segunda-feira, 28 de março de 2016

Estuda, tchê: Gerações Coreográficas e História das Danças II

Bom dia amigos!

Uma postagem de muita visualização aqui no blog é a que falo sobre as Gerações Coreográficas e um pouquinho sobre a história e característica das Danças Tradicionais. Aquele material foi retirado da internet, e de alguns arquivos que eu tinha como material de estudo para os concursos de prenda.
Visto a grande procura pela postagem, e também levando em conta a minha "defesa" para que prendas e peões estudem os materiais indicados pelo MTG, é que trago hoje uma postagem nova sobre o mesmo assunto, com o material diretamente retirado do livro "Danças Tradicionais Gaúchas", 3ª edição, ano de 2014.

Lembrando que está saindo do forno o novo Manual de Danças Tradicionais deixando todos com muita expectativa e curiosidade, porém não acredito que esta parte de interpretação tenha muitas mudanças.
Prometo que, assim que tiver o novo manual em mãos faço um postagem "parte III", se assim for necessário :)

É extremamente necessário que se estude muito todas estas informações (inclusive, é necessário que se estude TODO o Manual das Danças, mas claro que não tenho como publicá-lo todo aqui).
Temos 25 danças que foram muito estudadas e que trazem, uma a uma, diferentes interpretações. Somos dançarinos, e além disso, atores. Precisamos representar aquilo que devemos demonstrar, criar um personagem que fique adequado ao que a dança quer nos dizer, e também, nos fazer entender pelos que nos assistem. É imprescindível que saibamos interpretar cada uma delas de acordo com o seu ciclo, ou os seus ciclos, se for o caso de ter mais de um em uma dança. As evoluções, os trejeitos adequados, os cantos na hora correta e as mímicas são essenciais para uma interpretação de sucesso.

*Ao longo do texto tomei a liberdade de colocar algumas palavras, que podem gerar algumas dúvidas, em negrito. A explicação delas está ao final da postagem.

Bora estudar, dançarinos!

CICLOS COREOGRÁFICOS E SUAS CARACTERÍSTICAS

Ciclo do Minueto
Como música, o minueto foi usado em várias composições para piano ou orquestra por Mozart, Haydn, Bach, entre outos compositores.
O minueto teve sua origem, como dança, na região de Poitu e seu nome vem de "pas menu", que significa passo miúdo.Sob o reinado de Luís XIV, invadiu os salões da corte e espalhou-se pela Europa, a ponto de tornar-se a principal dança da aristocracia, atingindo o mais alto grau de luxo e magnificência. É uma dança em andante, com formação de figuras geométricas e mesuras.
Com a criação de academias, a dança tomou forma requintada, onde um mestre de dança coordenava, com seu próprio exemplo, os passos e gestos comedidos e refinados de todo o conjunto.
O homem e a mulher, quando tomados pelas mãos, o faziam de maneira suave, executando lentos giros e reverências um para o outro. Era assim o minueto.
Influenciado por Paris, novo centro mundial da moda, começou a ser dançado pelos salões do mundo todo, influenciando assim as danças e a cultura de cada povo. Surgiu, então, o ciclo do Minueto, dotado de elegância, até mesmo no Brasil, onde muitos minuetos foram impressos para serem executados ao piano como apoio à dança. Os gestos comedidos e certa cerimônia começaram a aparecer no relacionamento entre homens e mulheres. Caiu em desuso no século XIX.

Ciclo do Fandango
O significado da palavra fandango vem do latim "findiciare" que significa "Tocar Lira", instrumento utilizado pelos povoadores da Península Ibérica.
A manifestação do fandango, segundo alguns pesquisadores, teve sua origem na Espanha, herança árabe deixada pelos mouros. Os portugueses adotaram-no dos espanhóis no tempo da dominação filipina, sendo muito popular no século XVIII e constituía-se de música e dança.
O fandango era muito apreciado em todas as camadas sociais, desde a nobreza do povo. Em Portugal, chegou a ser considerado como a verdadeira dança nacional, despertando um entusiasmo delirante. Paixão que não era imune à própria corte, que ia ver a dança nos teatros da capital.
Na alta sociedade portuguesa, o fandango substituiu completamente o minueto, que gozava de grande aceitação, mas, progressivamente, caiu no esquecimento em favor daquele, não sem que antes houvesse vingado formas híbridas, tais como o "minueto afandangado".
O fandango assumia características voluptuosas em que se destacavam os meneios femininos e o jeito galanteador do homem.
Este caráter foi amenizado com o tempo, o que não impede de considerarmos, ainda hoje, uma dança de galanteio e sedução, mesmo quando a sua evolução conduziu a puras demonstrações de agilidade e exibicionismo.
Foi esta forma coreográfica de mero exibicionismo que acabou por ficar mais conhecida em Portugal.
Temos informações de fandangos com estruturas coreográficas das mais diversas.
Também no domínio musical, as diferenças são por vezes, sensíveis, havendo um aspecto importante a salientar: muito embora o fandango seja mais conhecido na sua forma meramente instrumental, ocorro frequentemente também sob a forma cantada.
Também Joseph Baretti refere, em meados do século XVIII, que o fandango é dançado ao dom de apenas uma guitarra (provavelmente viola), ou da guitarra acompanhada pela voz.
Igualmente, na Espanha, o fandango ´w, ou era cantado, como nos mostra a partitura de 1888 oriunda da Málaga, inserta na obra Folclore y Costumbres de Espanha.
O fandango difundiu-se largamente com nome e formas diversas em cada região. Já no Brasil, tornou-se mais apreciada no nordeste e nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.
No Rio Grande do Sul o fandango chegou, primeiramente, com os tropeiros, na região serrana, e no litoral, com os açorianos e o lagunista, com informa Alceu Maynard Araújo.
Da conjunção do fandango vicentista, dança masculina estridentemente sapateada, com as cantigas trazidas por açorianos e luso-brasileiros, povoadores do sul, surgiu o primitivo fandango gaúcho, que é um conjunto de cantilenas interpretadas à viola, intercalado por uma parte coreográfica pantomímica, em que só os homens sapateiam.
Em um segundo estágio, surge o fandango-baile, agora com a presença feminina, dando a esta dança um toque de graciosidade e sedução.
Muitas vezes os próprios dançarinos, espontaneamente, participavam cantando.

Ciclo da Contradança
O seu nome original "country dance" (dança campestre) revela a sua proveniência popular e inglesa. Nesta designação englobavam os britânicos, tal como ainda é hoje, todas as danças originárias do campo, e não apenas uma delas.
Segundo Curt Sachs, havia dois grandes tipos de country dance: os rounds, que eram danças circulares onde homens alternavam com as mulheres, e os longways, que eram danças de fileiras, em que a fila de homens se posicionava em frente à das mulheres.
Este último tipo apresentava enorme variedade de figuras, como arcos, estrelas, cadeias, passeio, etc.
A edição do citado The English Dancing Máster, entre 1650 e 1698, mostra que os longways foram progressivamente substituindo as mais antigas e menos elaboradas formas de rounds, square-eights, etc.
Ainda no século XVII, a contradança atravessou o Canal da Mancha e seu nome original, country dance, evoluiu para a corruptela "contredance", na França e, em Portugal, para contradança.
Lembre-se da importância que a corte de Luis XIV teve na música e dança europeia: os mestres da dança, para enriquecerem e variarem o repertório músico-coreográfico da corte, procuravam, entre o povo, as danças que mai lhes agradavam, adaptavam-nas coreograficamente com movimentos graciosos e, musicalmente, faziam os arranjos pata os instrumentos eruditos.
Esta sede de inovação levou-os também a adotar danças estrangeiras, a inglesa "country dance", foi uma delas.
Após ter colhido as danças das mais variadas proveniências, a corte do Rei-Sol e ele próprio, cultor e protetor da dança, tinham o prestígio e a influência cultural para irradiar as "suas" danças para toda a Europa culta, inclusive para os países donde elas eventualmente tivesses provindo.
No século XVIII, ela foi a grande dança protocolar de abertura dos bailes da corte. À medida que ela foi se popularizando, principalmente em Portugal, o nome "quadrilha" começou a ser usado, seguindo uma terminologia utilizada na Espanha e na Itália, onde identificava a contradança como uma dança realizada por quatro pessoas. Desta "quadrilha de quatro", derivou a quadrilha geral.
A quadrilha chegou ao Brasil no século XIXm com a vinda da corte Real portuguesa e, rapidamente, esta dança de salão, típica da nobreza, caiu nas graças do nosso povo animado e festeiro.
Ainda no Brasil e, principalmente no sul, as contradanças foram enriquecidas com a chegada dos açorianos e luso-brasileiros de forma viva, alegre e descontraída.

Ciclo das Danças de Pares Enlaçados
A primeira danças de pares enlaçados (danças fechadas de par), que se tem notícia, foi citada pela primeira vez em Paris, em 1536, com a denominação de "Volta", que tomou conta dos salões e dominou a Inglaterra, Alemanha e Brasileia (História da Dança - Eliana Caminada).
Na Áustria e na Alemanha, a dança dos pares enlaçados foi surgindo nas regiões campestres, a partir do minueto (dança em que os pares dançavam separados) e do Laendler (dança campesina mais antiga).
Sua característica alegre e envolvente logo levou o ritmo à preferência de muitos, com exceção das classes aristocráticas e camadas sociais mais altas, que a consideravam imoral e vulgar, Em algumas regiões da Inglaterra e em cortes alemãs, a dança foi proibida por décadas.
Essa dança de pares enlaçados ganhou notoriedade através da valsa. A palavra valsa deriva da palavra waltzer (derivada do verbo waltzen), que em alemão significa "dar voltas".
A primeira música desse gênero foi executada no Salão Barroco da Corte dos Habsburgos, em Viena, em 1660. Entretanto, Curt Saches, registra que: "Maigne viu praticar esta dança em 1580, enquanto realizava sua viagem à Itália e a descreveu em seu diário expressando que os bailarinos se abraçavam tão estreitamente, pondo-se mutuamente as mãos sobre as costas, que os rostos encostavam-se".
Em Paris, durante muito tempo, a valsa apenas conseguiu invadir as figuras da quadrilha, com o nome de "balance", mas até então, nada possuía daquela vivacidade característica,  daquele girar tresloucado que muitas vezes levavam à vertigem.
Este "balance" limitava-se a um lento rodar de pares que se tomavam pela cinturam causando escândalo a uma Paris que vinha dançando, desde há um século, somente minuetos e contradanças.
Por ocasião do Congresso de Viena (1814/1815) - reunião internacional que restabeleceu o equilíbrio europeu após a derrota de Napoleão Bonaparte - encontraram-se cerca de cem mil congressistas estrangeiros, que deslumbrados pela movimentação vertiginosa das valsas, esqueceram-se quase por completo o objetivo político e social do Congresso, para deleitarem-se por cinco meses a fio com a nova e deslumbrante dança.
E assim, a valsa foi vencendo as barreiras do preconceito e, em pouco tempo se fez presente nos salões, palácios e cortes imperiais, animando suntuosas e frequentes festas à luz de grandiosos candelabros.

DANÇAS TRADICIONAIS GAÚCHAS

Anú
Dança, que na parte dos sapateios e sarandeios, apresenta características do ciclo do fandango, expressando toda habilidade e teatralidade, com sapateios vivos e algo pantomímico e sarandeios alegres com graciosidade. No passeio, esta dança apresenta características do ciclo do minueto através de passos revestidos de mesura.
Nota: O "bate palmas" do "entre canto", mesmo sendo vivo, mantém as características do passeio, enquanto que o "bate palmas" das figuras apresenta as características do fandango.

Balaio
Dança constituída por duas partes distintas: uma sapateada e com sarandeios, apresentando características do ciclo do fandango e, outra, com o girar de rodas concêntricas, que apresenta as características das contradanças, com a peculiaridade de que canto e dança se processam simultaneamente, não havendo interrupção da dança para a execução do canto.

Cana Verde
Dança de origem portuguesa, de pares dependentes, em conjunto, com as características do ciclo das contradanças. Tornou-se popular em vários estados brasileiros, e naturalmente, adquiriu cores locais.

Caranguejo
Dança com características das contradanças, muito popular em todo o país, havendo referência sobre a mesma desde o século XIX. No Rio Grande do Sul, o primeiro registro musical foi feito por Alcides Cruz para o anuário do Rio Grande do Sul, em 1903. A melodia perdurou em nosso Estado em cantigas de roda ou brincadeiras infantis.

Chico Sapateado
Dança de pares independentes, que apresenta características do ciclo do fandango na parte sapateada e do ciclo das danças de pares enlaçados na execução do valsado.

Chimarrita
Dança de origem açoriana, dançada em conjunto por pares soltos dependentes, com características do ciclo das contradanças. Apresenta características românticas, conforme a evolução das figuras.

Chimarrita Balão
Dança de pares independentes com características do ciclo do fandango nos sapateios e sarandeios e do ciclo das danças de pares enlaçados nos passos de polca.

Chote Carreirinho
Dança de pares independentes, que possui características do ciclo das danças de pares enlaçados.

Chote de Sete Voltas
É uma dança de pares independentes, com características do ciclo das danças de pares enlaçados, tendo a peculiaridade dos pares realizarem sete voltas, mais ou menos no mesmo lugar, respeitando o raio de ação, girando vivamente.

Chote de Duas Damas
Mesmo sendo uma variante bastante curiosa do chote em que cada peão dança com suas prendas, apresenta características das danças de pares enlaçados. Também, é importante salientar que esta dança deve ser executada ao som de um chote regionalista gaúcho,

Chote de Quatro Passi
Dança com características do ciclo das danças de pares enlaçados e das contradanças, com letra em italiano, cantada pelos dançarinos.

Chote Inglês
Dança híbrida, tendo na primeira e terceira figuras, características do ciclo dos minuetos e características do ciclo das danças de pares enlaçados, no chote fundamental.

Havaneira Marcada
Dança de pares independentes, com características do ciclo das danças de pares enlaçados.

Maçanico
Dança de pares dependentes, com características do ciclo das contradanças, principalmente pela vivacidade na sua execução.

Meia Canha
Dança com características do ciclo das contradanças, tendo como peculiaridade a "troca" de quadrinhas recitativas entre os dançarinos.
Sabemos que existem algumas maneiras de se desenvolver a "meia canha": os pares danças enlaçados, como na valsa, e independentes, como num baile ou em formação de roda com todos de mãos dadas, soltos e/ou enlaçados,
Todas as figuras que forem apresentadas poderão ser realizadas pelos seguintes passos: passos de polca, passos de marcha, saltos de polca, podendo ainda, quando necessário, usarem suas respectivas marcações.

Pau de Fitas
Dança de origem primitiva e universal, com características das contradanças, onde os dançarinos realizam evoluções em torno de um mastro de aproximadamente três metros de altura e mais ou menos oito centímetros de diâmetro.
Na extremidade superior deste mastro são fixadas as fitas (de cores claras para as prendas e escuras para os peões), com largura de mais ou menos dois a quatro centímetros e de até cinco metros de comprimento.
As figuras devem ser executadas ao som de rancheira, mediante passos de terol, passos de rancheira e, ainda, marcações destes passos. Também pode-se realizar o "Terol Sapateado" desde que seja executado no início e/ou no fim  das evoluções.
Durante as evoluções da dança, todos os dançarinos devem executar os mesmos passos; caso alguns optem por fazer marcações, estas devem ser correspondentes ao passo que está sendo executado no momento. Não poderá haver trocas de passos (rancheira para terol ou vice-versa) durante a execução de uma figura, podendo, no entanto, mudar o passo após o término de qualquer figura, se for o caso.

Pezinho
Dança de pares independentes com características das contradanças, tendo sua origem nas Ilhas dos Açores,

Quero Mana
Dança com características do ciclo do minueto, revestido de mesuras, com passos comedidos e certa cerimônia.

Rancheira de Carreirinha
Trata-se de uma coreografia especial, com características do ciclo das danças de pares enlaçados, embora, a certa altura, os peões possam sapatear e as prendas, por sua vez, sarandear, ambos em ritmo ternário.

Rilo
Dança com as características do ciclo das contradanças, com a peculiaridade de que se executam os passos de marcha, procedidos de taconeios de passagem, do início ao fim da dança.

Roseira
Dança com características do ciclo do minueto nos passeios, do ciclo do fandango nos sapateios e sarandeios, e ainda, do ciclo das danças de pares enlaçados, no "valsado" (2ª figura) e na "roseira" (4ª figura).

Sarrabalho
Apresenta características das danças do ciclo do fandango e também do ciclo das contradanças.

Tatu
Dança com características do ciclo do fandango, sendo uma criação coreográfica da invernada artística do 35 CTG, em 1954, realizada a partir da adaptação da partitura musical editada por Graciano Azambuja, em 1903, no Anuário do Rio Grande do Sul.

Tatu com Volta no Meio
Transcrevemos aqui, o texto Manual de Danças Gaúchas:
O "tatu" era uma das cantigas do fandango gaúcho (entremeadas de sapateados). Como acentuou Augusto Meyer, " tatu é o mais longo e sem dúvida o mais importante dos nossos cantos populares". Realmente, mesmo após o desaparecimento das danças sapateadas, continuou o "tatu" a existir, sob a forma de uma "décima" popular em todo o Rio Grande do Sul (chama-se de "décima", nesse Estado, a uma história contada em versos)...
... Devido à popularidade com que se contou a história do Tatu, no Rio Grande do Sul, observou-se nessa dança do fandango, algo bastante curioso: chegou uma época em que o sapateado passou a se executar simultaneamente com a execução do canto - numa exceção à regra geral de que o canto interrompe a dança no fandango.
Coreografia:
Nos primeiros tempos, o "tatu" como legítima dança do fandango, consistia num sapateado pelos pares soltos, sem maiores características. Posteriormente, o "tatu" sofreu a intromissão, em sua coreografia, da "Volta-No-Meio" - uma dança que se tornou popular no Brasil em meados do século passado (século XIX) (era, mais propriamente uma figura especial, do que uma dança específica. Desta fusão nasceu um novo "tatu", que se subdivide em duas partes: na primeira parte, os pares, soltos, sapateiam; e na segunda parte, cada par se toma por uma das mãos, para que a prenda gire em torno do próprio corpo (Volta-no-Meio).
Os mais antigos textos musicais do "tatu" rio-grandense (tais como o transcrito no "Anuário" de 1903, de Graciano Azambuja) não apresentam a "volta-no-meio". A melodia que aqui divulgamos, porém, já se encontra adaptada à letra e à coreografia alusiva à volta-no-meio. Tanto do ponto de vista da métrica das quadrinhas, quanto no que respeita ao tema melódico, à coreografia e ao ritmo, há nítida divisão entre a parte que chamaríamos de "tatu" propriamente dita (sapateio) e à parte alusiva à "volta-no-meio".
Na "volta-me-meio", a prendam tomada pela mão de seu companheiro, gira como se fosse realizar várias voltas, mas "interrompe a volta no meio do verso", passando a girar em sentido contrário.
No que respeita à parte sapateada, o "tatu" é a dança gaúcha que maior liberdade oferece aos dançarinos. Assim sendo, eles podem abrilhantar seus passos com os mais diversos "floreios", de acordo com a habilidade de cada um. O Sr. Estácio José Pacheco, um de nossos mais habilitados informantes, forneceu-nos um detalhe bastante interessante sobre o "tatu", dança a que assistiu, pela última vez, em 1914, no distrito de Capivari, município de Rio Pardo. "Eu vinha de encruzilhada e pousei num rancho, e aí havia alguém que fazia anos e festejavam os anos desta pessoa com um baile - diz o Sr. Estácio José Pacheco em informação que mantemos em nossos arquivos, registrada em disco. - Nesse baile eu tive oportunidade de ver dançar a Chimarrita, o Tatu e o Anu". Em seguida nos descreve o "Tatu": "a dança era mais ou menos entremeadas de pequenas rodas, com sapateados ligeiros, ou com valseados. As vezes, os pares ("pares", aqui, significam os dois componentes de um par), dançavam um em volta do outro, sapateando livres. Outras vezes, davam-se as mãos. Outras vezes, utilizavam o lenço. O lenço era muito usado. Era uma das maneiras de florear a dança. Os homens acenavam com o lenço para elas, e elas acenavam também para eles quando faziam a volta. Se "oiando" - olhando um para o outro. E sempre com uma expressão sorridente, de satisfação, de alegria, e até mesmo de amor, quando eram jovens".
Da obra Danças e Andanças:
"... quando do início de nossas pesquisas encontramos o "tatu" - ao lado da Chimarrita Balão já como uma dança híbrida em que os pares dançavam uma polca, enlaçados, e depois de desenlaçam para executarem o bate pé."
"Vamos dar aqui uma das maneiras mais simples pela qual se dançou o "tatu" no Rio Grande do Sul, incluída a figura da Volta no Meio"

Tirana do Lenço
Dança que possui características do ciclo do fandango.
Segundo informante Estácio José Pacheco, a dança podia ser interrompida ao fim de cada figura para que fossem recitadas quadrinhas, ou o violeiro entoasse uma daquelas tradicionais cantigas da tirana.
Geralmente, a Tirana do Lenço se processava sem interrupção, mas de qualquer forma, jamais o canto se ouvia simultaneamente com a execução da dança.
Durante a execução do levante, os dançarinos, se já não estiverem posicionados, dispõe-se independentemente nos lugares iniciais, mais ou menos frente a frente.

SIGNIFICADOS DE ALGUMAS PALAVRAS:

Mesuras: Cortesias, cumprimentos repletos de delicadeza.

Comedidos: Moderados, discretos.

Híbridas: Resultado do cruzamento entre duas espécies.

Voluptuosas: Em que há prazer, deliciosas.

Meneios: Movimentos do corpo, gestos.

Estridentemente: Que ocasiona ruído ou barulho.

Pantomímica: Teatro gestual que faz o menor uso possível de palavras. É a arte de narrar com o corpo.

Corruptela: Deformação de palavras.

Descontraída: Relaxada, desinibida.

Envolvente: Que envolve, que seduz.

Tresloucado: Desvairado, exaltado.

Vertiginosa: Que causa vertigens, que gira com muita rapidez.

Suntuosas: Que demanda grande quantidade de dinheiro, luxuosas.

Concêntricas: Círculos ou curvas que contém o mesmo centro.

Espero que gostem e que façam muito bom proveito destes ensinamentos.
Um grande abraço, e uma semana iluminada a todos!

terça-feira, 15 de março de 2016

Prendas do CTG Tropilha Farrapa promovem Café Colonial

Bom dia!

As prendas do CTG Tropilha Farrapa, Caroline R. Scariot - 1ª Prenda; Aisha Crecêncio - 1ª Prenda Juvenil; Camila R. Scariot - 1ª Prenda Mirim; e Sophia M. Holz - 1ª Prenda Pré-Mirim, promovem no dia 03 de abril de 2016, mais uma ação do projeto "CTG Núcleo de Fortalecimento da Cultura Gaúcha", com o tema "50 anos do MTG".

A programação conta com um delicioso café colonial em estilo buffet livre, que será servido as 8h, para as pessoas que adquirirem os ingressos antecipadamente, ao valor de R$ 15,00.

Em seguida acontecerá o credenciamento oficial do evento, que dará aos participantes o direito de receberem certificado. A partir das 9h30min terá início a palestra com o Presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Sr. Nairoli Callegaro, e após, palestra com Srta Daiana Dal Ros, 3ª Prenda Juvenil do Rio Grande do Sul.

Segue folder do evento:

O evento é aberto ao público em geral, e livre de ingresso para quem somente for assistir as palestras e ter direito ao certificado.

Lembramos que o valor de R$ 15,00 será cobrado das pessoas que optarem por degustar o Café Colonial. Estes, devem adquirir seu cartão ou efetuar reserva pelos contatos divulgados, até o dia 02 de abril, no sábado.

Para maiores informações, contate:
(051) 3748 2482 ou carolina_bouvie@hotmail.com.

Venha prestigiar este evento que está sendo organizado com muito carinho.
Esperamos por vocês :)

sexta-feira, 11 de março de 2016

XIV Juvenart - Inscritos / Cronograma

Bom diia!

Hoje é dia de falar sobre: JUVENART!


O maior concurso artístico da Categoria Juvenil está se aproximando, e como muitos já sabem, este ano ele vem em um novo formato devido a alta procura dos grupos nos últimos anos. Agora o Juvenart terá etapas classificatórias, que selecionarão alguns grupos para irem à final, juntamente com os grupos já pré-classificados pela sua participação e boa colocação no ano anterior.

Deixo aqui o link do regulamento divulgado pelo CTG Sentinela da Querência, de Santa Maria/13ª RT, entidade promotora do evento: Regulamento JUVENART.

O cronograma do XIV Juvenart, é o seguinte:

Pré-inscrições Fase 1
29 de fevereiro até 05 de março de 2016

Desistências Fase 1
Até 05 de março de 2016

Lançamento da Campanha 2016 e Sorteio Fase 1
06 de março de 2016

Envio do Formulário Danças, músicos e dançarinos - Fase 1
07 a 11 de março de 2016

Ajustes Inscrições - Fase 1
27 de junho a 1º de julho de 2016

JuvEnart - Fases 1 e 2 (Classificatória)
15, 16 e 17 de julho de 2016

Envio do Formulário Danças, músicas e dançarinos - Fase 3
18 a 22 de julho de 2016

Desistências Fase 3
Até 22 de julho de 2016

Sorteio Fase 3
23 de julho de 2016

JuvEnart - Fases 3 e 4 (Final)
05, 06 e 07 de agosto de 2016.

Como já foi citado, muitos dos grupos que disputarão a fase 3 já estão pré-classificados por conta da sua participação e colocação no Juvenart 2015. São eles:

1. DC Alma Gaúcha - Dom Pedrito - 18ª RT
2. CTG Brigadeiro Raphael Pinto Bandeira - Rio Grande - 6ª RT
3. CTG Patrulha do Oeste - Uruguaiana - 4ª RT
4. CTG Os Legalistas - Santo Ângelo - 3ª RT
5. CTG Lalau Miranda - Passo Fundo - 7ª RT
6. PT Irmãos Sagrilo - Santiago - 10ª RT
7. CTG Aldeia dos Anjos - Gravataí - 1ª RT
8. CTG Crioulos do Caverá - Rosário do Sul - 18ª RT
9. CTG Independência Gaúcha - Esteio - 12ª RT
10. CTG Os Desgarrados - Guaporé - 11ª RT
11. CTG Grupo Nativista Os Tropeiros - Santiago - 10ª RT
12. CTG Sentinela da Querência - Santa Maria - 13ª RT
13. Centro Farroupilha de Tradições Gaúchas - Alegrete - 4ª RT
14. CTG Sangue Nativo - Parobé - 22ª RT
15. CTG Tropeiro Velho - Panambi - 9ª RT
16. CTG Patrulha do Rio Grande - Santo Antônio da Patrulha - 23ª RT
17. CTG M'Bororé - Campo Bom - 30ª RT
18. CTG Erva Mate - Venâncio Aires - 24ª RT
19. CTG Passo dos Tropeiros - Rolante - 22ª RT
20. GF Chaleira Preta - Ijuí - 9ª RT
21. DTCE Alma Gaúcha - Santa Maria - 13ª RT
22. CTG Cel. Thomas Luiz Osório - Pelotas - 6ª RT
23. CTG Rancho da Saudade - Cachoeirinha - 1ª RT
24. DTG Clube Juventude - Alegrete - 4ª RT
25. DTG Lenço Branco - Santana do Livramento - 18ª RT
26. GDF Os Farroupilhas - Santo Ãngelo - 3ª RT
27. CPF Piá do Sul - Santa Maria - 13ª RT
28. CTG Cel. Chico Borges - Santo Antônio da Patrulha - 23ª RT
29. CTG Chama Nativa - Esteio - 12ª RT
30. CTG Rincão de São Pedro - São Pedro do Sul - 13ª RT
31. PTG Bocal de Prata - Osório - 23ª RT
32. CTG Sinuelo - Caxias do Sul - 25ª RT
33. DTG Sentinelas da Tradição - Tupanciretã - 9ª RT
34. União Gaúcha Simões Lopes Neto - Pelotas - 26ª RT
35. CTG Querência do Imbé - Imbé - 23ª RT
36. CTG Estirpe Gaúcha - Guaporé - 11ª RT
37. CTG Os Farrapos - Pelotas - 26ª RT
38. DTG Leão da Serra - São Leopoldo - 12ª RT
39. CTG Guapos do Itapuí - Campo Bom - 30ª RT
40. CTG Gildo de Freitas - Porto Alegre - 1ª RT
41. CTG Carreteiros da Saudade - Gravataí - 1ª RT
42. CTG Última Tropeada - Guaporé - 11ª RT
43. CTG Ronda Charrua - Farroupilha - 25ª RT
44. CTG Pousada do Imigrante - Nova Bassano - 11ª RT
45. CTG Fronteira Aberta - Santana do Livramento - 18ª RT
46. CTG Os Gaudérios - Cachoeira do Sul - 5ª RT
47. CTG Querência de Nova Hartz - Nova Hartz - 30ª RT
48. PL Lider do Laço - Cachoeira do Sul - 5ª RT

E os grupos que estarão disputando as outras 10 vagas através das fases 1 e 2, que acontecem nos dias 15, 16 e 17 de julho de 2016, são os seguintes, já divididos em seus blocos:







Já é possível perceber que teremos um grande evento... E isso é fruto das entidades que incentivam seus jovens a sonharem e lutarem pelos seus ideais com garra e convicção de que cada experiência é válida. Aí estão os futuros dançarinos de ENART!

Deixo meus desejos de MUITO sucesso a todos! Que saibam aproveitar cada momento, aprender ao máximo e adquirir conhecimentos que só a experiência é capaz de proporcionar.
Sejam verdadeiros, sejam felizes.. e principalmente, sejam eternos aprendizes.
O tradicionalismo precisa de vocês!

Forte abraço, e um ótimo final de semana a todos! ;*

terça-feira, 8 de março de 2016

1ª Etapa do Circuito Artístico da 24ª RT / 2016

No último domingo, aconteceu na cidade de Muçum a 1ª Etapa do Circuito de Danças Tradicionais da 24ª Região Tradicionalista, do ano de 2016.

O evento foi promoção da 24ª RT  juntamente com o CTG Sentinela da Tradição, que se prontificou a sediar esta primeira etapa.

Segue resultado:

Categoria Pré-Mirim
1º - CTG Sentinela da Tradição - Muçum
2º - CTG Chaleira Preta - Venâncio Aires
3º - DTG Herança Maragata - Boqueirão do Leão
4º - GAN Anita Garibaldi - Encantado

Categoria Mirim
1º - CTG Erva Mate - Venâncio Aires
2º - GAN Anita Garibaldi - Encantado
3º - CTG Chaleira Preta - Venâncio Aires
4ª - CTG Sentinela da Tradição - Muçum

Categoria Juvenil
1º - CTG Erva Mate - Venâncio Aires
2º - CPF Terra de um Povo - Venâncio Aires
3º - CTG Chaleira Preta - Venâncio Aires
4º - DTG Herança Maragata - Boqueirão do Leão
5º - CTG Sentinela da Tradição - Muçum

Categoria Adulta
1º - DTG Piazito da Tradição - Venâncio Aires
2º - CTG Chaleira Preta - Venâncio Aires
3º - CTG Raça Gaudéria - Estrela
4º - CTG Sentinela da Tradição - Muçum
5º - CTG Pagos de São Rafael - Cruzeiro do Sul

Categoria Xirú
1º - CTG Erva Mate - Venâncio Aires
2º - CTG Querência do Arroio do Meio - Arroio do Meio
3º - CTG Chaleira Preta - Venâncio Aires

CTG Tropilha Farrapa promove 1º Encontro de Xirús

O CTG Tropilha Farrapa, de Lajeado. 24ª Região Tradicionalista, promove neste sábado, dia 12 de março, o seu 1º Encontro de Xirús.

O jantar acontece as 20h30, seguido de fandango animado pelo Grupo Lida Bruta.
Os ingressos podem ser adquiridos na secretaria do CTG ou com integrantes da Invernada Xirú.


Valores:
R$ 18,00 - público em geral
R$ 15,00 - sócio antecipado e xirú
Até seis anos - isento; Sete a onze anos - R$ 10,00; acima de onze anos - valor integral.

Mais informações pelo telefone: (51) 3748 - 2482.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Reunião de Patrões - 24ª RT


Bom dia!

Amanhã, 08 de março, acontece mais uma reunião de patrões da 24ª Região Tradicionalista, no CTG Tropilha Farrapa/Lajeado, a partir das 20h.

Na ocasião, haverá palestra sobre o tema "A importância da Mulher no Tradicionalismo" com Ana Paula Vieira Labres, 3ª Prenda do Rio Grande do Sul na gestão 2005/2006, em alusão ao Dia Internacional da Mulher.
Aos que participarem da palestra, terá entrega de certificado regional.

A 24ª RT espera por vocês.

terça-feira, 1 de março de 2016

Cantinho Gaúcho entrevista: Marco Aurélio Ávila

E continuando com as entrevistas pra lá de especiais que estarão aqui no blog, hoje é dia de conhecermos um pouco mais sobre a história deste cara que é figura carimbada entre os grandes títulos do ENART, Marco Aurélio M. Ávila.

Ele, instrutor, dançarino e posteiro que coleciona inúmeros títulos e participações frente aos maiores eventos artísticos do Movimento Tradicionalista Gaúcho, está aqui no blog, nos contando sobre suas maiores experiências.

1. Olá Marco! Um orgulho imenso poder contar com a tua participação aqui no Blog. Queremos saber um pouco mais sobre a tua história... quando e onde você se tornou um Tradicionalista ativo? 
Bom, é um a honra ter sido lembrado por seu blog.
Trabalho como instrutor de danças gaúchas desde 1988, começando com o grupo mirim do CTG Estância de Sapucaia, de Sapucaia do Sul onde comecei minha vida tradicionalista. Em 1989, passei a dançar no grupo adulto do CTG Lanceiros da Zona Sul (Porto Alegre) onde permaneci até o final de 1990. Em 1991, transferi-me para o CTG Aldeia dos Anjos de Gravataí, onde passei a instruir a invernada mirim desta entidade e, desde o início de 1994 sou o posteiro e instrutor deste grande CTG.
Fui instrutor do grupo juvenil do CTG Aldeia dos Anjos, campeão estadual em 2010, durante o 8° JUVENART.
Participei de dez, dos ONZE títulos estaduais deste grupo (1992, 1994, 1996, 1997, 2000, 2001, 2005, 2006, 2009 e 2015) e tive grandes trabalhos premiados como Estância do Montenegro (3° lugar - 1996), Estância da Serra (5° - 1999, 3° - 2000 e 4° - 2001), Tebanos do Igaí (4° lugar - 2002), Gildo de Freitas (3° - 2003 e 5° - 2005), União Gaúcha (5° - 2001 e 4° - 2006), Ivi Maraé (5° lugar - 2007) e Guapos do Itapuí (5° lugar – 2012 e vice-campeão em 2013).
São 20 anos ininterruptos de trabalhos premiados entre os cinco melhores.
Em nível nacional, tive o grato prazer de ter trabalhado em Goiás, no CTG Querência de Rio Verde, sendo vice-campeão brasileiro em 2003 e 2005 com o grupo adulto. Em 2009, trabalhei em Toledo/PR, no CTG Chama Crioula, onde fui campeão na categoria mirim e finalista na adulta e juvenil. Também, no mesmo ano, uma parceria no CTG Tarca Nativista, de Pato Branco/PR resultou nos títulos nacionais da categoria adulta e chirú. Em 2011, campeão brasileiro nas categorias adulta e juvenil novamente com o CTG Tarca Nativista, de Pato Branco/PR.
As viagens foram o ponto alto de minha vida tradicionalista. No Brasil, participei de festivais de folclore em São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais, Bahia e Goiás, além de várias edições do festival de Passo Fundo; no exterior, estive na Argentina (1992 e 2010), Canadá (1996 e 2001), Estados Unidos (1996), Espanha (1997), Portugal (1997/ 1998), França (2007, 2011, 2012 e 2013), China (2009 e 2011) Bélgica (2011 e 2012), Holanda (2011 e 2012), Alemanha (2013) e agora, em 2014, campeão mundial na Turquia.

2. Durante estes longos anos com um super envolvimento no Movimento, houve algum momento de destaque em tua trajetória? Algo que queiras compartilhar com a gente, em especial?
Acho que o grande destaque em minha trajetória foi ter me tornado o 4° posteiro da história do CTG Aldeia dos Anjos de uma maneira tranquila e natural. Isso foi no início de 1994 e de lá para cá são 23 anos de continuidade.

3. Todos sabemos que a tua experiência é muito vasta e inigualável, principalmente em número de conquistas em nosso maior festival. Tu te tornaste exemplo pra muitos instrutores e dançarinos, e sendo assim, preciso perguntar: Qual o segredo? Muito ensaio, eu sei. Mas existe algo mais?
Muitas vezes pode parecer que existe um segredo, uma mágica para as coisas acontecerem, mas o que realmente há é muita dedicação, estudo, conhecimento e liderança para se fazer entender.

4. Onze títulos, não é pra qualquer um. Porém, durante cinco anos o CTG Aldeia dos Anjos voltou pra casa, pós-enart, sem o troféu mais almejado. Acredito que neste momento entra o papel mais importante do instrutor: não deixar o grupo decair. Em algum ano da história do Aldeia vocês entraram no tablado desacreditados? Ou acreditar é sim o primeiro passo para o sucesso?
Nunca entramos desacreditados. Confiar no que está sendo proposto é a marca de um grupo focado.

5. A pergunta que não quer calar: um novo Manual de Danças Tradicionais está sendo lançado. O que será que vem por aí? Deve ser sempre um bom desafio para os instrutores...
Não há novidade alguma nesta edição que será lançada em breve. O que acontece são uma série de ajustes nas coreografias e suas redações para evitar falhas de entendimento do que é tradicional.

6. O Movimento Tradicionalista Gaúcho está completando 50 anos de história, e tu tens uma bela caminhada em muitos destes anos. Acredita que o futuro do Tradicionalismo está em boas mãos? Como tu vês a participação dos jovens no Movimento?
Os jovens são a segurança de continuidade de qualquer movimento cultural. Sem eles, qualquer instituição ou conjunto de ideias perderá sentido pela falta de apoio e prosseguimento e eu acho que as novas lideranças têm esta preocupação de engajamento bem presente.

7. Finalizando, só tenho a agradecer pela disponibilidade em estar participando deste ciclo de entrevistas aqui no blog. É muito importante podermos contar com histórias de pessoas que fizeram e ainda fazem uma bela história em nosso Movimento. Obrigada!
Novamente eu agradeço a oportunidade de me fazer conhecer pelas demais pessoas. Muitas vezes, ficamos em posição de certo isolamento pelo grande respeito que as pessoas têm por nossa história e acabamos não tendo oportunidades de conversar, prosear um pouco.
Um grande abraço!!!

Galeria de fotos:

Marco Aurélio M. Ávila

Campeões - JUVENART 2010

Campeão Mundial na Turquia, em 2014

Participação no 30º ENART, em 2015,
conquistando o 11º título do CTG Aldeia dos Anjos

Marco, agradeço imensamente a tua disponibilidade em estar participando deste ciclo de entrevistas no blog. É muito importante estarmos sempre em contato com pessoas que podem nos inspirar, ou simplesmente nos mostrar o quanto é importante acreditar e não desistir dos nossos objetivos.
Obrigada por dividir conosco a tua história que, podes acreditar, é exemplo pra muitos.

Um forte quebra-costelas.

2ª Prenda Adulta do Rio Grande do Sul participa de evento Regional

Aconteceu no último domingo, no CTG Tropilha Farrapa - Lajeado, a segunda ação do projeto "CTG como Núcleo de Fortalecimento da Cultura Gaúcha" das primeiras prendas da 24ª Região Tradicionalista.

As prendas Débora Reiher - 1ª Prenda Adulta, Jéssica Thaís Herrera - 1ª Prenda Juvenil, e Maria Eduarda Ellwanger - 1ª Prenda Mirim, organizaram esta segunda ação com embasamento na história e contribuição da 24ª Região Tradicionalista frente ao Movimento Tradicionalista Gaúcho.

Para abrilhantar o evento, as prendas convidaram a 2ª Prenda do RS, Aline Almeida de Souza, para discorrer sobre o tema anual do MTG, "MTG - 50 anos de preservação e valorização da Cultura Gaúcha". Aline comentou sobre o Grupo dos 8, como se deu a formalização do Movimento Tradicionalista Gaúcho, e também citou os principais eventos, que dentre os 50 anos de história tiveram e ainda têm muita importância no âmbito Estadual. A conversa se deu de forma bastante informal, com troca de ideias e participação do tradicionalistas que estavam presentes.

Logo após a palestra, foram homenageados todos os coordenadores da 24ª Região Tradicionalista, e as Prendas e Peão Regionais que consagraram títulos Estaduais.

Em uma tarde de muito conhecimento e boas homenagens, que emocionaram a muitos, foi possível ter certeza do comprometimento destes jovens com o Movimento, e com os objetivos que estão fazendo parte de suas caminhadas no tradicionalismo.

Parabéns às prendas pela realização de mais um grande evento.

Segue abaixo alguns registros da tarde:

Prenda anfitriã do evento, Jéssica Thais Herrera - 1ª Prenda Juvenil da 24ª RT,
com as Prendas do CTG Tropilha Farrapa e 2ª Prenda do RS, Aline Almeida de Souza

2ª Prenda do Rio Grande do Sul, Aline Almeida de Souza
palestrando sobre o tema
 "MTG - 50 anos de preservação e valorização da Cultura Gaúcha"

Eu, ao lado destas duas grandes prendas!

Homenagem aos Coordenadores da 24ª Região Tradicionalista

Homenagem às Prendas do Rio Grande do Sul, 
Bruna Tiecher - 2ª Prenda Mirim 2004/2005 e 
Janaína Matiello - 2ª Prenda Juvenil 2011/2012

Peão do Rio Grande do Sul, Destaque Campeiro - gestão 2011/2012, 
Rodrigo de Oliveira Schneider, também foi homenageado

Encontro de gigantes!
Ana Paula Vieira Labres - 3ª Prenda do RS 2005/2006
e Aline Almeida de Souza - 2ª Prenda do RS 2015/2016