sexta-feira, 29 de junho de 2012

2º Encontro de Blogueiros e Twitteiros da Cultura Gaúcha


Dois painelistas já estão confirmados.
Luis Grisólio, Gerente Executivo do Jornal Metro, Premio Joaquim Felizardo, Premio Caboré 2011 - Mídia impressa, Ex Diretor do Correio do Povo.
Cezar Freitas, Diretor de Jornalismo da RBS TV/RS.
Outros nomes deverão vir a compor o painel de debates sobre a importância da Tecnologia da informação serviço das tradições gaúchas.

7º Encontro de Comunicadores
2º Encontro de Blogueiros e Twiteiros da Cultura Gaúcha

A comunicação é indispensável para qualquer organização social. Todo sistema 
organizacional viabiliza-se graças ao sistema de comunicação nele existente que 
permitirá sua realimentação e sua vital sobrevivência frente aos desafios e 
obstáculos. Ela vai além da transmissão de informações. 
É um processo de estabelecimento de 
relações entre os interlocutores.

O mundo de hoje, se comunica muito mais que no passado. 
Na era da informação imediata as pessoas estão mais atentas ao discurso produzido. 
Por isso é preciso ter conhecimento, mas principalmente, 
responsabilidade no que se produz de discurso.

Com tal preocupação, o Movimento Tradicionalista Gaúcho, organiza o 7º Encontro de Comunicadores e o 2º Encontro de Blogueiros e Twitteiros da Cultura Gaúcha, durante a 77ª Convenção Tradicionalista, na cidade de Guaporé. Respeito será a palavra de ordem.

Sábado, 28/07/2012 às 14h - Local: Casa de Cultura - no centro de Guaporé

Temário: A tecnologia da informação à serviço das tradições gaúchas

1. Organizar rede de comunicadores, blogueiros e twiteiros comprometidos com a tradição gaúcha e com o Folclore do RS;

2. Articulação de comunicação e interatividade entre os blogueiros e twiteiros interessados na produção compartilhada de conhecimento com responsabilidade;

3. Compreender a importância das ferramentas da comunicação na era da informação instantânea.

INSCRIÇÕES LIMITADAS - 100 VAGAS

Calendário 24ª RT e MTG - Julho

Eventos Regionais e Estaduais do mês de julho:

07 - CTG Sentinela da Tradição - Fandango - Muçum
07 - CTG Pousada dos Tropeiros - Fandango - Fazenda Vilanova
07 - CTG Querência da Mata - Fandango - Mato Leitão
07 - CTG Querência do Arroio do Meio - Almoço/Carne de Ovelha - Arroio do Meio
08 - CTG Tropeiros da Amizade - Enduro Campeiro - Roca Sales
08 - CTG Paixão Cortes - 4º Rodeio Artístico - Nova Bréscia
10 - CTG Querência do A. do Meio - Reunião de Patrões 24ª RT - A. do Meio
13 - CTG Bento Gonçalves - Tertúlia de Aniversário - Lajeado
14 - CTG Raça Gaudéria - Fandango c/ escolha de Prendas - Estrela
14 e 15 - CTG Querência da Mata - Festa Campeira - Venâncio Aires
15 - CTG Sentinela da Tradição - Rodeio Artístico - Muçum
20 - CTG Querência do Arroio do Meio - Tertúlia - Arroio do Meio
21 - DTG Guardiões do Rio Grande - 3º Baile de Candieiro - Encantado
22 - CTG Herança Nativa - Almoço Associado - Arroio do Meio
25 - MTG - Inscrições para o ENART - Prazo final
28 - CPF Terra de um Povo - 6ª Feijoart, Escolha de Prendas - Venâncio Aires
28 - CTG Pagos de São Rafael - Fandango - Cruzeiro do Sul
28 - CTG Giuseppe Garibaldi - Fandango - Encantado
28 e 29 - MTG - Convenção Tradicionalista - Guaporé

Interiorização do MTG - Agenda


Programe-se para participar em sua região!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Estuda, tchê: Parques Florestais

PARQUES NACIONAIS
Administrados pelo IBAMA

Parque Nacional dos Aparados da Serra: Itaimbezinho. 
Abrange Cambará do Sul, São Francisco de Paula e Praia Grande (SC)

Serra Geral: Cambará do Sul e Praia Grande (SC)

Junto à porção mais oriental da divisa dos estados do Rio Grande do Sul e de 
Santa Catarina, na região sul do Brasil, situam-se os Parques Nacionais de 
Aparados da Serra e Serra Geral, abrangendo uma área de aproximadamente 
30.360 ha, distribuída ao longo dos contrafortes da região natural comumente 
denominada de Aparados da Serra, inserida na Formação Geológica Serra Geral – 
daí a origem do nome destas importantes unidades de conservação.
Destaca-se neste cenário regional uma conformação geográfica bastante 
particular, caracterizada principalmente por paredões verticais de até 700 m 
de altura em transição abrupta com o relevo suave ondulado do planalto, 
como se este tivesse sido “aparado” a faca. É esta particularidade a responsável 
tanto pela heterogeneidade de ecossistemas quanto pelo potencial turístico de 
ambos parques, nacional e internacionalmente conhecidos pelos famosos e 
impressionantes cânions localizados no interior de seus limites territoriais.

Parque Nacional da Lagoa do Peixe: Mostardas e Tavares

Uma extensa planície costeira, recortada por áreas de matas e banhados e 
uma enorme lagoa de 40 quilômetros de extensão e 1,5 km de largura. 
Este é o Parque Nacional da Lagoa do Peixe, um local que abriga diferentes 
ecossistemas e que está localizado no extremo sul do Brasil. 
Ele foi criado em 1986 para proteger este que é um dos maiores santuários de 
aves migratórias do Hemisfério Sul. Cerca de 26 espécies de aves partem do 
Hemisfério Norte e outras 182 visitam o parque durante o ano.

Estação Ecológica do Taim: Rio Grande e Santa Vitória do Palmar

Situada no extremo sul do RS, a Estação Ecológica do Taim é tida como a maior 
área de preservação ambiental do RS, é uma das maiores áreas de preservação 
e um dos ecossistemas mais frágeis do Brasil. A ESEC Taim atualmente abrange 
cerca de 11.000 hectares e está em processo de ampliação para 33.000 hectares. 
Fica localizada dentre os municípios de Rio Grande e Santa Vitória do Palmar, 
seu acesso é através da BR 471, estrada que liga a cidade de Rio Grande ao Chuí.
O Taim é conhecido como uma das áreas mais ricas em aves aquáticas da 
América do Sul, tem muito valor como patrimônio genético e paisagístico, 
devido a sua grande diversidade biológica e ecossistêmica. É lugar de abrigo,
alimentação e reprodução de inúmeras espécies, é um dos criadores de maior 
significado ecológico do sul do Brasil. Há mais de 200 espécies de vegetais, 
220 espécies de aves, 21 répteis, 8 anfíbios, 51 peixes, 28 mamíferos, 
diversos crustáceos, molusco e insetos, que interagem com 
microrganismos indispensáveis à vida.

Estação Ecológica de Aracuri: Esmeralda

Criada em 1981, com 277 hectares, essa é uma das estações menos problemáticas 
no complexo administrado no Estado pelo Governo Federal. 
Não existem invasores, a população das redondezas não gosta de caçar e 
se sensibiliza com a necessidade de preservar a área.
Contagem científica dos papagaios do Aracuri feita por pesquisadores nos últimos 
anos mostra que eles são entre nove e dez mil. A maior parte é de 
papagaios-charão, aquele em que se destaca o verde e que tem fama de 
"falador" nas residências em que é aprisionado.

Reserva Ecológica da Ilha dos Lobos: Torres

A única Reserva Ecológica do país onde existem lobos ou leões 
marinhos. A Ilha em si é um fenômeno geológico, sendo uma 
continuação da Serra Geral que corta o Brasil. 
Paradouro de lobos marinhos; local de acasalamento; é proibido qualquer tipo 
de pesca ou caça marinha, bem como o desembarque.
Uma esquerda raramente surfada quebra ao lado da ilha, que, com 
fundo de pedra que segura grandes ondulações.
Nos dois últimos anos a onda da ilha dos lobos vem quebrando solitária, 
um estudo de impacto ambiental está sendo realizado no local pelo IBAMA, 
no momento as atividades de surf e tow in estão EXPRESSAMENTE PROIBIDAS.

PARQUES ESTADUAIS

Parque Estadual do Turvo: Derrubadas

Localizada no noroeste do Rio Grande do Sul, a Rota do Yucumã está inserida 
numa região de transição entre os campos gerais e as áreas de formação das 
depressões das encostas do Rio Uruguai.
Essas características permitem à região apresentar uma diversidade muito 
grande de flora e fauna, observadas no Parque Estadual do Turvo e 
em todos os municípios que compõem a Rota.
O Salto do Yucumã é um dos pedaços de natureza que ficaram quase intocáveis 
dentro do Parque Florestal Estadual do Turvo, um dos mais antigos do Estado. 
Pessegueiros, cipós e samambaias formam parte do conjunto verde que circunda 
as cascatas, embelezadas por contos antigos de onças-pintadas. 
Além dos 218 tipos de aves, o mico-prego, a capivara e a jaguatirica, entre outras 
dezenas de espécies de mamíferos, são os que têm trânsito livre até mesmo 
nos 2,55 mil hectares no coração da mata fechada. A melhor época para visitação 
do Salto do Yucumã é o verão, já que nos meses do inverno as cheias fazem 
subir o nível do rio, cobrindo a visão das quedas d’águas.

Parque Estadual de Nonoai: Nonoai e Planalto

Em fevereiro de 1992, índios kaigangues invadiram o Parque Florestal de 
Nonoai, uma das mais importantes Unidades de Conservação do Rio Grande do Sul, 
com 17.498 ha, na qual ao longo de mais de quarenta anos foram preservados 
os vários ecossistemas característicos da mata de Araucária e da floresta 
subtropical latifoliada, que ali têm seu encontro a limites geográficos.
A importância dessa área está principalmente em conservar e estudar a 
biodiversidade ali existente, com aspectos florísticos relevantes, face ao encontro 
de duas formações florísticas, a Mata Pluvial do Alto Uruguai 
(Floresta Subtropical Latifoliada) e a Mata de Araucária (Floresta Ombrófila Mista).

Parque Estadual do Espigão: Barracão

Localizado no Planalto, próximo ao rio Uruguai no vale do Arroio Marmeleiro, 
o parque preserva o maior fragmento de floresta de araucária (floresta ombrófila 
mista) e porções menores da Floresta do Alto Uruguai (floresta estacional 
decidual).No parque ainda são encontrados a jaguatirica, o veado bororó, o
macaco-prego, o papagaio-do-peito-roxo e a gralha-azul.

Parque Estadual de Rondinha: Rondinha

Localizado no Planalto, a 335 km de Porto Alegre, divide-se em floresta de 
araucária (floresta ombrófila mista) e campos (savanas) com destaque para 
pequenos butiazais e jabuticabais. Com 1.000 ha e uma forte pressão de uso 
agrícola do solo no entorno, a fauna encontra-se empobrecida, mas ainda 
significativa. Há ocorrência de quatis, serelepes, macaco-prego, 
tamanduá-mirim, papagaio-de-peito-roxo, o mocho-diabo e o pica-pau-rei.

Reserva Biológica da Serra Geral: Terra de Areia

Encravada nos contrafortes da Serra Geral, a Reserva Biológica é coberta pela 
mata atlântica (Floresta Ombrófila Densa) e mata de araucária 
(Floresta Ombrófila Mista), em bom estado de conservação. É freqüente a 
ocorrência de palmiteiro, canelas, figueira, cedro, louro, ingazeiro, quaresmeira, 
entre outras centenas de espécies vegetais. Em seu interior nascem mais de 70 
córregos permanentes que contribuem para a formação dos mananciais do rio 
Maquiné e lagoa dos Quadros. Quanto à fauna, podem ser encontrados mamíferos 
raros, entre os quais pacá, bugio, graxaim e veado mateiro, além de aves como o 
macuco, papagaio-charão e o tucano. Também há registros da presença de 
onça-parda, ainda conhecida por leão baio e puma.

Reserva Biológica de Ibirapuitã: Alegrete

Devido ao seu curso e situação geográfica, é considerado um importante 
bioma para espécies animais e vegetais. Dentre estas estão porções de campos 
nativos e mata ciliar onde existe o bugio-preto. A área de campo é caracterizada 
pelo domínio de espécies de gramíneas com presença esparsa de 
espinilhos (Acacia caven), uma planta comum no oeste e sudoeste do 
Rio Grande do Sul bem como na Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Bolívia, e 
aroeiras-pretas (Rubus sellowii). Basicamente são formações campestres e 
florestais de clima temperado, distintas de outras formações existente no Brasil. 
Não é aberta à visitação. 
O acesso é restrito à pesquisa científica e educação ambiental.

Delta do Jacuí: Porto Alegre, Canoas e Triunfo

As 16 ilhas sob a jurisdição de Porto Alegre, num total aproximado de 
4.500 ha, fazem parte do Parque Estadual Delta do Jacuí juntamente com as 
demais ilhas de municípios vizinhos. Localizadas na parte frontal ao centro e ao 
cais Marcílio Dias, configuram um dos principais ecossistemas da formação 
planície costeira do Estado e sua preservação é uma das mais importantes 
tarefas no processo de desenvolvimento urbano sustentado, impondo-se a 
manutenção de seus valores paisagísticos e a utilização apropriada de seu
potencial de uso. As cheias paralisam anualmente quase todas as atividades 
humanas nestas ilhas, tanto as urbanas, como as rurais: as habitações
ficam bloqueadas, as estradas submersas e intransitáveis, as escolas fechadas e o 
gado é transportado para áreas seguras em terrenos continentais. 
Estes fatos evidenciam não só a precariedade da maioria dos assentamentos 
existentes, como também a necessidade de disciplinar a sua ocupação.

Parque do Caracol: Canela

A principal das atrações do parque é a Cascata do Caracol, 
uma cascata linda que despenca em queda livre de uma altura de 131 metros. 
Para chegar até a base da cascata, há uma escada ecológica de 
apenas 927 degraus! Haja fôlego para descer e subir tudo! 
Antes de descer, certifique-se de que você está em boas condições físicas, 
pois a subida não é fácil, e leve uma ou duas garrafinhas de água, para hidratar-se 
sempre. Chegando perto da cascata, a leve brisa leva água da 
cachoeira para te refrescar.
O Parque tem também um passeio de trenzinho e um passeio pela história do 
velho oeste americano em um forte apache e uma aldeia indígena. 
Educativo também é o projeto Lobo-Guará, onde você pode saber mais 
sobre animais e insetos do eco-sistema da região, além de oferecer trilhas 
auto-guiadas, painéis ecológicos e outras atividades.

Parque da Guarita: Torres

O Parque Estadual da Guarita foi criado em 1971 através do empenho 
de vários ambientalistas locais buscando proteger este cenário geológico 
de grande valor ambiental e paisagístico. Serve de habitat de jacarés de 
papo-amarelo. Este local também possui grande importância cultural e econômica, 
sendo referência no lazer ambiental local e recebendo anualmente aproximadamente 
30.000 visitantes. Protege uma das paisagens mais belas da Planície Costeira, 
as Guaritas de Torres num belo encontro do mar com as rochas basálticas. 
Sua vegetação se apresenta pelas trilhas e atividades de aventura localizadas 
em seu interior. Há um amplo estacionamento para carros. 
O Parque é lindeiro ao Parque de Itapeva, também em Torres.

Chama Crioula 2012

Após muita campanha desde 2009, em janeiro deste ano, no 59º Congresso Tradicionalista, Venâncio Aires foi o município eleito para receber os tradicionalistas de todo o Estado no Acendimento da Chama Crioula 2012.
Estaremos em casa! É na Capital Nacional do Chimarrão, pertencente à nossa querida 24ª Região Tradicionalista este evento tão grandioso e com tanto significado para todos nós gaúchos. Um dos maiores símbolos de nossa cultura novamente "nasce" para ser espalhado por todo este Rio Grande. Ela que nos remete ao passado, aos feitos e fatos que tanto nos orgulham... símbolo de reflexão ao que fomos e ao que queremos ser.

Desde já deixo com carinho o convite para esta grande festa que acontece de 15 a 19 de agosto, divulgando a logomarca oficial.


O idealizador da logomarca foi Altair Washholz, de Venâncio Aires, que procurou dar enfoque especial à erva-mate, à cuia e aos cavalarianos, salientando as cores da Bandeira do Rio Grande do Sul.

E é amanhã que inicia a etapa regional da Ciranda e Entrevero em muitas regiões tradicionalistas!
SUCESSO galera! Foco e concentração.
Um forte abraço a todos.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Estuda, tchê: O Espaço Rio-Grandense - Igor Moreira

Bom dia amigos!

Mais uma vez estou aqui trazendo alguns materiais de estudo para todas as Prendas e Peões deste Estado a fora que estão se preparando para as etapas Interna e Regional dos concursos. Neste final de semana acontece a 43ª Ciranda Cultural de Prendas e 25º Entrevero Cultural de Peões nas 30 Regiões Tradicionalistas, trazendo muita expectativa a centenas de pessoas que se envolvem diretamente com os concursos.

De imediato deixo meus desejos de muito sucesso e realização à todos concorrentes!

Hoje vou publicar alguns pequenos trechos do livro de Igor Moreira, O Espaço Rio-Grandense, visto que em minhas andanças, por muitas vezes vi que diversas questões das provas são retiradas deste livro.

Vale a pena DECORAR este livro! Fica como dica ;)


  • O Mineral Metálico mais importante é o cobre, encontrado principalmente em Caçapava do Sul;
  • Planalto Norte Rio-Grandense: Arenítico Basáltico, em Monte Negro, Serra do Realengo e São José dos Ausentes;
  • A encosta do Planalto Norte Rio-grandense tem o nome de Serra Geral, relevo mais acidentado do Rio Grande do Sul;
  • O Principal recurso mineral do Planalto são as Gemas. O Rio Grande do Sul é o maior produtor, destacando-se Encantado, Soledade e Salto do Jacuí. Em Guaporé, encontra-se a maior indústria de Lapidação;
  • Na depressão central corre o rio mais importante, o Jacuí. É encontrado o Calcário, o Xisto e o Carvão Mineral;
  • Plantação de cebola: São José do Norte;
  • Deserto de São João: Alegrete; Deserto de Puitã: São Borja;
  • Regiões com altas temperaturas: arroz, milho, soja, fumo;
  • Regiões com baixas temperaturas: centeio, linho, trigo;
  • Em declives menos acentuados da encosta do Nordeste: cana-de-açúcar, banana;
  • Pelotas: Pêssego;
  • Afluentes do rio Uruguai: Passo Fundo, Ijuí e Ibicuí, este o mais extenso, rio de planície;
  • Rio Jacuí nasce em Passo Fundo e a maior hidrelétrica é Itaúba. Seus afluentes são o rio Pardo e Taquari, este navegável a partir de Estrela;
  • O rio Camaquã deságua na Laguna dos Patos; O Jaguarão, na Lagoa Mirim; O Piratini, no Canal de São Gonçalo;
  • Campinas, campos limpos: sul e oeste. Vento frio, dificulta a vegetação maior. Junto com campos da Argentina e Uruguai forma-se o Pampa;
  • Campos do Planalto ou Cima da Serra: frio contribui para vegetação campestre, campos sujos (arbustos com gramíneas). Lavouras de trigo e soja especialmente em Passo Fundo;
  • Mata subtropical: na encosta nordeste e continuação da mata atlântica. Possui cedro, cabriúva, ipê e canela;
  • Mata dos pinhais: (pinheiro do paraná), floresta das araucárias. Matéria prima para papel e papelão;
  • Encruzilhada do Sul destaca-se por seu pólo madeireiro;
  • Campos do Planalto Norte do RS: Vacaria dos Pinhais;
  • Campinas: Vacaria do Mar;
  • Continente do Rio Grande de São Pedro: 1º nome do Rio Grande do Sul;
  • Vale do Rio dos Sinos: indústria coureiro-calçadista, Novo Hamburgo;
  • Primeiros quatro municípios: Rio Grande (mais antigo), Rio Pardo, Santo Antônio da Patrulha e Porto Alegre;
  • Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Flores da Cunha: Vitivinicultura;
  • Venâncio Aires, Candelária e Sobradinho: Fumo. Em Santa Cruz do Sul existe a maior indústria da América Latina;
  • 1ª lavoura moderna no RS: Arroz. Em Uruguaiana, Santa Vitória do Palmar, Itaqui, Alegrete, Arroio Grande;
  • Soja: Região das Missões, Carazinho, Cruz Alta, Tupanciretã;
  • Principal rebanho: Bovinos. Rio Grande do Sul está em 4º lugar no Brasil;
  • Ovinos: 2º maior rebanho;
  • Suínos: maior do país;
  • 1ªs indústrias em: Rio Grande, Pelotas, Porto Alegre, Novo Hamburgo e Caxias do Sul;
  • Polo Petroquímico: Triunfo (plástico, borracha);
  • O Rio Grande do Sul não produz Petróleo. Ele entra pelo porto de Rio Grande e terminal de Tramandaí;
  • Refinaria Ipiranga, em Rio Grande;
  • Terminal Almirante Soares Dutra, em Tramandaí;
  • Refinaria Alberto Pasqualini, em Canoas;
  • Xisto, encontrado principalmente em São Gabriel e Dom Pedrito;
  • Carvão de Pedra (recurso mais importante) encontrado em Candiota, Butiá e Arroio dos Ratos;
  • Hidrelétricas do rio Jacuí: Passo Real, Jacuí, Itaúba (maior), Dona Francisca; Termelétricas: Jacuí I (em Charqueadas) e Candiota;
  • Hidrelétricas do rio Uruguai: Itá e Machadinho;
  • Indústria Químico-Farmacêutica e Informática: Porto Alegre;
  • Centros Agroindustriais: Lajeado e Estrela possuem indústrias de processamento de Porcos e Aves;
  • Produtos de exportação igual à Argentina e Uruguai: carne, couro, lã, laticínio, trigo e soja.

É isso galera! 
Espero que gostem e que façam bom proveito. Cada palavra que escrevo aqui é pensando nas dezenas (e as vezes centenas) de pessoas que passam por aqui todos os dias.
Lembrem-se que estes conhecimentos não são apenas para quem planeja ostentar uma faixa ou crachá, e sim para todos aqueles que amam o nosso chão e cada pedaço de terra que leva a nossa história. Aprendi que o amor verdadeiro é aquele que brota do conhecer, e do viver. Vivam por estas tradições e conheçam cada minuto de uma história que foi escrita somente para nos dar orgulho. Garanto que o Tradicionalismo Gaúcho ganhará muito mais fervor em seus corações a partir daí.

Grande abraço a todos, e até logo.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Estuda, tchê: Curiosidades gerais

1857 - Fundação da Sociedade Sul-Riograndense no RJ.

1894 - Fundação no Uruguai, da Sociedade "La Crioula".

10/09/1899 - Fundação da União Gaúcha, em Pelotas.

16/06/1899 - Fundação do Centro Gaúcho em Bagé.

12/12/1901 - Fundação do Grêmio Gaúcho em Santa Maria, por João Cezimbra Jacques.

31/01/1938 - Fundação da Sociedade Gaúcha de Lomba Grande, em Novo Hamburgo.

19/10/1943 - Fundação do Clube Farroupilha, em Ijuí.

28/10/1966 - Fundação do MTG.

1970 - As zonas tradicionalistas se transformaram em Regiões Tradicionalistas.

1996 a 1998 - Foi construída a sede do MTG, denominada "Casa João de Barro".

A imprensa oficial no RS teve início oficial em 1º de julho de 1827, e deve-se ao Brigadeiro Salvador José Maciel, sendo o primeiro jornal o "DIÁRIO DE PORTO ALEGRE".

Fato Folclórico: parcela do conhecimento humano, se transmite no tempo, de geração em geração.

Tradição: fatos culturais de um povo, memória cultural. Tudo aquilo que do passado não morreu.

Tradicionalismo: sistema organizado de culto, divulgação da tradição.

Telurismo: influência do solo sobre o caráter e costumes dos habitantes.

Gauchismo: qualidade do gaúcho, expressão típica do seu linguajar. Pretenda a comemoração das datas cívicas.

Nativismo: amor pelo chão, pago e querência, lugar de nascimento.

Regionalismo: corrente artística que se inspira nos temas da terra. Patrimônio local.

A estátua do laçador, imagem de Paixão Cortes, tem como escultor Antônio Caringi e foi inaugurada em 1958.

O 1º Congresso Tradicionalista Gaúcho aconteceu em 03 de julho de 1954, na cidade de Santa Maria, no CTG Ponche Verde.

Tropeirismo: As primeiras vias de comunicação, estradas do RS, foram estrada do Litoral em 1703 e estrada da Serra em 1727.

A primeira sesmaria foi concedida no RS para o tropeiro Manoel Gonçalves Ribeiro, localizada junto ao rio Tramandaí, no ano de 1734.

Foi em Pelotas o maior centro escravista do Estado, onde surgiu o primeiro jornal abolicionista "A Discussão", de propriedade de Fernando Luís Osório, em 1881.

Hugo Rodriguez Ramires criou a Estância da Poesia Crioula em 30 de junho de 1957.

O "Parabéns Crioulo" tem letra de Dimas Costa e música de Eleu Salvador.

O Festival da Coxilha Nativista acontece em Cruz Alta, interruptamente desde 1981.

Estuda, tchê: Nomes importantes - História do RS

MARTIM AFONSO DE SOUZA E PERO LOPES
Navegantes portugueses que batizaram o RS com o nome de Rio Grande de São Pedro.

ROQUE GONZALES DE SANTA CRUZ
Nascido no Paraguai, funda a 1ª redução jesuítica em 1626, São Nicolau.

CRISTÓVÃO DE MENDONÇA
Introduz o gado nas Missões orientais em 1634.

DOM MANUEL LOBO
Funda a Colônia do Sacramento em 1680.

SEPÉ TIARAJÚ
Líder das missões, morre em uma escaramuça junto a Sanga da Bica em São Gabriel, em 07 de fevereiro de 1756.

JOSÉ BORGES DO CANTO, MANOEL DOS SANTOS PEDROSO E GABRIEL RIBEIRO DE ALMEIDA
Conquistaram para Portugal os Sete Povos das Missões em 1801.

PEDRO JOSÉ VIEIRA, vulgo "PERICO, EL BAILARIN"
Dá o grito de Asencio, o 1º grito da independência Uruguaia em 1811. Surge o grande herói uruguaio José Artigas.

PEDRO DE ALCÂNTARA
Proclama a independência do Brasil e é aclamado Imperador com nome de D. Pedro I (1822).

ANTÔNIO ALVARES PEREIRA CORUJA
Fez a primeira pesquisa sobre o folclore gaúcho, em 1852.

FRANCISCO SOLANO LOPES
Ditador paraguaio que invade o RS e começa a chamada Guerra do Paraguai, em 1865. Morreu em 1870, pondo fim a guerra.

JACOBINA MAURER
Líder do movimento messiânico dos Mukers, em Sapiranga, 1868.

MARCÍLIO DIAS
Um dos maiores heróis da marinha brasileira foi um fuzileiro negro, gaúcho de Rio Grande.

LUIZ CARLOS PRESTES
Coluna Prestes, capitão líder conhecido como "Cavaleiro da Esperança".

Estuda, tchê: Fundação de Porto Alegre


Jerônimo de Ornelas de Menezes e Vasconcelos procedente da Ilha de Madeira e Sebastião Francisco Chaves e Diogo Rodrigues Mendes foram os primeiros moradores de Porto Alegre. Chegaram à margem esquerda do Guaíba em 1732, onde fixaram residência. Alguns anos mais tarde receberam a concessão de sesmarias.

Como o Guaíba neste local oferece condições de partida para vários pontos de Estado, no início foi chamado de Porto de Viamão. Mais tarde denominava-se Porto de Dorneles.

Em 1753 alguns casais açorianos procederam de Desterro (SC) e arrancharam no sítio de Dorneles. O Porto de Dorneles a partir de então passou a ser chamado Porto dos Casais. Em 1762, o Porto dos Casais já tinha aspecto de povoação, mas não fora oficializado e a sesmaria de Morro de Saneana fora vendida para Inácio Francisco.

O Porto dos Casais só passou a ser oficializado em 1772 quando fora desmembrado de Viamão. Neste mesmo ano, o governador interino de Rio Grande, Tenente-Coronel Antônio da Veiga de Andrade, desapropriou a fazenda de Inácio Francisco para demarcar as posses dos colonos açorianos.

Em 1773, o Porto dos Casais foi elevado à paróquia com a denominação de Nossa Senhora da Madre de Deus de Porto Alegre, e no mesmo ano, à capital da Província que se estabelecia provisoriamente em Viamão, e se transferiu oficialmente para Porto Alegre.

Porto Alegre foi denominada Vila de Porto Alegre pelo Príncipe D. João VI em 1808, porém, não sendo cumprida a ordem,  em 1809, baixou novo decreto. Porto Alegre só foi denominada Vila em 1810, passando à cidade em 1823.

Embora haja tantas datas consideradas como Fundação de Porto Alegre por diversos historiadores, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul resolveu considerar a data de 1772 como a data oficial da fundação de Porto Alegre.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Estuda, tchê: Expoentes do Movimento Tradicionalista Gaúcho

João Cezimbra Jacques

Militar, ensaísta.
Nasceu em Santa Maria, em 13 de novembro de 1849.
Fundador do Grêmio Gaúcho, de Porto Alegre.
Publicou: Ensaios sobre os Costumes do Rio Grande do Sul, em 1883; Frases e Vocabulários de Abá-Neenga, em 1904; Assuntos do Rio Grande do Sul, em 1912; O Presidencialismo Puro: Novos ideais Políticos, em 1915; O Direito na Sociologia, em 1917, entre outros.
Um batalhador singular, pela afirmação do Tradicionalismo Gaúcho, Cezimbra Jacques organizou desfiles cavalarianos em Porto Alegre. Buscou a valorização do gauchismo, assumindo seus usos e costumes. É Patrono do Tradicionalismo Gaúcho. Pioneiro da afirmação gaúcha.

João Simões Lopes Neto

Jornalista, teatrólogo, contista, folclorista.
Nasceu em Pelotas, em 09 de março de 1865.
Fundou a União Gaúcha, em Pelotas.
Proferiu fervorosos pronunciamentos nas principais cidades do Rio Grande do Sul, pregando a valorização do gauchismo, seus usos e costumes.Vinha em socorro dos ideais de João Cezimbra Jacques.
Deixou uma rica obra literária, destacando-se: Cancioneiro Guasca, de 1910; Contos Gauchescos, de 1912; Lendas do Sul, de 1913 e Casos do Romualdo, de 1914.

João Carlos Paixão Cortes

Pesquisador, folclorista, cantos, ensaísta.
Nasceu em Santana do Livramento, em 12 de julho de 1927.
Ainda jovem estudante, numa iniciativa pioneira, liderou a fundação do Departamento de Tradições Gaúchas do Grêmio Estudantil do Colégio Júlio de Castilhos, de Porto Alegre. Acendeu a primeira Chama Crioula, naquela Semana Farroupilha de 1947. Esse movimento estudantil, liderado por Paixão Cortes e Barbosa Lessa, unindo-se a outro, comandado por Glaucus Saraiva e Hélio José Moro, fundou em 1948, o "35 Centro de Tradições Gaúchas", o primeiro CTG organizado.
Paixão Cortes redescobriu e retomou grande parte das danças gaúchas e suas coreografias, percorrendo, com Barbosa Lessa, todo o Rio Grande do Sul, Argentina e Uruguai. Em 1956, em parceria com Barbosa Lessa, publicou o Manual de Danças Gaúchas, verdadeiro guia do gênero, e com a mesma participação, em 1975, publicou Danças e Andanças da Tradição Gaúcha.
De bela obra de Paixão Cortes, destacamos: Festanças na Querência, de 1959; Terno de Reis e Cantigas do Natal Gaúcho, de 1960; Gaúchos de Faca na Bota - Uma dança Alemã no Folclore Gauchesco, de 1966; Tradição e Folclore do Sul, de 1964; Folclore Gaúcho, Festas, Bailes, Música e Religiosidade Rural, de 1984; São João na Tradição Gaúcha, de 1986; 
Compositor e cantor, com muitas músicas conhecidas pelo Estado do Rio Grande do Sul. Realiza um belo trabalho de pesquisa. Contribui significativamente com o engrandecimento da Tradição e do Folclore Gaúcho Percorre os Centros de Tradições Gaúchas, com valiosas palestras e demonstrações folclóricas.

Glaucus Saraiva

Poeta Regionalista.
Nasceu em São Jerônimo, em 24 de dezembro de 1925.
Um dos pioneiros do Movimento Tradicionalista Gaúcho, surgido em 1947 e eclodido em 1948 com a fundação do primeiro CTG, que dirigiu como primeiro Patrão. Fundador da Estância da Poesia Crioula.
Escreveu belas poesias gauchescas, autor da Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho.
Seu trabalho foi importante, em especial sua publicação do Manual do Tradicionalismo, pela livraria Sulina em 1968. É um guia orientador da organização tradicionalista gaúcha.

Barbosa Lessa

Advogado, jornalista, historiador, compositor, pesquisador, contista, romancista.
Nasceu em Piratini, no dia 13 de dezembro de 1929.
Jovem estudante, liderou o movimento que fundou o primeiro Centro de Tradições Gaúchas - o 35 CTG - juntamente com Paixão Cortes, Glaucus Saraiva e Hélio Moro. Dedicou sua vida ao Tradicionalismo Gaúcho.
Possui uma obra literária invejável. Autor de valiosos trabalhos literários, que destacamos: A Retirada de São José do Norte, de 1946; Chimarrão, história da Erva-Mate, de 1953; O Sentido e o Valor do Tradicionalismo, de 1954; Manual de Danças Gaúchas, em parceria com Paixão Cortes, em 1956; Boi das Aspas de Ouro, de 1958; Não se Assusta, Zacarias, de 1956; Os Gauxos, de 1959; Estórias e Lendas do Rio Grande do Sul, de 1960; A Rainha de Moçambique, de 1958; Nova História do Brasil, de 1967; Danças e Andanças da Tradição Gaúcha, parceria com Paixão Cortes, de 1975; Rodeio do Ventos, de 1978.
De suas obras mais recentes, destacamos: São Miguel de Humanidade, Mão Gaúcha, Rio Grande do Sul, prazer em conhecê-lo, Borges de Medeiros e Nativismo, um fenômeno social Gaúcho
Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul e da Academia Sul-Riograndense de Letras. Compositor das famosas músicas Negrinho do Pastoreio, Quero-quero, Balseiros do Rio Uruguai, Levanta Gaúcho e No bom do Baile. 
Barbosa Lessa foi Secretário da Cultura, Desporto e Turismo do Rio Grande do Sul no governo de José Augusto Amaral de Souza, desenvolvendo um trabalho de divulgação e valorização da cultura gaúcha. Possuía uma reserva ecológica em Água Grande, município de Camaquã, onde mateava com erva-mate nativa, preparada em sua propriedade, sob o pilão de um manjolo, movido pelas águas de suas belas cachoeiras. A fauna e a flora de sua propriedade, ainda virgens, conservam espécies raras, vivendo em seu meio, entre as quais, muitos bugios que vivem longe do contato do homem. Suas cachoeiras, seguramente, são as mais belas do Estado. A beleza do recanto natural de Água Grande não poderia ser mais adequada para abrigar um grande homem e uma imensurável personalidade cultural gaúcha, com seu acervo cultural.
Barbosa Lessa, historiador Latino-Americano foi, com certeza, a maior autoridade do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Em novembro de 1988 teve aprovada, no IV Congresso Internacional da Tradição Gaúcha, realizado em La Plata, Argentina, a definição geográfica da área abarcada pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho, no Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.O Círculo da Tradição preza pelo ritual do Chimarrão e a fraternidade universal.

Antonio Augusto Fagundes

Advogado, compositor, apresentador de TV, colunista de jornal. Nasceu em Alegrete, em 04 de novembro de 1934, e faleceu, aos 80 anos, em 24 de junho de 2015.
Foi dirigente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, e membro da Estância da Poesia Crioula. Publicou o Circo é seu, em 1956; João Cruzeira, em 1964 e Indumentária Gaúcha, em 1977.
É autor das letras musicais, como Canto Alegretense, em parceria com Euclides Fagundes Filho. Foi apresentador do programa "Galpão Crioulo", pela RBS TV, onde divulgou por muitos anos os eventos e os valores nativistas que o Movimento Tradicionalista Gaúcho gera.
Hoje, o programa Galpão Crioulo é comandado por Neto Fagundes e Shana Müller.

*Post atualizado em 07 de novembro de 2016.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Convites

Boa tarde pessoal!
Vamos encerrando mais uma semana com alguns convites de Ciranda e Entrevero Regionais que recebi. As regiões interessadas na divulgação, podem me encaminhar os convites por e-mail.
Ficarei grata em contribuir.




Grande quebra-costelas, e um ótimo final de semana!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Convite - Estância da Poesia Crioula



A Estância da Poesia Crioula tem a honra de convidar V. Sª e Exmª
Família para participarem da homenagem aos Ex-Presidentes, 
onde será efetuada a outorga da Medalha Vargas Neto
aos fundadores: 
João Carlos D'avila Paixão Côrtes
&
Luiz Alberto Ibarra

O evento ocorrerá dentro das festividades do 56º Rodeio de Poetas
Crioulos, em comemoração dos 55 anos de fundação da Academia
Xucra do Rio Grande, cujo Patrono Espiritual será o Poeta
Caio Flávio Prates da Silveira.

Dia 30 de junho de 2012, 14 horas
Palácio Piratini - Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Praça Marechal Deodoro, s/nº - Centro - Porto Alegre/RS

Atenciosamente.
Cândido Brasil
Presidente EPC

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Estuda, tchê: Gerações Coreográficas e História das Danças

GERAÇÕES COREOGRÁFICAS

Primeira geração coreográfica: Ciclo dos Fandangos 
 A mais típica representação tradicional do Rio Grande do Sul, no campo das danças, é o velho "fandango". Chamou-se "fandango', no antigo Rio Grande, a uma série de cantigas entremeiadas de sapateado. Estas canções, bem como o ritmo - a música, enfim eram essencialmente mestiças do Brasil; já o sapateado - amoldado ao ritmo regional - se originara das antigas danças de par solto, características da romântica Espanha. Vigorou em 1800 à 1880, e eram acompanhadas pela viola e rebeca. Estes bailados espanhóis constituíram o primeiro "ciclo" ou "geração" coreográfica que interessa ao estudo da formação das danças populares brasileiras.

 Segunda geração coreográfica: Ciclo do Minueto 
 Lançado da Côrte de Luiz XIV na França veio o Minueto, mais tarde, dar origem a nova geração coreográfica: as danças graves, de pares ainda independentes uns dos outros. Os pares tomam-se da mão e executam lentos giros fazendo reverência. Notam-se essas características no Caranguejo e no passeio do Anú.

Terceira geração coreográfica: Ciclo da Contradança 
 Da Inglaterra surgiu a "country dance" - e esta gerou o ciclo das contradanças e quadrilhas, bailados de conjunto, sob comando, de pares absolutamente dependentes uns dos outros. Características do Rilo, e Quadrilhas.

Quarta geração coreográfica: Ciclo dos Pares Enlaçados 
 Finalmente, a valsa vienense veio abrir caminho para uma última geração coreográfica, que chegou até nossos dias: as danças de pares enlaçados. Os pares dançam enlaçados, recatadamente independentes, sem comando. Surge a “Shottish”, que era uma mescla de valsa com passos de polca. Só mais tarde, com o aparecimento do tango começou a ser permitido, nos salões, o abraço entre homem e mulher.

HISTÓRIA DAS DANÇAS TRADICIONAIS

Anú
Dança típica do fandango gaúcho, é o nome de um pássaro negro, que habita os campos do RS. Divide-se em duas partes: uma cantada, bem européia quase um minueto, e outra sapateado bem gauchesca. É grave e viva ao mesmo tempo, na parte cantada é cerimoniosa e na sapateada realiza evoluções bastante marcantes. Na preferência dos sul rio-grandense, vem em segundo lugar, depois da Tirana do lenço. 

Balaio
Dança brasileira, procedente do Nordeste. O nome tem origem no aspecto do cesto que as moças dão às suas saias quando giram rapidamente sobre os calcanhares e se abaixam, fazendo com que o vento embolse nas saias. Trata-se de dança sapateada e, ao mesmo tempo, de conjunto. Além do sapateio destaca-se a formação de rodas que giram. 

Cana-Verde
Originária de Portugal, se tornou popular em vários estados brasileiros e adquiriu formas locais em cada região, produzindo variantes da dança origem. Os pares postam-se frente a frente, executam uma marcação de passos para os lados e após, tomados pelo braço, giram em torno de si mesmos. Num segundo momento fazem o mesmo com os demais dançarinos trocando de pares em evoluções através do círculo formado pelos pares. No RS era dança do Centro e do Norte do estado. Ao que consta, é dançada até hoje em Portugal.

Caranguejo
Dança de origem brasileira, cujo nome foi tirado de crustáceos de nossas águas. Aparece, ás vezes, como brinquedo de criança, até o começo deste século foi muito dançado na região da fronteira. Há referências sobre esta dança em todo o Brasil desde o século XIX. É uma dança grave, de pares dependentes, lembrando bastante o minueto.

Chimarrita
Trazida pelos açores, com o nome de "Chamarrita", passou da coreografia de pares enlaçados (dançava-se uma mistura de chote e valsa) a atual coreografia, caracterizada por fileiras opostas de peões e prendas que encontram-se e desencontram-se num ritual de namoro, passando a chamar-se de "Chimarrita". Dançada também em Santa Catarina, Paraná e São Paulo, como também na Argentina e Uruguai. 

Chimarrita Balão
Pode ser uma variação do "balão" dançado em Portugal ou do "balão faceiro", dançado no Brasil, porém muito diferente da Chimarrita. É conhecida apenas no Litoral e no Planalto Norte do Rio Grande do Sul. Não encontramos nenhuma semelhança entra a chimarrita balão e a tradicional chimarrita. É dança de pares enlaçados e ao mesmo tempo sapateada. Nela os pares colocam-se em círculo, peão e prenda se tomam por ambos os braços de modo que a mão de apoio ao cotovelo do par, saindo ao trotezito.

Chotes Carreirinho
Dança folclórica gaúcha, originária do francês schottinh trazido pelos imigrantes alemães. Na primeira parte da dança, os pares desenvolvem uma pequena corrida compassada, o que deu razão ao nome da dança: carreirinho. O carreirinho foi muito dançado aqui no Sul, é uma das mais simples coreografias dos chotes.

Chote das Sete Voltas
A peculiaridade dessa dança, o próprio nome já diz, as sete voltas que o par deve realizar na valseadinha da dança, girando num sentido, e de imediato, em sentido contrário.

Chote Inglês
Dança de salão difundida nas cidades brasileiras no final do século XIX, por influência da cultura inglesa. Começou pelos centros urbanos, executado ao piano e ganhou o interior já executado na gaita. Suas características dão a impressão de ser tema do ciclo dos Palácios Europeus. Como o Anu e a Quero-mana, dividi-se em duas partes, a primeira, cerimoniosa, a segunda, um chote bem descontraído.

Chote de Quatro Passi
Também conhecida como “Chote A La Italiana”. É dança vigente na região colonial italiana. Foi a primeira dança colonial italiana. Os informantes, todos professores rurais, procediam das mais variadas regiões da colônia italiana do Estado. Tem versos em italiano, mas o comum, não o dialetal.

Maçanico
É dança gaúcha, mas sofre influência dos motivos coreográficos portugueses. Foi recolhida em Lagoa Vermelha e Vacaria. O nome é uma corruptela de Maçarico, ave doa banhados e sua corridinha imita o alçar do vôo do pássaro. Uma das danças mais alegres do Rio Grande do Sul.

Meia Canha
Dança de provável origem espanhola, “Media-Canã”. Foi conhecida como polca de dizer versos. Dança em que se postam, homens e mulheres em círculo a rodar. Sua principal característica são as trocas de versos.

Pau de Fitas
É tida como dança universal, pois não se consegue encontrar o ponto geográfico de origem. Ela surge de todos os lados e em todos os povos. Provavelmente venha da dança das fitas evidenciando as solenidades de culto às árvores entre os povos primitivos. No Rio Grande do Sul é dançada, embora com raridade, como parte integrante das festas de reis, em 6 de janeiro. Hoje dança-se em torno de um mastro formando figuras com as fitas de acordo com as evoluções dos dançarinos que levam as fitas, em duas cores, uma para os homens e outra para as mulheres, nas mãos fazendo os entrelaçamentos. É uma dança que se cultua as árvores, símbolo da fertilidade. Era hábito enfeitar as árvores e dançar em volta delas, surgiram então, as fitas coloridas e por fim as árvores foram substituídas por um mastro. No RS, dança-se atualmente três figuras: a trama, a trança e a rede de pescador.

Pezinho
Originária de Portugal e Açores é vivaz e alegre, com características de sã ingenuidade. É a mais conhecida dança do folclore gaúcho, onde os dançarinos apresentam duas partes: na primeira há uma marcação dos pés e na segunda os pares giram em torno de si próprios, tomados pelo braço. Chegou ao Brasil como brincadeira de criança. É a única dança popular rio-grandense em que todos os dançarinos obrigatoriamente cantam.

Quero-Mana
Dança dos antigos fandangos, popular também em Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Para os gaúchos de hoje, Quero-Mana quer dizer canto de amor. Assemelha-se com o Anu, a primeira parte, um minueto e a segunda, um bate-pé executado por peões e prendas.

Rancheira de Carreirinha
A rancheira foi muito popular no Uruguai e Argentina. Caracteriza-se pela "carreirinha" que são passos de juntar, nessa, a letra da música, é um convite a bailar a rancheira. É uma versão pampeana da “Mazzurca”.

Rilo
Vinda da Escócia, tornou-se popular no RS em meados do séc. XIX, dançada em roda, é uma coreografia de três figuras básicas, onde há troca de pares constante. Caracteriza-se pelos dançarinos formarem um oito (8). 

Roseira
Uma das danças regionais sul-riograndense onde se percebe maior parentesco com danças regionais de Portugal. Coreografia muito rica onde os pares dançam soltos, outras de mãos dadas em ritmo rápido, outras há a execução de um namoro com gestos lentos e delicados e uma última onde, através de evoluções os homens e mulheres trocam com todos os outros pares da roda até reencontrar seu par original. Dançada em roda, com pares dependentes, assemelha-se com a "Chimarrita-balão", dançada num ritmo mais lento, compreende duas figuras básicas: a roseira e o chote. A coreografia lembra uma rosa que se abre e fecha, daí talvez o nome. Foi recolhida na Região de Taquara pelo 35 CTG, provavelmente só foi dançada nesta região. 

Sarrabalho
Tem origem na Ibéria. Trata-se de um sapateado, em que os dançarinos vão castanholando com os dedos, em pares soltos, com o homem parecendo perseguir a mulher. Certos bailes em Portugal na fala do povo, são chamados de balho. Daí para a deturpação de Cerra baile para Sarrabalho. É apenas uma parte do Sarrabalho antigo, que teria sido recolhido incompleto.

Tatu com volta no meio
Originalmente, o Tatu não tinha a "volta no meio". Consistia num sapateado de pares soltos sem maiores características. A volta no meio foi introduzida na metade do século XIX. O tatu caracteriza-se pôr ser uma história contada em versos. É dançada por pares independentes, chama-se "com volta no meio", pelos giros que a prenda faz durante a voltinha no meio. Dança mais popular do glorioso Decênio Farroupilha, sendo que chegou uma época em que o sapateio passou a ser executado simultaneamente com a execução do canto, numa exceção à regra que o canto interrompe a dança no fandango.

Tatu de castanholas
É uma dança rio-grandense, criada em 1954, para homenagear a Sociedad la Criolla, que visitava Porto Alegre. É um sapateado com a formação de círculos. Diferencia-se do outro tatu por ser uma dança de pares soltos e independentes. Originou-se no 35 CTG, sua principal características é o sapateio executado pelos peões, um sapateio fixo e dinâmico.

Tirana do lenço
Dança espanhola muito difundida na América Latina, na qual os dançarinos são pares soltos que entre passeios e sapateios dos homens e sarandeios das mulheres, agitam pequenos lenços na indicação de uma conquista entre o homem e a mulher. Foi uma das danças espanholas mais difundidas na América Latina. As tiranas foram lançadas em Madri em 1773, pela cantora Maria Rosária Fernandes, esposa de um ator conhecido por “El Tirano”, donde lhes veio os nomes. Por ser uma das danças prediletas do gaúcho, desdobrou-se em várias variantes. É dançada ora com pares soltos ora com pares ligados pelo lenço. Existem vários tipos de tirana. As mais conhecidas são a "Tirana do Ombro" (peões e prendas tocam-se nos ombros) e a "Tirana do Lenço"(peões e prendas acenam lenços em gestos amorosos), hoje a atual tira na dançada no Estado.

Chote de Duas Damas
É uma bonita variante do chote, em que um peão dança com duas prendas, possivelmente reproduzindo o que acontecia na Alemanha. Na Argentina se dança o palito do mesmo modo. Em São Paulo, na década de 1920, dançou-se um chote militar com duas damas. Diz-se que teve origem num momento em que por causa das guerras haviam poucos rapazes nos bailes.

Estuda, tchê: Dicionário Gaúcho

Abichornado: Aborrecido, triste, desanimado
Abrir cancha: Abrir espaço para alguém passar
A cabresto: Conduzido pelo cabresto, submetido
Achego: Amparo, encosto, proteção
Açoiteira: Parte do relho ou rebenque, constituída de tira ou tiras de couro, trançadas ou justapostas, com a qual se castiga o animal de montaria ou de tração
Acolherar: Unir dois animais por meio de uma pequena guasca amarrada ao pescoço; Unir, juntar, com relação a pessoas
Afeitar: Cortar a barba
Agregado: Pessoa pobre que se estabelece em terras alheias, com autorização do respectivo dono, sem pagar arrendamento, mas com determinadas obrigações, como cuidar dos rebanhos, ajudar nas lidas de campo e executar outros trabalhos
Água-Benta: Cachaça, destinada a ser bebida ocultamente
Água-de-cheiro: Perfume, extrato
A laço e espora: Com muita dificuldade, com muito esforço, vencendo grandes obstáculos
A la cria: Ao Deus-dará, à aventura. Foi-se a la cria, significa foi-se embora, foi-se ao Deus-dará, caiu no mundo
Alambrado: Aramado. Cerca feita de arame para manter o gado nas invernadas ou potreiros
A la pucha: Exprime admiração, espanto
À meia guampa: Meio embriagado, levemente ébrio
Anca: Quarto traseiro dos quadrúpedes. Garupa do cavalo. O traseiro do vacum
Anta: Pessoa interesseira
Aporreado: Cavalo mal domado, indomável, que não se deixa amansar. Aplica-se, também ao homem rebelde
Arapuca: Armadilha para pegar passarinhos; Trapaça
Arrastar a asa: Paquerar
Arreios: Conjunto de peças com que se arreia um cavalo para montar

Badana: Pele macia e lavrada que se coloca, na encilha do cavalo de montaria, por cima dos pelegos ou do coxonilho, se houver
Bagual: Cavalo manso que se tornou selvagem. Reprodutor, animal não castrado
Baixeiro: Espécie de lã, integrante dos arreios, que põe no lombo do cavalo, por baixo da carona
Bater as botas: Morrer
Bicheira: Ferida nos animais, contendo vermes depositados pelas moscas varejeiras. Para sua cura, além de medicação, são largamente utilizadas as simpatias e benzeduras
Bidê: Mesinha de cabeceira. (Aportuguesado do francês bidet)
Biriva: Nome dado aos habitantes de Cima da Serra, descendentes de bandeirantes, ou aos tropeiros paulistas, os quais geralmente andavam em mulas e tinham um sotaque especial diferente do da fronteira ou da região baixa do Estado. Var.: beriva, beriba, biriba
Bóia: Comida
Bolicho: Casa de negócios de pequeno sortimento e de pouca importância. Bodega
Bolicheiro: Dono de bolicho
Braça-de-Sesmaria: Media antiga, de superfície, usada no Rio Grande do Sul. A braça-de-sesmaria mede 2,20 m por 6.600 m ou seja 14.520 metros quadrados
Buenacha: Boa

Cabresto: Peça de couro que é apresilhada ao buçal para segurar o cavalo ou o muar
Cachaço: Porco não castrado, barrasco, varrão
Cacho: A cola, o rabo do cavalo
Cagaço: Grande susto, medo
Cambicho: Apego, paixão, inclinação irresistível por uma mulher
Campo de Lei: Campo de ótima qualidade
Capão: Diz-se ao animal mal capado; Indivíduo fraco, covarde, vil; Pequeno mato isolado no meio do campo
Capataz: Administrador de uma estância ou de uma charqueada. Pessoa que nas lides pastoris, é incumbida de chefiar o pessoal
Carboteiro(a): Alguém difícil, que não dá bola
Carreira: Corrida de cavalos, em cancha reta. Quando participam da carreira mais de dois parelheiros, esta toma o nome de penca ou califórnia
Caudilho: Chefe militar; Manda-chuva
Cavalo de Lei: Animal muito veloz, capaz de percorrer duas quadras (264m) em 16 segundos ou menos
Chalana: Embarcação ou Lancha grande e chata
Chambão: Otário
Charla: Conversa
Chasque: Recado; Mensagem
Chimango: Alcunha dada no Rio Grande do Sul aos partidários do governo na Revolução de 1929
China: Descendente ou mulher de índio, ou pessoa de sexo feminino que apresenta alguns dos traços característicos étnicos das mulheres indígenas; Cabloca, mulher morena; Mulher de vida fácil; Esposa
Chinoca: Mulher
Cincha: Peça dos arreios que serve para firmar o lombilho ou o serigote sobre o lombo do animal
Colhudo: Cavalo inteiro, não castrado. Pastor.; Figuradamente, diz-se do sujeito valente, que enfrenta o perigo, que agüenta o repuxo
Credo: Exclamação de espanto
Cuiudo: O mesmo que colhudo
Cupincha: Companheiro, amigo
Cusco: Cão pequeno, cão de raça ordinária. O mesmo que guaipeca, guaipé

Daí Tchê: Oi
Daga: Adaga, facão
De vereda: Imediatamente, de momento, de uma vez
Dobrar o cotovelo: Beber, levantar o copo à boca
Doma: Ato de domar. Ato de amansar um animal xucro
Domador: Amansador de potros. Peão que monta animais xucros
Duro de boca: Diz-se do animal que não obedece à ação das rédeas
Duro de Pealar: Difícil de fazer, trabalhoso

Embretado: Encerrado no brete.; Metido em apertos, apuros ou dificuldades; enrascado, emaranhado
Entrevero: Mistura, desordem, confusão de pessoas, animais ou objetos
Erva-Caúna: Variedade de erva mate de má qualidade, amarga
Erva-Lavada: Erva já sem fortidão por ter servido para muitos mates
Estar com o diabo no corpo: Estar furioso. Estar insuportável
Estar com o pé no Estribo: Estar prestes a sair
Estrela-Boieira: Estrela d´alva
Estribo: Peça presa ao loro, de cada lado da sela, e na qual o cavaleiro firma o pé
Estropiado: Diz-se o animal sentido dos cascos, com dificuldade de andar, em consequência de marchas por estradas pedregosas

Facada: Pedido de dinheiro feito por indivíduo vadio, incapaz de trabalhar, que não pretende restituí-lo
Facho: O ar livre. Usado na expressão sair do facho
Fatiota: Terno; Conjunto de roupas do homem: calça, colete e paletó
Fiambre: Alimento para viagem, geralmente carne fria, assada ou cozida
Fazer a viagem do corvo: Sair e demorar muito a regressar
Flete: Cavalo bom e de bela aparência, encilhado com luxo e elegância
Funda: Estilingue, bodoque

Gadaria: Porção de gado, grande quantidade de gado, o gado existente em uma estância ou em uma invernada
Gado chimarrão: Gado alçado, xucro, sem costeio
Galpão: Construção existente nas estâncias, destinadas ao abrigo de homens e de animais; O galpão característico do Rio Grande do Sul é uma contrução rústica, de regular tamanho, em geral de madeira bruta e parte de terra batida, onde o fogo de chão está sempre aceso. Serve de abrigo e aconchego à peonada da estância e a qualquer tropeiro ou gaudério que dele necessite
Gato: Bebedeira, porre, embriaguez
Gaudério: Pessoa que não tem ocupação séria e vive à custa dos outros, andando de casa em casa; Parasita; Amigo de viver à custa alheia
Graxaim: Guaraxaim, sorro, zorro. Pequeno animal semelhante ao cão, que gosta de roer cordas, principalmente de couro cru e engraxadas ou ensebadas, e de comer aves domésticas. Sai, geralmente, à noite. É muito comum em toda a campanha
Gringo: Denominação dada ao estrangeiro em geral, com exceção do português e do hispano-americano
Guaiaca: Cinto largo de couro macio, às vezes de couro de lontra ou de camurça, ordinariamente enfeitado com bordados ou com moedas de prata ou de ouro, que serve para o porte de armas e para guardar dinheiro e pequenos objetos
Guaipeca: Cão pequeno, cusco, cachorrinho de pernas tortas, cãozinho ordinário, vira-lata, sem raça definida. Pequeno, de minguada estatura; Aplica-se, também, às pessoas, com sentido depreciativo.
Guapo: Forte, vigoroso, valente, bravo
Guasca: Tira, corda de couro cru, isto é, não curtido; Homem rústico, forte, guapo, valente
Guasqueaço: Pancada, golpe dado com guasca. Relhaço, relhada, chicotada, chibatada, correada, açoite
Guri: Criança, menino, piazinho, serviçal para trabalhos leves nas estâncias

Há Cachorro na Cancha: Significa que há alguma coisa atrapalhando a execução de determinado plano
Haraganear: Andar solto o animal por muito tempo, sem prestar serviço algum

Invernada: Grande extensão de campo cercado. Nas estâncias, geralmente, há diversas invernadas: para engordar, para cruzamento de raças, etc.
Iguaria: Culinária

Juiz: Pessoa que julga a chegada dos parelheiros, nas carreiras, em cada laço. O mesmo que julgador
Jururu: Cabisbaixo, tristonho, abatido

Lábia: Habilidade de conversa
Lambe esporas: Indivíduo bajulador; leva e traz
Lasqueado: Trouxa
Légua: Medida itinerária equivalente a 3.000 braças ou 6.600 metros. O mesmo que légua de sesmaria

Macanudo: Designa alguém bonito ou algo legal
Maleva: Bandido, malfeitor, desalmado; Cavalo infiel, que por qualquer coisa corcoveia
Maludo: Cavalo inteiro, garanhão. Diz-se do animal com grandes testículos
Mangueira: Grande curral construído de pedra ou de madeira, junto à casa da estância, destinado a encerrar o gado para marcação, castração, cura de bicheiras, aparte e outros trabalhos
Manotaço: Pancada que o cavalo dá com uma das patas dianteiras, ou com ambas; Bofetada, pancada com a mão dada por pessoa

Negrinho: Designação carinhoso que se dá a crianças ou a pessas que se tem afeição
Num Upa: Num abrir e fechar de olhos; De golpe; Rapidamente

Oigalê: Exprime admiração, espanto, alegria
Orelhano: Animal sem marca, nem sinal

Paisano: Do mesmo país; Amigo, camarada
Palanque: Esteio grosso e forte cravado no chão, com mais de dois metros de altura e trinta centímetros aproximadamente de diâmetro, localizado na mangueira ou curral, no qual se atam os animais, para doma, para cura de bicheiras ou outros serviços
Papudo: Indivíduo que tem papo. Balaqueiro, jactancioso, blasonador. O termo é empregado para insultar, provocar, depreciar, menosprezar outra pessoa, embora esta não tenha papo
Passar um pito: Repreender, descompor
Patrão: Designação dada ao presidente de Centro de Tradições Gaúchas (CTG)
Patrão-Velho: Deus
Pelea: Peleja, pugilato, contenda, briga, rusga, disputa, combate
Pelear: Brigar, lutar, combater, pelejar, teimar, disputar
Petiço: Cavalo pequeno, curto, baixo
Piá: Menino, guri, caboclinho
Piquete: Pequeno potreiro, ao lado da casa, onde se põe ao pasto os animais utilizados diariamente
Poncho: Espécie de capa de pano de lã, de forma retangular, ovalada ou redonda, com uma abertura no centro, por onde se enfia a cabeça. É feito geralmente de pano azul, com forro de baeta vermelha. É o agasalho tradicional do gaúcho do campo. Na cama de pelegos, serve de coberta. A cavalo, resguarda o cavaleiro da chuva e do frio
Potrilho: Animal cavalar durante o período de amamentação, isto é, desde que nasce até dois anos de idade. Potranco, potreco, potranquinho

Que Tal?: Tudo bem?
Queixo-Duro: Cavalo que não obedece facilmente a ação das rédeas
Quero-Mana: Denominação de antigo bailado campestre, espécie de fandango. Canto popular executado ao som de viola

Rebenque: Chicote curto, com o cabo retovado, com uma palma de couro na extremidade. Pequeno relho
Regalo: Presente, brinde
Relho: Chicote com cabo de madeira e açoiteira de tranças semelhantes a de laço, com um pedaço de guasca na ponta
Reponte: Ato de tocar por diante o gado de um lugar para o outro
Repontar: Tocar o gado por diante de um lugar para outro

Sair Fedendo: Fugir à disparada
Sanga: Pequeno curso d'água menor que um regato ou arroio
Selin: Sela própria para uso da mulher
Sesmaria: Antiga medida agrária correspondente a três léguas quadradas, ou seja a 13.068 hectares. São 3000 por 9000 braças; ou 6.600 por 19.800 metros; ou ainda, 130.680.000 metros quadrados
Soga: Corda feita de couro, ou de fibra vegetal, ou ainda de crina de animal, utilizada para prender o cavalo à estaca ou ao pau-de-arrasto, quando é posto a pastar. Corda de couro torcido ou trançado, que liga entre si as pedras das boleadeiras; O termo é usado também em sentido figurado
Surungo: Arrasta pé, baile de baixa classe, caroço

Taco: Diz-se ao indivíduo capaz, hábil, corajoso. guapo
Taipa: Represa de leivas, nas lavouras de arroz. Cerca de pedra, na região serrana
Taita: Indivíduo valentão, destemido, guapo
Tala: Nervura do centro da folha do jerivá. Chibata improvisada com a tala do jerivá ou com qualquer vara vlexivel
Talagaço: Pancada com tala. Chicotaço
Talho: Ferimento
Tapera: Casa de campo, rancho, qualquer habitação abandonada, quase sempre em ruínas, com algumas paredes de pé e algum arvoredo velho. Diz-se da morada deserta, inabitada, triste
Tchê: Meu, principalmente referindo-se a relações de parentesco
Tirador: Espécie de avental de couro macio, ou pelego, que os laçadores usam pendente da cintura, do lado esquerdo, para proteger e o corpo do atrito do laço. Mesmo quando não está fazendo serviços em que utilize o laço, o homem da fronteira usa, freqüentemente, como parte da vestimenta, o seu tirador, que por vezes é de luxo, enfeitado com franjas, bolsos e coldre para revólver
Tosa: Tosquia, toso, esquila
Tradição Gaúcha: Vocábulos usados no plural, significando o rico acervo cultural e moral do Rio Grande do Sul no campo literário, folclórico, musical, usanças, adagiário, artesanato, esportes e atividades culturais
Tranco: Passo largo, firme e seguro, do cavalo ou do homem
Tramposo: Intrometido, trapaceiro, velhaco
Trem: Sujeito inútil
Três-Marias: Boleadeiras
Tronqueira: Cada um dos grossos esteios colocados nas porteiras, os quais são providos de buracos em que são passadas as varas que as fecham
Tropeiro: Condutor de tropas, de gado, de éguas, de mulas, ou de cargueiros. Pessoa que se ocupa em comprar e vender tropas de gado, de éguas ou de mulas. Peão que ajuda a conduzir a tropa, que tem por profissão ajudar a conduzir tropas. O trabalho do tropeiro é um dos mais ásperos, pois além das dificuldades normais da lida com o gado, é feito ao relento, dia e noite, com chuva, com neve, com minuano, com soalheiras inclementes, exigindo sempre dedicação integral de quem o realiza

Uma-de-pé: Uma briga, conflito, luta
Usted: Você. Usado só na fronteira

Vacaria: Grande número de vacas; Grande extensão de campo que os jesuítas reservavam para criação de gado bovino
Varar: Atravessar, cruzar
Vareio: Susto, sova, surra, repreensão
Vaza: Vez, oportunidade
Vil: Covarde, desanimado, fraco
Vivente: Pessoa, criatura, indivíduo

Xepa: Comida
Xerenga: Faca velha, ordinária
Xiru: O mesmo que chiru
Xucro: Diz-se ao animal ainda não domado, bravio arrisco

Zarro: Incômodo, difícil de fazer, chato
Zunir: Ir-se apressadamente

Para Estudar - Questões de Prova - Parte 4

Bom dia galera! Hoje é sexta, que maravilha heim!
Continuando com as perguntas, aqui vão mais algumas. Acredito que esta seja a última postagem do tipo, já que minha "reserva" acabou. Caso alguém tenha provas e quiser me enviar por e-mail (carolina_bouvie@hotmail.com), agradeço.
Bons estudos :)

1) O Regionalismo é uma corrente do Romantismo, responsável pela derrubada dos padrões do Classicismo do mundo inteiro. O Regionalismo gaúcho, na prosa começou com Caldre Fião, que escreveu os romances ________________ e _______________, enquanto que na poesia começou com Bernardo Taveira Júnior, com a obra __________________ e Múcio Teixeira com a obra _______________.
a. Flores do Pampa - Provincianas - O Corsário - A Divina Pastora
b. Provincianas - O Corsário - Flores do Pampa - A Divina Pastora
c. O Corsário - A Divina Pastora - Flores do Pampa - Provincianas
d. O Corsário - A Divina Pastora - Provincianas - Flores do Pampa

2) A cruz marcando locais onde ocorreu morte trágica, sendo costume colocar uma pedrinha no local, rezar ou benzer-se é um rito conhecido como:
a. Santa Cruz
b. Cruz de Estrada
c. Cruz Mestra
d. Cruz de Capela

3) Na festa cíclica de Natal, a "Missa do Galo" celebrada às vésperas do Natal, em todas igrejas é uma herança ______________, a "Árvore de Natal", geralmente um pinheirinho enfeitada com toda a sorte de ornatos, a "Coroa do Advento", cujas velas são acesas nas semanas que antecedem ao dia 25 de dezembro são contribuições de origem _____________.
a. italiana - alemã
b. portuguesa - italiana
c. alemã - portuguesa
d. portuguesa - alemã

4) A lei nº 11.077 de 06 de janeiro de 1998 determinou a comemoração de um fato importante relativo à Revolução Farroupilha, a Semana da Paz, que ocorre entre os dias 23 de fevereiro a 1º de março de cada ano. A que se refere a Semana da Paz?
a. início da Semana Farroupilha
b. combate do Seival e Proclamação da República
c. Proclamação da República Catarinense
d. assinatura da Paz de Ponche Verde

5) Em 1949, no início da formação do "35 CTG", quando o elemento feminino ainda não tinha sido integrado ao movimento tradicionalista, aconteceu uma reunião com as moças da sociedade, especialmente convidadas. No mesmo dia foi criada a Invernada das Prendas, tendo sido nomeada como Posteira, a senhorita:
a. Lori Meireles Kerpen
b. Lory dos Campos
c. Odila Maria Kerpen
d. Cyra Dutra Ferreira

6) ________________ é tudo o que nasceu do povo e foi transmitido através das gerações; _________________ é o objeto de estudo dessa ciência, é a parcela do conhecimento humano, como elemento dinâmico da cultura, modificando-se e transformando-se de região para região, de acordo com o meio físico e social. É o modo de pensar, agir e reagir de um povo, preservado pela tradição popular e pela imitação, sem influência de círculos eruditos.
a. folclore - tradição
b. folclore - fato folclórico
c. tradicionalismo - tradição
d. folclore - nativismo

7) A Princesa "Floripa ou Floripes" é uma personagem de extrema importância do folguedo popular introduzido no Brasil pelos portugueses chamado:
a. Bumba-meu-boi
b. Terno de Reis
c. Cavalhadas
d. Congadas

8) As cidades de Lajeado e Estrela são grandes produtoras de laticínios e também:
a. na produção de cerâmica
b. no processamento de carne de porco e aves
c. de derivados e petróleo
d. de indústria de plástico

9) A faixa de terras que separa a Laguna dos Patos do Oceano Atlântico é uma grande restinga. Nesta área está localizada a cidade de:
a. São José do Norte
b. Osório
c. Porto Alegre
d. Alvorada

10) Além da cidade de Porto Alegre fazem parte da região metropolitana as cidades de:
a. Viamão, Estrela e Lajeado
b. Canoas, Gramado e Canela
c. Novo Hamburgo, São Leopoldo e Ivoti
d. São Leopoldo, Santo Antonio da Patrulha e Tramandaí

11) Com relação ao imigrante alemão NÃO está correta a afirmação:
a. os imigrantes vieram para o Rio Grande do Sul para substituir a mão de obra escrava
b. a antiga Real Feitoria recebeu o nome de Colônia de São Leopoldo
c. a colônia era administrada por um inspetor, subordinado ao Presidente Provincial
d. um dos produtos cultivados pelos alemães era a soja

12) Em 1844, Caxias ordenou a Francisco Pedro de Abreu um ataque que tinha como objetivo poupar brancos e índios. Estamos falando do ataque:
a. de Porto Alegre
b. de Ponto da Azenha
c. de Porongos
d. de Ponche Verde

13) Quando uma entidade está legalmente e efetivamente filiada ao MTG recebe um cartão de regularidade expedido anualmente e um ______________.
a. alvará (de funcionamento)
b. cartão tradicionalista
c. atestado do Presidente
d. cartão de apresentação

14) Está entre as finalidades e objetivos das entidades plenas:
a. participar com um representante no encontro regional
b. a organização de eventos tradicionalistas em todas as áreas
c. realizar somente atividades campeiras e artísticas
d. contribuir com a coordenadoria somente com atividades culturais

15) Sobre a pilcha feminina para atividades campeiras, NÃO está correto afirmar:
a. o chapéu deve ser de pelo de lebre ou feltro
b. o lenço é de uso obrigatório e igual ao masculino
c. as bombachas podem ser com ou sem favos
d. a faixa é de uso obrigatório e deve obrigatoriamente ser na cor vermelha

16) O mastruço, também conhecido como mastruz ou mestruz é uma erva muito usada para o tratamento:
a. da dor estomacal
b. das cólicas intestinais
c. das doenças do fígado
d. dos vermes

17) A expressão "matar cachorro a grito" segundo o Dicionário de Regionalismo do Rio Grande do Sul, significa:
a. ingerir cachaça
b. andar sem dinheiro
c. indivíduo que monta mal
d. andar triste

18) O livro "Ser Patrão" tem como objetivo orientar os patrões na condução das atividades tradicionalistas. O autor desse livro é:
a. Manoelito Carlos Savaris
b. Ivo Benfato
c. Paulo Roberto de Fraga Cirne
d. Darci Paixão

19) O regionalismo é uma corrente do romantismo, movimento que derrubou no século passado os padrões do classicismo. Entre os regionalistas, podemos citar, na prosa, os nomes de Caldre Fião e ____________.
a. Apolinário Porto Alegre
b. Érico Veríssimo
c. Manoelito Carlos Savaris
d. Antonio Augusto Fagundes

20) A bomba feita de forma primitiva e usada pelos índios nas nações guaranis era por eles chamada de:
a. caúna
b. tacuapi
c. porongo
d. Assis Brasil

21) Canto de improviso, típico do Rio Grande do Sul. Estamos nos referindo:
a. a décima
b. a trova
c. ao pelo-sinal
d. ao ABC

22) O artesanato gaúcho é uma técnica empírica, tradicional que utiliza fios, palha, madeira, taquara, couro, etc. O artesanato que usa cabelo (de animais ou de pessoas) para fazer peças como correntinha de relógio, chama-se:
a. retovo
b. trançado
c. sedenho
d. loncas

23) No ano de 1988 foi promulgada a nova constituição do Brasil, garantindo a democracia e os direitos civis. O presidente do Brasil na época era:
a. Tancredo Neves
b. José Sarney
c. Fernando Henrique Cardoso
d. Fernando Collor de Mello

24) Ildo Meneghetti governou o Rio Grande do Sul de 1963 até 1967. Durante seu governo fez várias críticas ao governante do Brasil na época, tentando derrubá-lo do poder. O governante do Brasil era:
a. Getúlio Vargas
b. João Goulart
c. Tancredo Neves
d. Itamar Franco

25) O Mercosul é um grande acordo entre os países do Cone Sul, da América do Sul. Este acordo assinado em 1991 incluía os seguintes países:
a. Brasil - Argentina - Uruguai - Paraguai - Chile - Bolívia
b. Chile - Argentina - Uruguai - Brasil - Bolívia
c. Argentina - Chile - Uruguai - Brasil
d. Brasil - Argentina - Uruguai - Paraguai

26) Espécie de paçoca de charque socado no pilão e desfiado com farinha de mandioca, e às vezes, de feijão ao qual se adiciona ovo e sobras de outros alimentos, sendo em geral, servido ainda quente. Estamos falando de:
a. engasga-gato
b. roupa-velha
c. maria-rita
d. puchero

27) O conjunto de cavalos de um mesmo pelo que acompanha a égua madrinha chamamos de:
a. troteada
b. troveiro
c. líder
d. tropilha

28) O pau de sebo consiste num poste de madeira engordurado. As crianças e adolescentes tentam atingir o topo sem escorregar. Esta brincadeira faz parte:
a. do rodeio
b. das festas juninas
c. do rei do tiro
d. do kerb

29) Entre as contribuições açorianas para a cultura gaúcha, podemos destacar:
a. o jogo do tiro ao alvo
b. o vocabulário "tu"
c. o uso do laço
d. palavras como "sanga"

30) O Cartão Tradicionalista foi criado com o objetivo de fortalecer e organizar o quadro de associados das entidades tradicionalistas, ficando seu portador vinculado a:
a. uma única entidade quando da representação em eventos tradicionalistas
b. ter um cartão para cada prova que participar
c. várias entidades quando o município for participar da FECARS
d. representar o MTG nos eventos inter-regionais

31) O simbolismo que marca o início e o fim  dos "Festejos Farroupilhas", conhecido como Semana Farroupilha é:
a. o acendimento da Chama Crioula e o Desfile Farroupilha
b. a Sessão de abertura no Palácio Piratini e o Desfile Farroupilha
c. o acendimento e a extinção do fogo votivo denominado Chama Crioula
d. a assinatura do convênio com o Estado e a Sessão de encerramento no Palácio Piratini

32) Entre as atribuições da Vice-presidência de Cultura está:
a. promoção de pesquisas, estudos, debates e simpósios sobre o folclore Rio-grandense
b. elaborar balancetes mensais
c. organizar a Comissão Avaliadora do ENART
d. preparar e organizar as cavalgadas da Semana Farroupilha

33) O Conselho de Vaqueanos é constituído por:
a. Conselheiros do MTG
b. Ex-presidentes do Conselho Diretor do MTG
c. Coordenadores Regionais
d. Peões e Prendas Estaduais

34) A administração de cada região tradicionalista é exercida pelo:
a. patrão de cada entidade
b. diretor campeiro
c. conselheiro do MTG
d. coordenador regional

35) O concorrente ao Entrevero Cultural de Peões deve, na prova artística:
a. dançar uma dança de salão e uma tradicional
b. falar sobre "o MTG vai à Escola"
c. escrever uma poesia sobre o MTG
d. descrever uma cavalgada na Semana Farroupilha

36) O Governo dos Farroupilhas levou dois lanchões por terra até Tramandaí, quando decidiu tomar o porto de _________________ na Província ________________.
a. Rio Grande - do Paraná
b. Laguna dos Patos - de Santa Catarina
c. Laguna - de Santa Catarina
d. Guaíba - do Uruguai

37) O Hino Rio-grandense foi criado durante a Revolução Farroupilha, na cidade de:
a. Alegrete
b. Rio Pardo
c. Porto Alegre
d. Caçapava do Sul

38) "O Rio Grande do Sul não recebia apoio do império". Esta afirmação refere-se a uma das causas da Revolução Farroupilha. É uma das causas ________________ da Revolução.
a. militares
b. sociais
c. econômicas
d. culturais

39) Os símbolos cívicos, oficiais do Rio Grande do Sul são:
a. Quero-quero, Erva-mate e Brinco de princesa
b. Brasão, Hino Rio-grandense e Hino Tradicionalista
c. Pinheiro, Cavalo e Bandeira
d. Armas, Bandeira e Hino Rio-grandense

40) A coxilha é marca característica do relevo Rio-grandense, particularmente:
a. na depressão central
b. na campanha
c. no planalto
d. no litoral

41) O rio Jaguarão faz divisa do Rio Grande do Sul com:
a. Santa Catarina
b. Uruguai
c. Argentina
d. Paraguai

42) A área de preservação da natureza (estação ecológica) localizada no município de Esmeralda, recebe o nome de:
a. Ibirapuitã
b. Aracuri
c. Itapeva
d. Aratinga

43) Qual cidade do litoral gaúcho que possui importante terminal petrolífero?
a. Torres
b. Xangri-lá
c. Guaíba
d.Tramandaí

44) No ano de 1961, o Presidente da República, Jânio Quadros, se demitiu do cargo, criando uma crise institucional, pois setores militares não aceitavam que o Vice-presidente João Goulart assumisse a presidência. No Rio Grande do Sul foi desencadeada, por Leonel Brizola, Governador do Estado, uma campanha nacional para garantir a posse de João Goulart. Como foi chamado esse movimento?
a. Movimento pela Legalidade
b. Revolução Constitucionalista
c. Manifesto Brizolista
d. Levanta Rio Grande

45) D. Pedro I abdicou do trono em 1831, quando sofreu golpe militar dos:
a. liberais
b. farroupilhas
c. conservadores
d. chimangos

46) Quanto ao MTG é INCORRETO dizer:
a. constituído formalmente em 28 de outubro de 1966, em Tramandaí
b. é um movimento cívico, cultural e associativo
c. é constituído sob forma federativa, como sociedade de segundo grau, nessa condição seu quadro social é integrado por pessoas jurídicas
d. é uma sociedade civil sem fins lucrativos com número limitado de sócios e duração determinada

47) Na eleição do Coordenador Regional, participam como eleitores os delegados das entidades tradicionalistas filiadas ao MTG, com sede na área de abrangência da Região Tradicionalista. Marque a opção ERRADA:
a. as entidades plenas votam com dois delegados
b. as entidades parciais votam com um delegado
c. as associações tradicionalistas municipais não tem direito a voto
d. os piquetes de laçadores vinculados a uma entidade filiada vota com um delegado

48) Haragano, Maula, Soletra e Malebra são denominações usadas para indicar o cavalo:
a. recém nascido
b. difícil de lidar
c. que ainda não foi domado
d. preguiçoso, vagaroso

Gabarito

1. d
2. b
3. a
4. d
5. a
6. b
7. c
8. b
9. a
10. c
11. d
12. c
13. a
14. b
15. d
16. b
17. b
18. c
19. a
20. b
21. b
22. c
23. b
24. b
25. d
26. c
27. d
28. b
29. b
30. a
31. c
32. a
33. a
34. d
35. a
36. c
37. b
38. b
39. d
40. b
41. b
42. b
43. d
44. a
45. a
46. d
47. d
48. b

Abraços pessoal.
Tenham um ótimo final de semana!