após o seu batismo com o nome de Generoso, ficou alegre e dançador. Quando morreu, sua alma permaneceu na terra, fazendo travessuras. A casa branca sem portas, nem janelas que guarda tesouros dos jesuítas, permanece escondida e protegida por um índio velho, chamado Mbororé. Sepé Tiarajú, morto pelo governador de Montevidéu, a 19 de fevereiro de 1756, entrou para a história como líder guerreiro e, para a cultura espontânea, como santo popular, cantado em prosa e verso. Diz a tradição: após a morte do índio, o lunar que ele trazia à testa, posicionou-se no céu, junto a constelação Cruzeiro do Sul.

Poloneses:
Durante 125 anos, os poloneses viveram sob o jugo da Prússia, da Rússia e da Áustria, que tudo fizeram para amordaçar, sub-julgar e aniquilar o povo polonês. Rebelaram-se e lutaram com todas as suas forças contra esse domínio. Quando a situação atingiu um auge insuportável, buscaram nova vida em outros países, através da imigração. Em 1875, chegaram ao RS, vindos da região dominada pela Prússia, as primeiras 26 famílias polonesas, assentadas na Colônia Conde D'Eu (Garibaldi). Em 1884 outro grupo foi encaminhado para Colônia Princesa Isabel, atualmente Santa Teresa, distrito de Bento Gonçalves. A partir de 1888, iludidos por promessas de agentes de companhias de navegação aportaram levas de imigrantes, que aqui chegavam sem dinheiro, sem aclimatação e sem o indispensável apoio espiritual de um padre. Entregues à própria sorte, tiveram que lutar contra inúmeros fatores adversos, enfrentando inclusive epidemias de tifo e escarlatina. Estabeleceram-se em Antônio Prado, Alfredo Chaves, São Marcos, Nova Prata, Bento Gonçalves, Guarani das Missões, Mariana Pimentel, Seberi, Don Feliciano e outros municípios. Todos eram católicos fervorosos, mas por serem oriundos de diferentes regiões (um grupo vinha da zona de dominação prussiana e, outro, de dominação russa) possuíam, além de hábitos e costumes, dialetos e sotaques diferentes. Permanece vivo o hábito de assistir missa; os homens postados à esquerda e, as mulheres à direita de quem entra na igreja, ou seja, os homens do lado do evangelho e as mulheres do lado da epístola. Ao término da cerimônia, todos se cumprimentam fraternalmente. Possuem e conservam suas tradições, transmitidas aos mais jovens. Inúmeros grupos ensaiam e apresentam ao público belíssimas danças polonesas, trajando vistosos trajes típicos, e tanto adultos como crianças cantam suas canções em polonês.

Judeus: Ao raiar deste século, a poderosa organização “Jewish Colonization Association” (JCA ou ICA) que operava com verba de judeus franceses e ingleses promoveu a imigração semita para o Rio Grande do Sul. Em 1902, a JCA adquiriu terras no município de Santa Maria, onde a partir de 1904, viriam se estabelecer Judeus, procedentes da Bessarábia, fundando assim a Colônia Filipson. Posteriormente, a mesma JCA comprou novas terras, aproximadamente 95.000 há no município de Passo Fundo, lá fundando a Colônia Quatro Irmãos. Estas não progrediram conforme o esperado. Inúmeras dificuldades, tais como longas estiagens impossibilitaram, no início, o assentamento dos colonos na área rural. Seguidamente, já dominando alguma tecnologia, mandavam os filhos comerciar os produtos nas cidades a estes atraídos pelos centros maiores, lá iam permanecendo, buscando parentes já idosos das fazendas, que se iam esvaziando à falta de braços jovens. A chegada dos judeus geralmente era feita (e ainda o é) em grupos que se vão espalhando, sobretudo, nos lugares onde existiam outros patrocínios. Eles mantêm sua unidade através da religgião e sua “língua”, o Yddish, uma espécie de jargão hebreu-alemão (Grupo Ashkenazim). Conservam suas festas cíclicas como a Páscoa e o Yon Kipur de grande solenidade anual. Formam associações beneficentes e religiosas. Reúnem-se em comunidades, quase sempre nos grandes centros urbanos. Vindos para terras brasileiras desde o começo da colonização, os judeus atualmente estão inteiramente integrados dedicando-se a toda a espécie de atividade.

Fonte: Livro Aspectos do Folclore – Lilian Argentina Marques e outros (3ª edição, 1995)

Um ótimo final de semana ensolarado a todos! Beijos ;*

quinta-feira, 13 de maio de 2010

40ª Ciranda Cultural de Prendas

Foram divulgadas esta semana por meio do Blog do Movimento Tradicionalista Gaúcho, as listas das concorrentes na 40ª Ciranda Cultural de Prendas em sua fase estadual, nas três categorias, Mirim, Juvenil e Adulta.
O concurso, que ocorre no último final de semana deste mês, no Clube Recreativo das Dores, no Município de Santa Maria, já tem os nomes das futuras Prendas do Rio Grande do Sul inscritas.
Acredito que assim como eu, muitas pessoas se surpreenderam com o número de concorrentes, já que na categoria mirim as 30 Regiões Tradicionalistas estarão sendo representadas.
Para nós, concorrentes, fica um sentimento de que "a ficha caiu"! Estão aí nestas listas o nome das Prendas que representarão o Estado durante um ano. Estão aí, entre esses 82 nomes, os nomes das NOVE prendas que realizarão seu sonho, as NOVE prendas que conquistarão a tão esperada faixa do Estado do Rio Grande do Sul.

Categoria MIRIM
Categoria Juvenil
Categoria Adulta

O meu nome está na lista, a qual não canso de olhar... extremamente feliz em estar representando a minha tão querida 24ª Região Tradicionalista.
Os dias passam, a contagem regressiva chega mais perto do seu fim...
São 15 dias apenas! 15 dias de uma espera que parece não terminar nunca, tamanho o nervosismo e ansiedade que sentimos. Porém são 15 dias que ao mesmo tempo que parecem não chegar nunca, gostaríamos que fossem multiplicados, por tudo o que ainda temos pra revisar, preparar com perfeição fazendo com que tudo aconteça da melhor forma.
Eu acredito, acredito sim! Acredito que daqui 15 dias eu possa ser a nova representante deste Estado que tanto amamos... Afinal, se eu não acreditasse em meu potencial, o que iria estar fazendo em Santa Maria?
Deixo aqui o meu imenso OBRIGADA a todas as pessoas que estão me dando apoio, força e coragem neste momento. Vocês não imaginam o quanto importante é saber que além de mim, outras pessoas acreditam!

Um forte abraço a todos.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Resultados do XXII Rodeio Artístico Regional

Nos dias 08 e 09 de Maio do ano de 2010, realizou-se nas dependências do Parque Municipal João Batista Marquese, de Encantado, RS, o XXII° RODEIO ARTISTICO REGIONAL e a ETAPA REGIONAL DO ENART - 2010, promovidos pela 24ª Coordenadoria Regional Tradicionalista em parceria com o DTG Guardiões do Rio Grande, de Encantado, detentor do Troféu Móvel de 2009.

Estiveram à frente das Comissões Avaliadoras as seguintes pessoas:
No Mais Prendada Prenda: Carmem Lúcia César Carvalho, Ibani Bicca, Vera Fátima Carvalho Leite e Elsa Spiewakoski.
Na Declamação, Interprete Solista Vocal, Par de Chote, Gaita, Violão, Violino, Trova, Conjunto Instrumental, Conjunto Vocal, Dança de Salão, Danças Tradicionais: Fábio Klafke, Vinicios Coelho, Deninson Adiers, Joaquim Lunkes, Ana Cristina Finke, AlexsandroGradaski, Suele Scotá, Sabrina Graciola, Jonas Caron, Henrique Fernandes, Gilberto Lamaison, Mari Fernandes, Maurício Horn, Mauri Horn, Gustavo Guislene, Marcione da Silveira, Sandro Moreira, Douglas Diehl, Rodrigo Teixeira e Wilian Varela.

Após a avaliação dos quesitos de todos os concursos, chegou-se ao seguinte resultado:

Mais Prendada Prenda Mirim: ANA PAULA PITOL – GAN ANITA GARIBALDI
Mais Prendada Prenda Juvenil: JANAINA MATIELLO – GAN ANITA GARIBALDI
Mais Prendada Prenda Adulta: THAIS LOHMANN – CTG QUERÊNCIA DO ARROIO DO MEIO

Gaita Piano Pré-Mirim
1º - LUIS GABRIEL LORENO RADAELLI – GAN ANITA GARIBALDI

Gaita Piano Mirim
1º - CRISTIAN BADIN - DTG QUERENCIA NOVA
2º - JUNIOR MICAEL BRACKMANN – CTG RINCAO DAS COXILHAS

Gaita Piano Mirim
1º - ELIAS ANTONIO TITTON – CTG GIUSEPPE GARIBALDI
2º - PAULO JARDEL LORENO RADAELLI – GAN ANITA GARIBALDI
3º - BRUNO CESAR LASTA – DTG GUARDIOES DO RIO GRANDE

Gaita Piano Adulto
1º - JULIANO RABAIOLLI – CTG GIUSEPPE GARIBALDI
2º - LEANDRO BARBIERI – GAN ANITA GARIBALDI
3º - EDUARDO LUIS AMES – DTG GUARDIOES DO RIO GRANDE

 Gaita Piano Xirú
1º - CARLOS LUIS ULRICH – CTG RINCÃO DAS COXILHAS
2º - LEODI LUÍS PAVI – CTG RINCÃO DAS COXILHAS
3º - ROGER LUIZ PAVI – CTG RINCÃO DAS COXILHAS

Gaita Ponto Até 8 Baixos Pré-Mirim
1º - JOÃO PEDRO RODRIGUES DA SILVA – DTG GUARDIÕES DO RIO GRANDE

Gaita Ponto Até 8 Baixos Mirim
1º - JÚNIOR MICAEL BRACKMANN – CTG RINCÃO DAS COXILHAS

Gaita Ponto Até 8 Baixos Juvenil
1º - AMANDA GABRIELE RAUBER – CTG QUERÊNCIA DO ARROIO DO MEIO
2º - JONATA RODRIGO THEISEN – CTG RINCÃO DAS COXILHAS

Gaita Ponto Até 8 Baixos Adulto
1º - VINÍCIUS DE FREITAS – CTG RINCÃO DAS COXILHAS
2º - EDERSON DREBES – CTG RINCÃO DAS COXILHAS
3° - UILIAN KRUTZMANN – CTG RINCÃO DAS COXILHAS

Gaita Ponto Até 8 Baixos Xirú
1º - CARLOS LUIS ULRICH – CTG RINCÃO DAS COXILHAS
2º - LEODI LUIS PAVI – CTG RINCÃO DAS COXILHAS
3° - ROGER LUIS PAVI – CTG RINCÃO DAS COXILHAS

Gaita Ponto Mais de 8 Baixos Mirim
1º - JUNIOR MICAEL BRACKMANN – CTG RINCÃO DAS COXILHAS

Gaita Ponto Mais de 8 Baixos Juvenil
1º - MAURÍCIO VIAN – CTG GIUSEPPE GARIBALDI
2º - PAULO JARDEL LORENO RADAELLI – GAN ANITA GARIBALDI
3° - JONATA RODRIGO THEISEN – CTG RINCÃO DAS COXILHAS

Gaita Ponto Mais de 8 Baixos Adulto
1º - MAURO ALEXANDRE SEIDEL – DTG GUARDIÕES DO RIO GRANDE
2º - EDERSON DREBES – CTG RINCÃO DAS COXILHAS
3° - UILIAN KRUTZMANN – CTG RINCÃO DAS COXILHAS

Gaita Ponto Mais de 8 Baixos Xirú
1º - LEODI LUIS PAVI – CTG RINCÃO DAS COXILHAS
2º - CARLOS LUIS ULRICH – CTG RINCÃO DAS COXILHAS
3° - ROGER LUIS PAVI – CTG RINCÃO DAS COXILHAS

Gaita Boca
1º - AVENTINO ROSA – DTG GUARDIÕES DO RIO GRANDE
2º - ROGÉRIO BENHUR RECH – DTG GENERAL CANABARRO
3º - ETHOLDO ALBERTO IMICH – GAN ANITA GARIBALDI

Bandoneon
1º - CARLOS LUIS ULRICH – CTG RINCÃO DAS COXILHAS
2° - DÉCIO HAUENSTEIN – CTG BENTO GONÇALVES

Violão e Viola Pré-Mirim
1º - MARIA EDUARDA DIEHL – CTG SENTINELA DA TRADIÇÃO

Violão e Viola Mirim
1º - FERNANDO MEITH – CTG RINCÃO DAS COXILHAS
2º - JUNIOR MICAEL BRACKMANN – CTG RINCÃO DAS COXILHAS
3º - MIGUEL GHENO DOS SANTOS – GAN ANITA GARIBALDI

Violão e Viola Juvenil
1º - EDUARDO MOREIRA VITTER – GAN ANITA GARIBALDI
2º - LAURA STEFENON – GAN ANITA GARIBALDI
3º - GUILHERME PATUSSI – GAN ANITA GARIBALDI

Violão e Viola Adulto
1º - MAURICIO ALESSANDRO MALAGGI – GAN ANITA GARIBALDI
2º - MAURICIO DALLE – GAN ANITA GARIBALDI
3º - VINÍCIUS DE FREITAS – CTG RINCÃO DAS COXILHAS

Violão e Viola Xirú
1º - RAUL BECKER – CTG POUSADA DOS TROPEIROS
2º - ANDERSON OTTO ALTMAN – CTG RINCAO DAS COXILHAS
3° - AVENTINO ROSA – DTG GUARDIOES DO RIO GRANDE

Violino ou Rabeca
1º - MATEUS WANDERER – CTG RINCAO DAS COXILHAS
2º - MICHELI BAYER LENHARDT – CTG RINCAO DAS COXILHAS
3º - RODRIGO DE OLIVEIRA SCHNEIDER – CTG QUERENCIA DO ARROIO DO MEIO

Assovio Pré-Mirim
1º - BRUNO DE FREITAS – DTG GUARDIOES DO RIO GRANDE
2º - LUIS ANTONIO TOMAZZI - GAN ANITA GARIBALDI

Assovio Mirim
1º - LAURA CORNELLI – GAN ANITA GARIBALDI
2º - JUNIOR MICAEL BRACKMANN – CTG RINCAO DAS COXILHAS
3º - LUCAS YURI LANDMEIER – CTG RINCAO DAS COXILHAS

Assovio Juvenil
1º - JEFERSON LUIS DE OLIVEIRA – CTG RINCAO DAS COXILHAS
2º - MICAEL DOS SANTOS AGNES – DTG PIAZITO DA TRADICAO
3º - MATEUS WANDERER – CTG RINCAO DAS COXILHAS

Assovio Adulto
1º- RANIERI ZILIO MORIGGI – GAN ANITA GARIBALDI
2º - DIEGO FONSECA DO AMARAL – CTG GIUSEPPE GARIBALDI
3º - MARCELO CANTILIANO PEREZ – DTG GENERAL CANABARRO

Assovio Xirú
1º - LEODI LUIS PAVI – CTG RINCAO DAS COXILHAS
2º - EDUARDO TEOTONIO DADA – GAN ANITA GARIBALDI
3º - ALEXSANDRO BRUXEL – CTG GIUSEPPE GARIBALDI

Declamação Feminina Pré-Mirim
1º - CAMILA INES DE QUADROS – CTG POUSADA DOS TROPEIROS
2º - PAOLA RADAELLI DE CONTO – GAN ANITA GARIBALDI
3º - PIETRA BEATRIS LINEMANN DA SILVA – CTG POUSADA DOS TROPEIROS

Declamação Feminina Mirim
1º - GRAZIELA INES MATTJE – GAN ANITA GARIBALDI
2º - ANA PAULA PITOL – GAN ANITA GARIBALDI
3º - JESSICA EDUARDA MULLER – CTG RINCAO DAS COXILHAS

Declamação Feminina Juvenil
1º - THAIS ELOI WEBER – CTG RINCAO DAS COXILHAS
2º - ISABELA CAPELARI HAMMES – GAN ANITA GARIBALDI
3º - NADINE WERMANNN – CTG POUSADA DOS TROPEIROS

Declamação Feminina Adulto
1º - LIARA CRISTINA DA ROCHA – CTG BENTO GONÇALVES
2º - EVELINE FRANCIELI LINEMANN – CTG POUSADA DOS TROPEIROS
3º - BRUNA TIECHER – GAN ANITA GARIBALDI

Declamação Feminina Xirú
1º - ANDREIA ELOI – CTG RINCAO DAS COXILHAS
2º - CLAUDIA VILLA – GAN ANITA GARIBALDI
3º - ELISE HUPPES – CTG RINCAO DAS COXILHAS

Int. Sol. Vocal Feminino Pré-Mirim
1º - CAROLINE AGOSTINE GIANESINE – GAN ANITA GARIBALDI
2º - LUIZA ANA VENDRAMIN – GAN ANITA GARIBALDI
3º - JOICE VERONICE FERREIRA NORONHA – GAN ANITA GARIBALDI

Int. Sol. Vocal Feminino Mirim
1º - YASMIN VITORIA CARON – CTG SENTINELA DA TRADICAO
2º - GRAZIELA INES MATTJE – GAN ANITA GARIBALDI
3° - LAURA CORNELLI – GAN ANITA GARIBALDI

Int. Sol. Vocal Feminino Juvenil
1º - JANAINA MATIELLO – GAN ANITA GARIBALDI
2º - LAURA MARIA BRUXEL – CTG TROPILHA FARRAPA
3º - GABRIELA MARCHETTI – DTG GUARDIOES DO RIO GRANDE

Int. Sol. Vocal Feminino Adulto
1º - LAURA BASTIANEL – GAN ANITA GARIBALDI
2º - CATIA DEVITTE GRAZIOLA – GAN ANITA GARIBALDI
3º - LAURA ZANATTA SALVATORI – CTG BENTO GONCALVES

Int. Sol. Vocal Feminino Xirú
1º - MARIANGELA CORREA PAVI – CTG RINCAO DAS COXILHAS
2º - LOURDES MULLER – CTG RINCAO DAS COXILHAS

Int. Sol. Vocal Masculino Pré-Mirim
1º - LUIS GABRIEL LORENO RADAELLI – GAN ANITA GARIBALDI
2º -NYCOLAS CORREA PAVI – CTG RINCAO DAS COXILHAS
3º - GUILHERME LARSSEN – CTG RINCAO DAS COXILHAS

Int. Sol. Vocal Masculino Mirim
1º - MARCEL BECKER – CTG POUSADA DOS TROPEIROS
2° - JUNIOR MICAEL BRACKMANN – CTG RINCAO DAS COXILHAS
3º - LUCAS YURI LANDMEIER – CTG RINCAO DAS COXILHAS

Int. Sol. Vocal Masculino Juvenil
1º - ANDRE LUIS POSSAMAI – GAN ANITA GARIBALDI
2º - PAULO JARDEL LORENO RADAELLI – GAN ANITA GARIBALDI
3º - JEFERSON LUIS DE OLIVEIRA – CTG RINCÃO DAS COXILHAS

Int. Sol. Vocal Masculino Adulto
1º - RANIERI ZILIO MORIGGI – GAN ANITA GARIBALDI
2º - GUSTAVO ANDRE MATTJE – GAN ANITA GARIBALDI
3º - JEVERSON CALVI – GAN ANITA GARIBALDI

Int. Sol. Vocal Masculino Xirú
1º - JOEL FONTOURA – CTG GIUSEPPE GARIBALDI
2º - MARCOS RICARDO SEHNEN – CPF TERRA DE UM POVO
3º - JOAO BATISTA REIS DA COSTA – CTG POUSADA DOS TROPEIROS

Conjunto Vocal
1º - DTG GUARDIOES DO RIO GRANDE
2º - GAN ANITA GARIBALDI
3º - CTG RINCAO DAS COXILHAS

Conjunto Instrumental
1º - CTG RINCAO DAS COXILHAS
2º - GAN ANITA GARIBALDI
3º - CTG GIUSEPPE GARIBALDI

Trova Mi Maior de Gavetão
1º - AVENTINO ROSA – DTG GUARDIOES DO RIO GRANDE
2º - LEODI LUIS PAVI – CTG RINCAO DAS COXILHAS
3° - MIGUEL QUEIROZ DA CUNHA – CTG TROPILHA FARRAPA

Trova de Martelo
1º - JORGE DE RAMOS – CTG GIUSEPPE GARIBALDI
2° - AVENTINO ROSA – DTG GUARDIOES DO RIO GRANDE

Trova Estilo Gildo de Freitas
1° - JORGE DE RAMOS – CTG GIUSEPPE GARIBALDI

Pajada
1° - LEODI LUIS PAVI – CTG RINCAO DAS COXILHAS
2° - VINICIUS DE FREITAS – CTG RINCAO DAS COXILHAS

Causos Gauchescos de Galpão
1° - LEODI LUIS PAVI – CTG RINCAO DAS COXILHAS
2° - GERSON AURELIO GRABIN – CTG RINCAO DAS COXILHAS

Par de Chote Pré-Mirim
1º - LUIS FELIPE ZANON E MILENA ZONATTO – GAN ANITA GARIBALDI
2º - AUGUSTO VARGAS PESSI E TABATA POZZEBON BARBON – DTG HERANCA MARAGATA
3º - LUCAS SCHNEIDER E JENIFFER LETICIA ROYER – DTG GUARDIOES DO RIO GRANDE

Par de Chote Mirim
1º - LUCAS YURI LANDEMEIER E FERNANDA ELISA KARRER – CTG RINCAO DAS COXILHAS
2º - MAICON CAINÃ DA MOTTA MARTINS E FABIANE CRISTINA RADAELLI – DTG GUARDIOES DO RIO GRANDE
3º - MIGUEL GHENO DOS SANTOS E LAURA CORNELLI – GAN ANITA GARIBALDI

Par de Chote Juvenil
1º - GULHERME PATUSSI E GABRIELI ALVARES SOLANO – GAN ANITA GARIBALDI
2º - MAURICIO DALLE E JULIA GHENO DOS SANTOS – GAN ANITA GARIBALDI
3º - MICHAEL RICARDO DOS SANTOS AGNES E ANA CAROLINA BECKER – DTG PIAZITO DA TRADICAO

Par de Chote Adulto
1º - BRUNO SILVEIRA CASSARIEGO E CRISTINE SINARA HERTZER – DTG PIAZITO DA TRADICAO
2º - GUILHERME MANTOVANI E ANALU SIMM BARBIERI – DTG GENERAL CANABARRO
3º - LUIS FERNANDO BRUXEL E MONICA WERMEIER – CTG PORTEIRA DOS PAMPAS

Par de Chote Xirú
1º - DANIEL DALL MOLIN E GELCI WAGNER DADA – GAN ANITA GARIBALDI
2º - LEODI LUIS PAVI E MARIANGELA CORREA PAVI – CTG RINCAO DAS COXILHAS
3º - ROGER LUIZ PAVI E ELAINE HOLLMANN – CTG RINCAO DAS COXILHAS

Danças de Salão Pré-Mirim
1º - AUGUSTO VARGAS PESSI E TABATA POZZEBON BARBON – DTG HERANCA MARAGATA
2º - LUIS FELIPE ZANON E MILENA ZONATO – GANA ANITA GARIBALDI
3º - AUGUSTO NEUBERGER E FERNANDA NEUBERGER – DTG GENERAL CANABARRO

Danças de Salão Mirim
1º - VINICIUS LUIS MEZACASA E ANA PAULA PITOL – GAN ANITA GARIBALDI
2º - MIGUEL GHENO DOS SANTOS E LAURA CORNELLI – GAN ANITA GARIBALDI
3º - PATRICK PEREZ E LARISSA CRISTINA DA CRUZ – DTG GENERAL CANABARRO

Danças de Salão Juvenil
1º - MAURICIO DALE E JULIA GHENO DOS SANTOS – GAN ANITA GARIBALDI
2º - MICHAEL RICARDO DOS SANTOS AGNES E ANA CAROLINA BECKER - DTG PIAZITO DA TRADICAO
3º - GUILHERME PATUSSI E BRUNA GOMES DALPIAN – GAN ANITA GARIBALDI

Danças de Salão Adulto
1º - BRUNO SILVEIRA CASSARIEGO E CRISTINE SINARA HERTZER – DTG PIAZITO DA TRADICAO
2º - LUIS FERNANDO BRUXEL E MONICA WERMEIER – CTG PORTEIRA DOS PAMPAS
3º - GUILHERME MANTOVANI BAUMGARTEM E ANALU SIMM BARBIERI – DTG GENERAL CANABARRO

Danças de Salão Xirú
1º - LEODI LUIS PAVI E MARIANGELA CORREA PAVI – CTG RINCAO DAS COXILHAS
2º - ALEXANDRE BIANCHI E ELIANE DE QUADROS – CTG GIUSEPPE GARIBALDI
3º - DANIEL DALL MOLIN E GELCI WAGNER DADA – GAN ANITA GARIBALDI

Chula Pré-Mirim
1º - MATHEUS SIEBEN MAJOLO – CTG BENTO GONCALVES
2º - LUIS ANTONIO TOMAZZI – GAN ANITA GARIBALDI
3º - GABRIEL FILTER AMES – DTG GUARDIOES DO RIO GRANDE

Chula Mirim
1º - WILLIAN MARKUS DE QUADROS – CTG POUSADA DOS TROPEIROS
2º - PAULO DIAS – GAN ANITA GARIBALDI
3º - JONES ZIMMER – DTG GUARDIOES DO RIO GRANDE

Chula Juvenil
1º - JOAO FRANCISCO ROSSI TOMAZZI – GAN ANITA GARIBALDI
2º - EDUARDO MOREIRA VITER – GAN ANITA GARIBALDI
3º - DOUGLAS SOARES DE ARRUDA RADAELLI – DTG GUARDIOES DO RIO GRANDE

Chula Adulto
1º - RAFAEL FARIAS GARCIA – GAN ANITA GARIBALDI
2º - LUCAS DORNELLES – DTG GUARDIOES DO RIO GRANDE
3º - JONATAN DORNELLES DA SILVA – CTG POUSADA DOS TROPEIROS

Chula Xirú
1º - GLADEMIR ROSSETTI – DTG GUARDIOES DO RIO GRANDE
2º - ROGER LUIZ PAVI – CTG RINCAO DAS COXILHAS
3º - LEODI LUIZ PAVI – CTG RINCAO DAS COXILHAS

Danças Tradicionais Pré-Mirim
1º - DTG GUARDIÕES DO RIO GRANDE
2º - GAN ANITA GARIBALDI
3º - CTG TROPILHA FARRAPA
4º - CTG QUERÊNCIA DA AMIZADE

Danças Tradicionais Mirim
1º - GAN ANITA GARIBALDI
2º - CTG PORTEIRA DOS PAMPAS
3º - DTG PIAZITO DA TRADIÇÃO
4º - DTG GUARDIÕES DO RIO GRANDE
5º - CTG GIUSEPPE GARIBALDI

Danças Tradicionais Juvenil
1º - GAN ANITA GARIBALDI
2º - CTG PORTEIRA DOS PAMPAS
3º - DTG PIAZITO DA TRADIÇÃO
4º - DTG GUARDIÕES DO RIO GRANDE
5º - CTG POUSADA DOS TROPEIROS

Danças Tradicionais Xirú
1º - CTG RINCÃO DAS COXILHAS
2° - CTG TROPILHA FARRAPA
3° - DTG QUERÊNCIA NOVA

Danças Tradicionais Adulto
1º - CTG PORTEIRA DOS PAMPAS
2º - CPF TERRA DE UM POVO
3º - CTG POUSADA DOS TROPEIROS
4º - DTG GUARDIÕES DO RIO GRANDE
5º - CTG QUERÊNCIA DO ARROIO DO MEIO

Após a soma da pontuação de todos os concursos, chegou-se a conclusão que a entidade vencedora do XXII RODEIO ARTÍSTICO REGIONAL de 2010, com direito de levar o TROFÉU MÓVEL é o GAN ANITA GARIBALDI.

Parabéns a todos!
Em especial aos concorrentes da minha entidade, o CTG Querência do Arroio do Meio, pelas conquistas:
Thaís Lohmann, Mais Prendada Prenda, Amanda Rauber, 1° lugar na Gaita Ponto até 8 baixos juvenil, Rodrigo de Oliveira Scheider, 3° lugar Rabeca adulto.
E é claro, à nossa invernada Artística Adulta, que conquistou o troféu de 5° Lugar na Modalidade de Danças Tradicionais.

A ata do Rodeio com todos os devidos resultados, conforme acima, se encontra no site da 24ª Região Tradicionalista: www.24rt.org.br

sexta-feira, 7 de maio de 2010

XXII Rodeio Artístico Regional da 24ª RT

É neste final que semana o XXII Rodeio Artístico Regional da 24ª Região Tradicionalista, sobre a promoção da 24ª RT e realização do DTG Guardiões do Rio Grande, entidade campeã da edição passada.

Programação:

Sábado 
PALCO “A” – GINÁSIO
13:30 – Abertura Oficial do Evento
14:00 Intérprete Solista Vocal
PALCO “B”– QUADRA ABERTA 1
14:00 – Chula
PALCO “C” – RESTAURANTE 2
14:00 – Declamação – Trovas – Causo – Pajada
PALCO “D” – ESCOLA
14:00 – Mais Prendada Prenda
PALCO “E” – QUADRA ABERTA 4
14:00 – Par de Chote – Dança de Salão

Domingo
PALCO “A” – GINÁSIO
08:00 – Grupo Instrumental – Grupo Vocal – Danças Tradicionais
PALCO “C” – RESTAURANTE 2
08:00 – Gaitas – Bandoneon – Violão – Violino – Assovio

Inscritas no Mais Prendada Prenda 
Mirim

Ayelen Amanda Duarte - CTG Bento Gonçalves
Ana Paula Pittol - GAN Anita Garibalde
Camila Inês de Quadros - CTG Pousada dos Tropeiros
Hellen Andrea Rodrigues de Lima - DTG Guardiões do Rio Grande
Jéssica Herrera - CTG Tropilha Farrapa
Marina Mayer - DTG Piazito da Tradição
Yasmina Natany Corso - DTG General Canabarro

Juvenil
Caroline Scariot - CTG Tropilha Farrapa
Eduarda Soares Coletti - DTG Guardiões do Rio Grande
Janaina Matiello - GAN Anita Garibaldi
Letícia Lohmann - CTG Querência do Arroio do Meio
Mariana Rafaela da Rocha - CTG Bento Gonçalves
Tatiane Sulzbach - CTG Pousada dos Tropeiros

Adulta
Juliane Dente - CTG Tropilha Farrapa
Marcelle Fernandes da Silva - CTG Pousada dos Tropeiros
Thaís Lohmann - CTG Querência do Arroio do Meio
Vanessa Devitte - DTG Guardiões do Rio Grande

Inscritos na Modalidade de Danças Tradicionais
Pré - Mirim

CTG Querência da Amizade
GAN Anita Garibaldi
CTG Tropilha Farrapa
DTG Guardiões do Rio Grande

Mirim
CTG Querência da Amizade
GAN Anita Garibaldi
DTG Querência Nova
DTG Piazito da Tradição
CTG Giuseppe Garibaldi
CTG Tropilha Farrapa
CPF Terra de Um Povo
CTG Sentinela da Tradição
CTG Porteira dos Pampas
DTG Guardiões do Rio Grande

Juvenil
CTG Querência da Amizade
GAN Anita Garibaldi
CTG Rincão das Coxilhas
DTG Querência Nova
DTG Piazito da Tradição
CTG Giuseppe Garibaldi
CTG Pousada dos Tropeiros
CTG Tropilha Farrapa
CTG Erva Mate
CTG Porteira dos Pampas
DTG Guardiões do Rio Grande

Adulta

CTG Querência da Amizade
DTG Piazito da Tradição
CTG Pousada dos Tropeiros
CPF Terra de Um Povo
CTG Querência Arroio do Meio
CTG Sentinela da Tradição
CTG Porteira da Amizade
CTG Porteira dos Pampas
DTG Guardiões do Rio Grande

Xirú

CTG Rincão das Coxilhas
DTG Querência Nova
CTG Tropilha Farrapa

Desejo muuuito sucesso a todos os participantes do nosso Rodeio Regional!
As listas com os demais inscritos em todas as modalidades podem ser vistas no site da 24ª RT, que também serviu de fonte para esta postagem: www.24rt.org.br, no local de Documentos.

Um forte abraço a todos, lembrando que faltam apenas TRÊS semanas para a 40ª Ciranda Cultural de Prendas!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Nativismo

Os valores de culto à Tradição mais característicos do Rio Grande do Sul são o nativismo, a coragem, a hospitalidade, a honra o respeito à palavra empenhada, o cavalheirismo, além de outros.

Assim, vê-se desde logo que o Nativismo não é um culto, como a Tradição, mas um dos valores deste culto. Nativismo é o amor que a pessoa tem pelo chão onde nasceu, onde é nato. E esse amor, claro, existe em todos os lugares, não é patrimônio exclusivo do gaúcho. Os gaúchos, aliás, tem em seu vocabulário duas palavras muito bonitas ligadas ao Nativismo: pago e querência. Pago é onde se nasceu. Querência é onde se vive. As vezes se confundem, porque é muito comum as pessoas nascerem e viverem no mesmo lugar. As vezes, não. 

O gaúcho é tão nativista que chega a ser bairrista e o bairrismo deve ser percebido como a caricatura do nativismo. Existem rivalidades bairristas entre cidades gaúchas, alimentadas pela juventude, sobretudo no carnaval e no esporte: Alegrete X Uruguaiana, Alegrete X Quaraí, Estrela X Lajeado, Caxias do Sul X Bento Gonçalves, São Leopoldo X Novo Hamburgo, Rio Grande X Pelotas, etc. E apelidos, da mesma origem: os alegretenses são chamados “café-com-leite” e, por sua vez, chamam os uruguaianenses de “farinheiros” e os quaraienses de “barbicachos”. Os moradores de Tupanciretã são chamados de “repolhos”e, por sua vez, chamam os habitantes de Julio de Castilhos de “fincão” e os da Capela dos Quevedos de “papudos”. Os moradores da cidade de Rio Grande são os “papa-areias” ou “bicuíras”. Os de Santa Vitória do Palmar são os “mergulhões”. E assim vai. 

Talvez não haja povo mais nativista que o gaúcho. Por isso, existe uma tendência para se chamar de nativista a arte que nasce da terra: teríamos assim a poesia nativista, a música nativista, a canção nativista. O melhor, porém, quando se fala em arte é dizer, simplesmente, “regionalista gauchesca”.

Estuda, tchê: Regionalismo


O Regionalismo é uma corrente do Romantismo, movimento que derrubou ainda no século passado e no mundo todos os padrões do Classicismo.

O Regionalismo gauchesco começou na prosa com Caldre e Fião, gaúcho na Côrte e com José de Alencar, cearence na Côrte. O primeiro escreveu o romance “O Corsário” (1851) e “A Divina Pastora” e o segundo escreveu o romance “O Gaúcho” (1865). Na poesia, o Regionalismo gauchesco começou com Bernardo Taveira Junior, com suas “Provincianas” (1874) e Múcio Teixeira com suas “Flores do Pampa” (1872), ambos já pertencendo ao movimento porto-alegrense, de cunho regionalista chamado Paternon Literário, de junho de 1868, em plena Guerra do Paraguai. Antes deles, é claro, das poesias folclóricas, só os Sonetos de Monarca, de Caldre e Fião. O Paternon Literário vai consagrar Apolinário Porto Alegre, como prosador. Depois surgirão na prosa, Roque Collage, João Mendes de Taquari, Luiz Araújo Filho, João Simões Lopes Neto, Alcides Maya, Dercy Azambuja, Érico Veríssimo e Barbosa Lessa, além de outros. Na poesia aparecem Manoel do Carmo “Cantares da minha terra”, Ramiro Barcelos “Antonio Chimango” Vargas Neto, Pery de Castro, Manoelito de Ornelas, Augusto Meyer, Waldemar Correia, Glaucos Saraiva, Jayme Caetano Braun, Apparício Silva Rillo e muito gente boa mais, a ponto de justificar a fundação da “Estância da Poesia Crioula”, verdadeira academia de letras do Regionalismo gauchesco.

Mas o Regionalismo não se exaure apenas na prosa e no verso. Existe entre nós e é muito forte também no canto e na música, através de discos, a cada ano. Existe nas artes visuais, como esculturas e pinturas. Nas artes cênicas, como em peças de teatro e ballet, no rádio, no cinema, na televisão. Tudo isso é Regionalismo.