sábado, 25 de fevereiro de 2017

Estuda, tchê: Sociedade Colonial - Guerra Guaranítica (Parte 4)

Guerra Guaranítica

Os missioneiros não concordaram com a transmigração dos Sete Povos para o território entre os rios Uruguai e Paraná, atual Argentina, porque não queriam abandonar suas igrejas, cemitérios e lavouras. Os missioneiros da outra margem do rio Uruguai não aceitavam a transmigração porque lá não havia mais terras disponíveis para novos povoados, lavouras e estâncias.

Como os jesuítas queriam obedecer ao Tratado, os índios prenderam os curas, permitindo-lhes apenas que rezassem missa. Os missioneiros esparramaram-se campanha, arrebanhando os peões e posteiros das estâncias e também reunindo índios infiéis para se oporem à comissão demarcadora.

Gomes Freire de Andrade determinou a construção de depósitos de víveres e munição na confluência do rio Pardo com o Jacuí, e em Santo amaro, na metade do ano de 1751. No ano seguinte o engenheiro João Gomes de Melo começou a construção do forte Jesus, Maria e José numa colina dominante sobre o rio Pardo e Jacuí. O tenente Francisco Pinto Bandeira, com 167 aventureiros paulistas e lagunenses guarneceu o forte em construção.

O marquês de Caldelírios, comandante espanhol, comunicou que em 12.11.1752 já estavam chantados os primeiros marcos em Castilhos Grandes. No entanto, 600 índios missioneiros de São Miguel, comandados pelos alferes-real Sepé Tiaraju, detiveram os demarcadores em santa Tecla, a 27.02.1753. Os demarcadores retrocederam, atribuindo a rebeldia dos índios às intrigas dos jesuítas, que pretendiam proteger as supostas minas de ouro e prata. Desde aquela época corria a lenda dos tesouros jesuíticos.

O cacique Nicolau Neenguiru, de Concepción, reuniu os cabildos dos Sete Poros para redigirem cartas ao rei de Espanha, relembrando os serviços prestados e protestando contra a mudança, por serem súditos fiéis de Fernando VI.

Andonaegui, governador de Montevidéu, partiu com dois mil soldados, em Uruguai, enquanto Gomes Freire de Andrade aguardava em Rio Pardo para atacar a redução de São Miguel. O inverno rigoroso liquidou com a pastagem e os espanhóis perderam a cavalhada e o gado de municio, tendo que bater em retirada. O cacique Paracatu, com os seus índios de Japeju, partiu em perseguição dos invasores, atacando o acampamento, roubando cavalos e matando espanhóis. No dia seguinte os espanhóis partiram em perseguição dos japejuanos, matando mais de 120 índios. As tropas de Andonaegui retiraram-se para Montevidéu, obrigando Gomes Freire a permanecer em Rio Pardo de agosto a dezembro de 1754.

Em agosto de 1754 chegou o Regimento de Dragões comandado pelo tenente-coronel Tomás Luís Osório, com 420 soldados e 70 escravos. A 16.01.1756 os exércitos luso-brasileiro e espanhol se encontraram nas cabeceiras do Rio Negro, no Campo das Mercês, e avançaram paralelamente pela Coxilha Grande, em direção aos Sete Povos, sofrendo ataques de guerrilhas armadas por Sepé Tiaraju, por estarem em terras da estância de São Miguel os índios das outras reduções não auxiliaram os miguelistas.

Em 07.02.1756, Sepé preparou uma emboscada para uma patrulha espanhola, mas Andonaegui ocultou 200 soldados espanhóis e portugueses que, no momento oportuno, atacaram os miguelistas cercando um índio com fardamento de oficial espanhol. O cavalo do chefe índio caiu num buraco cavado por touros, sendo morto pelos soldados ibéricos. No bolso da farda do cacique encontraram um livro de oração e duas cartas, que permitiram identificá-lo como sepé Tiaraju. O mito de Sepé Tiaraju inicia com o poema Uraguai, escrito por Basílio da gama em 1769, como propaganda anticlerical. Ao longo do tempo, os literatos agragaram novos dados ao mito, como Simões Lopes Neto, Mansueto Bernardi, Manoelito de Ornellas e Walter Spalding que, em 1956, cita a belíssima frase: “esta terra tem dono e ninguém nô-la tira!” Esta frase já foi usada por Romário Martins, em 1941, na obra Guaicará, dita por personagem literário homônimo que luta contra os paulistas no Guairá no século XVII, conforme Osório Santana Figueiredo.

No dia 10.02.1756 as tropas ibéricas avançaram até as lombas junto ao passo do arroio Caibaté, onde encontraram entrincheirados e em ordem de combate 1500 guaranis comandados por Nicolau Neenguiru, corregedor de Concepción. Quando iniciou o combate, os guaranis dos Sete Povos ainda estavam reunidos e discutindo que seria o chefe, pois não admitiam um chefe único.

Os missioneiros armados de flechas, lanças, boleadeiras, três peças de artilharia de taquaruçu e algumas velhas espingardas, enfrentaram dois exércitos bem armados e treinados que avançavam em quadros disciplinados, esmagando a resistência bisonha dos índios. Massacraram um militar e aprisionaram 127 guaranis. Os portugueses tiveram 18 feridos e um morto, enquanto os espanhóis computaram 10 feridos e dois mortos.

Os missioneiros resistiram ao longo da áspera subida da serra de São Martinho, armando emboscadas e rápidos ataques da guerrilhas. A 16.05.1756 os aliados entraram em São Miguel, que ardia em chamas. A chuva torrencial apagou o incêndio. A seguir os padres e índios vieram a São Miguel prestar vassalagem ao comandante espanhol, enquanto alguns grupos sustentavam a guerrilha até serem totalmente eliminados.

Os soldados espanhóis pilharam os Sete Povos, enquanto os luso-brasileiros em Santo Ângelo respeitavam os índios e estavam proibidos por Gomes Freire de pilhar as propriedades indígenas. Os missioneiros se refugiaram em santo Ângelo, colocando-se sob a tutela de Gomes Freire.

Espanhóis e lusos não se apressaram em cumprir o Tratado de Madri, pois os espanhóis descobriram que não estavam entregando simples aldeias indígenas, mas sete povoados com imensas igrejas de pedra, casas com telhas e lavouras produtivas. Os portugueses convencidos que não havia ouro e prata na região missioneira e com ameaças de rompimento de paz com a Espanha, retiraram-se para Rio Pardo, levando mais de dez mil guaranis, cavalos e gado vacum. Com esses guaranis fundaram São Nicolau da Cachoeira em 1758, São Nicolau de Rio Pardo em 1758 e Nossa Senhora da Aldeia dos Anjos (Gravataí), em 1762. O objetivo da transmigração dos guaranis para a Aldeia dos Anjos e para São João Batista era afastá-los dos espanhóis que os utilizavam como milicianos.

A guerra guaranítica destruiu moralmente as reduções, abalando a confiança dos índios nos jesuítas e nas autoridades, destruiu estâncias e ervais, deu aos portugueses o território da margem esquerda do rio Jacuí, desde a guarda de Cachoeira até o lago Guaíba, dividindo imediatamente em sesmarias.

Fonte: 
Livro História do Rio Grande do Sul
Moacyr Flores

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Estuda, tchê: Sociedade Colonial - Comandância de Rio Grande (Parte 3)

Comandância de Rio Grande

Os cristãos-novos portugueses Antônio e João da Costa mantinham casa de importação e exportação em Londres. Antônio viajou a Angola para inspecionar e receber as rendas do tráfico de escravos para o Brasil. Quando retornava, em 1726, um pirata partiu em seu encalço. Antônio da Costa rumou direto ao Brasil, entrando na perigosa barra do Rio Grande, pirata, por ter um navio maior não se atreveu entrar na barra. Costa percorreu a Laguna dos Patos, fazendo seu levantamento cartográfico. Ao retornar a Londres organizou com o irmão João uma companhia para colonizar a área junto à barra do Rio Grande com judeus perseguidos, contando com o apoio de acionistas e do Parlamento inglês, conforme contrato de 09.01.1735. Mas quando pretenderam navios de guerra para proteger os colonos judeus, o governo inglês não aceitou a proposta para evitar a guerra com seu aliado Portugal.

João da Costa, com o capital dos acionistas ingleses, em 1736 buscou entendimentos com o príncipe Cantimir, para organizar com acionistas russos uma nova companhia de colonização, junto ao canal de Rio Grande, entre terras de Espanha e Portugal, ótimo lugar para comércio.

Costa solicitou apoio da marinha russa. A czarina Ana Ivanovina negou ajuda porque estava em conquista territorial junto ao mar Negro e os russos não queriam abrir outra frente de guerra na Europa, dificultando a passagem de navios de guerra por Gibraltar e pelo mar Mediterrâneo. O governo inglês denunciou os planos de João da Costa a Portugal.

Em 1736 o conde de Sarzedas publicou o bando para atrair povoadores às terras do extremo sul, dando-lhes sesmarias e concedendo-lhes perdão por crimes ou faltas cometidas. Em 06.08.1736 foi criada a freguesia de São Pedro de Rio Grande, pertencente ao bispado do Rio de Janeiro, para justificar a posse da terra. Era necessário aproveitar o momento em que os espanhóis mantinham o cerco à Colônia do Sacramento e protegiam Montevidéu e Buenos Aires, não dispondo de mais tropas para um enfrentamento no canal de Rio Grande.

Em janeiro de 1737 Cristóvão Pereira de Abreu estabeleceu-se ao sul do canal de Rio Grande, com 180 homens e rebanho de gado, à espera da expedição do governador do Rio de Janeiro, José da Silva Pais, que entrou no canal do Rio Grande a 19.02.1737. A frota do governador era formada pela Galera Leão Dourado (Nossa Senhora de Nazaré), galera Bonita (Nossa Senhora das Mercês), bergantim Baixa Cadela (Nossa Senhora da Piedade), balandra D’el Rei Nossa Senhora da Conceição, a corvertinha São Francisco Xavier e a galera do porto Santa Ana, num total de 410 homens. A balandra Nossa Senhora da Conceição já estava no porto, porque fora enviada antes para carregar carne para a armada em operação no rio da Prata.

Uma das primeiras preocupações de Silva Pais foi a construção do forte Jesus, Maria e José. Em 02.03.1737 foi rezada a primeira missa na capela do forte. Em 12 de março, Sebastião Francisco Chaves era nomeado tenente das Ordenanças dos campos de Viamão.

A Comandância Militar do Continente de Rio Grande de São Pedro tinha como objetivos auxiliar a Colônia do Sacramento, povoar a região e regular as relações entre os diferentes elementos povoadores. O território da Comandância abrangia terras do litoral, desde os Campos de Viamão até o arroio Chuí. Na parte sul do Canal de Rio Grande, a Comandância era constituída por: a) povoados do Porto e do Estreito; b) presídios dos fortes de Jesus, Maria e José, de Santana e de São Miguel; c) guardas distribuídas nos passos; d) estâncias particulares; e) estância Rela do Bojuru e de Toroma; f) datas.

O povoado do porto, junto ao forte Jesus, Maria e José, era um conjunto de casas cobertas de palha, moradias de famílias de militares com seus escravos. O pequeno comércio atendia unicamente os habitantes, pois o porto era militar, não podendo entrar navios mercantes, até 1763. O outro povoado era o de Estreito, junto ao forte de Santana. Esse povoado, com invasão de cômoros de areia e com falta de água potável, deixou de existir em 1747, quando os moradores foram deslocados para o povoado do Porto, que recebeu o nome de vila do Rio Grande. A Câmara Municipal foi instalada em 1751.

Os proprietários, chamados de homens bons, escolhiam seis eleitores que se reuniam em três duplas para elaborarem listas com os nomes dos mais votados, colocando-as em separado e, três pelouros, colocados num saco e guardados num cofre com três chaves. No fim de cada três anos, uma criança retirava um pelouro, com a lista de vereadores e oficiais da Câmara. A câmara era formada por três vereadores, um procurador da Câmara, dois juízes ordinários e um juiz de órfãos, todos eleitos. Eram nomeados os almotáceis (fiscais), escrivão de órfãos, dois tabeliões, um distribuidor (contador), uma alcaide e um escrivão de alcaide. Por falta de pessoas capazes uma pessoa podia exercer mais de um cargo. A Câmara estava subordinada ao ouvidor e ao carregador da comarca. A Câmara tinha as funções de denunciar os crimes e contravenções; estabelecer o inventário e guarda dos bens dos órfãos e zelar por sua criação; sustentar e zelar pela criação de crianças abandonadas; elaborar as posturas municipais; traçar normas de funcionamento do comércio; fiscalizar as profissões, o ensino e as condições de higiene dos presos. A Câmara municipal possuía como rendas o arrendamento dos direitos de exploração de bens, de profissão, cobrança da sisa e de décima dos prédios urbanos.

No século XVIII o termo presídio designava a guarnição militar que ficava nos fortes. O primeiro contingente era formado por um comissário de mostras, um tesoureiro da Real Fazenda, um ajudante, três capitães, três alferes, sete sargentos, 90 infantes do Rio de Janeiro, 56 da Bahia, 37 dragões, 37 artilheiros e diversas praças, num total de 254 homens, além de marinheiros, civis e do comandante José da Silva Pais.

O forte Jesus, Maria e José ficava junto ao canal, perto do Porto. Era feito com muros de terra, circundado por vala. O forte de Santana estava mais ao sul, numa linha de trincheiras que cortava a península. O forte de São Miguel, o único construído de pedras de granito, guarnecia o extremo sul da lagoa Mirim, hoje em território uruguaio.

As guardas, distribuídas nos passos, cobravam pedágio das tropas de gado e prendiam desertores.

A partir de 1738 foram doadas 11 sesmarias para fazendas de criação de gado, voltadas para a exportação de couro e de sebo. Inicialmente os fazendeiros pilharam gado na Vacaria do Mar e das estâncias missioneiras para formar seus plantéis. Em 1738 a Vacaria do Mar não possuía mais gado, ocasionando a mudança dos índios minuanos das imediações da lagoa Mirim para o outro extremo, junto ao rio Uruguai.

O governo militar reservou a península ao norte do canal até Mostardas, para organizar a estância Real do Bojuru, para fornecimento de carne e montarias à guarnição da Comandância. Um sargento administrava estância Real do Bojuru, auxiliado por um capataz, peões negros e índios. Marcavam todos os animais com um corte na ponta da orelha. Assim, mesmo que se misturassem com o gado dos tropeiros, era fácil apartá-los na guarda de Mostardas ou de Tramandaí. Em 1749 os minuanos retornaram a Rio Grande, depois de batizados foram colocados como povoadores na estância do Bojuru. Na ilha de Torotoma organizou-se outra estância Real para abastecer a guarnição de São Miguel e a guarda do Chuí.

As datas eram lotes agrícolas de légua, doados às famílias chamadas de casais de número, que voluntariamente vinham povoar a Comandância do Continente de Rio Grande, terra distante com muito frio e areia jogada pelo vento, com perigo constante ao ataque dos castelhanos e dos índios das missões.

Formavam a população e a guarnição de Rio Grande pessoas das mais variadas procedências: portugueses, brasileiros de São Paulo, da Bahia, de Minas Gerais, de Pernambuco e do Rio de Janeiro, índios tupis de São Paulo, guaranis, fugidos das reduções, negros livres e escravos. Havia também espanhóis oriundos de Montevidéu, Santa Fé, Corrientes, Entre Rios e Paraguai que se empregavam como peões e domadores nas estâncias.

Por falta de mulheres brancas os soldados se uniam com índias e com escravas. O governo colonial enviou mozuelas (donzelas), retiradas de bordéis das vilas e cidades de outras capitanias e transformadas em noivas desembarcaram em Rio Grande onde casaram e constituíram família.

O governo militar instituiu uma rígida disciplina para governar população tão heterogênea. No entanto, tal rigidez ocultava a corrupção na administração da estância do Bojuru. Segundo informação do administrador, onças atacavam o gado, despedaçando o couro. Na realidade o gado estava sendo morto, a carcaça abandonada e o couro vendido para franceses em Maldonado ou Castilhos Grandes. Os soldados permaneciam vários meses de serviço, sendo obrigados a se recolherem à noite nos fortes; comiam abóbora com farinha, não recebiam soldo há 20 meses, qualquer falta era castigada com a polé ou com roda de pau, qualquer oficial confiscava dos soldados as montarias e arreios. Em 05.01.1742, os soldados do presídio do forte de Jesus, Maria e José se revoltaram e prenderam seus oficiais corruptos, mas continuaram prestando serviço de guarda. O vice-rei do Brasil enviou uma comissão que constatou o tratamento desumano dado pelos oficiais prepotentes. Transferiram os oficiais e perdoaram os soldados que receberam os direitos de irem para o lar depois do expediente diário, ter montarias e pescar nas horas de folga para auxiliar no sustento da família. A partir dessas reformas pararam as deserções.

Os navios que pretendiam entrar na barra davam tiros de canhão para alertar sobre sua aproximação, até que uma pequena embarcação com um prático guiasse à entrada da perigosa barra.

A provisão de 17.07.1747 elevou a povoação de Rio Grande à categoria de vila, mas sua Câmara Municipal só foi instalada em 16.12.1751, funcionando até a invasão espanhola em 1763.

Os moradores dos Campos de Viamão em 14.09.1741 receberam licença para erguerem uma capela a Nossa Senhora da Conceição, que foi elevada à freguesia em 07.11.1747, surgindo em seu torno uma pequena povoação, onde se instalou um corpo de guarda para cuidar da ordem.

Fonte: 
Livro História do Rio Grande do Sul
Moacyr Flores

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Estuda, tchê: Sociedade Colonial - Trilhas do Sertão (Parte 2)

Trilhas do Sertão

Os sertões de Paranaguá (Campos de Curitiba) foram percorridos por garimpeiros à cata de couro de aluvião, seguindo as antigas trilhas indígenas. O termo sertão indicava terra despovoada e desconhecida. Vários mineradores solicitaram sesmaria para criação de gado vacum e cavalar, fornecendo alimentação aos garimpos. Em 1668 ergueram o pelourinho, símbolo de justiça e de vila, em Curitiba.

A descoberta de ouro em Minas Gerais e Mato Grosso provocou um abalo no mundo colonial, desencadeando o movimento demográfico para a região de mineração, aumentando o número de barcos para salvador, Rio de Janeiro e Santos, incrementando o tráfico de negros entre Angola e o Brasil, desenvolvendo as rotas de tropeiros que atingiam o rio São Francisco, ou que vinham do Mato Grosso e do extremo sul.

A primeira tentativa de povoamento do litoral do Rio Grande do Sul é de Manuel Jordão da Silva que, em 10.06.1698, requereu ao Rei de Portugal licença para fundar a cidade de São Pedro no Rio Grande e uma vila no rio Taramandi (atual Tramandaí). Conseguiu 50 soldados às suas custas e mais dois frades franciscanos. Os dois barcos naufragaram no litoral do Rio Grande do Sul. Os náufragos que se salvaram terminaram sendo mortos pelos charruas.

Em 1703, Domingos da Filgueira viajava a pé desde a Colônia do Sacramento até o Rio de Janeiro, seguindo a trilha do litoral que estava desabitado, mas com caça abundante. Filgueira denominou a Laguna dos Patos de Rio Grande. O nome lagoa dos Patos começa a aparecer na cartografia portuguesa a partir do mapa de Silveira Peixoto, de 1768.

O sargento-mor Francisco Ribeiro, que serviu na Colônia do Santíssimo Sacramento, deixou uma descrição do litoral do Rio Grande do Sul, datada de 1704. Propôs a fundação uma povoação e de um presídio (guarnição) com 200 infantes em duas companhias e 50 cavalos, em Rio Grande e outra em Maldonado, com três companhias de 100 homens e 50 cavalos.

De 1725 a 1729, João de Magalhães, a mando de seu sogro Francisco de Brito Peixoto, estabeleceu-se com uma tropa de 31 soldados no norte do canal do Rio Grande para construírem ranchos e fazerem canoas suficiente para a serventia de passagem do gado que atravessava o canal. Havia naturalmente a cobrança de pedágio pela passagem. João de Magalhães não fundou nenhuma povoação, manteve apenas um registro ou posto de pedágio.

Ao longo da trila do litoral, desde Colônia do Sacramento até Laguna, surgiram pousos e currais. De 1727 a 1730 o sargento-mor Francisco de Souza Faria abriu a trilha do Morro dos Conventos, por onde as tropas de gado atingiam facilmente de marcha pelo divisor de águas, sem necessidade de cruzar rios caudalosos.

Com a rota de tropas afastada de Laguna, os lagunenses e tropeiros buscaram o caminho do gado, solicitando sesmarias ao sul do rio Mampituba, nos chamados Campos de Viamão. Em 1732, Manoel Gonçalves Ribeiro recebeu a primeira sesmaria na praia das Conchas, em Tramandaí. A sesmaria era uma área de terra de mais ou menos três léguas de comprimento por uma de largura, concedida pelo rei de Portugal aos homens de posse. O pobre não tinha direito de receber terras, porque a pobreza era sinal de incompetência.

Transformaram as sesmarias em fazendas de criação de gado vacum, cavalar e muar. O gado era retirado da vacaria do Mar e das estâncias missioneiras. Os burros reprodutores (echores) vieram do território espanhol. A criação de mula fazia-se com um burro e um piquete de 20 léguas. Além da criação extensiva, a fazenda possuía uma pequena lavoura de milho, mandioca, abóbora e feijão para alimentação da família e dos peões.

No século XVIII era chamado de tropeiro da tropa, os demais eram o capataz, o arrieiro, o camarada e o peão. O que conduzia a mula ou égua madrinha era o madrinheiro. Um peão servia de cozinheiro e conduzia as mulas do trem, isto é, da bagagem e das caixas de alimentos. No início do século XIX o termo tropeiro designava também o capataz da tropa. Mais tarde o termo se generalizou, referindo-se a todos que trabalhavam com a tropa de vacuns, cavalares ou muares. A tropa podia ser de mulas xucras ou de mulas cargueiras.

Cristóvão Pereira Abreu, em 1731, corrigiu a trilha do Morro dos Conventos, conduzindo sua tropa de 800 animais até os Campos de Curitiba. Em 1733 levou pela mesma trilha mais de 3000 cavalgaduras. Em 1736 ou 1737 ele abriu a Estrada Real de Viamão, partindo do Capão da Porteira, subindo pelo vale do rio Rolante até os campos de Cima da Serra, atravessando no Passo de Santa Vitória, no rio Pelotas, atingindo os campos de Lages, viabilizando a união mais rápida com a feira de Sorocaba, em São Paulo, que funcionou de 1750 a 1897.

Em 1736, os Campos de Viamão já estavam ocupados por estâncias, que também criavam mulas para as outras capitanias. As tropas de mulas eram o principal meio de transporte de mercadorias no interior do Brasil, durante o século XVIII até metade do século XIX.

A partir de 1731 funcionava o registro de Curitiba, localizado à margem direita do rio Iguaçú, cobrando taxas pela passagem de animais vacuns, cavalares e muares. Desde 1737 havia uma guarda no rio dos Sinos, que se transforma em registro em 1739, sendo transferido em 1772 para o Passo da Santa Vitória no rio Pelotas. Este registro funcionou até 1817, quando é aberta o Caminho das Missões que vinha de São Borja, passando por Carazinho, Cruz Alta, Passo Fundo, atravessando o rio Uruguai no Passo de Goi-en. A partir de 1866 o Caminho das Missões passou a ser povoado.

O ciclo do tropeirismo deixou um rico folclore no artesanato em couro, metal e madeira para a confecção de arreios e cangalhas, bem como uma literatura oral de contos de assombração, de busca de tesouro enterrado em panelas, benzeduras, orações de proteção, que infelizmente está se perdendo. Foi o tropeiro que desbravou o sertão do Brasil e ao longo das trilhas surgiram currais, pousos, povoados, que deram origem às atuais cidades de Cruz Alta, Carazinho, Passo Fundo, Lagoa Vermelha, São Francisco de Borja, Bom Jesus, Lages, Rio Negro, Mafra, Registro, Castro, Curitiba, Itu, Sorocaba.
Fonte: 
Livro História do Rio Grande do Sul
Moacyr Flores

8 curiosidades sobre o Tradicionalismo Gaúcho que todos precisam saber

Oi oi amigos!!!

Venho aqui pro Cantinho no dia de hoje, especialmente pra trazer algumas curiosidades sobre o nosso Movimento. Eu sei que muitos aqui sabem de tudo isso que vou escrever, mas sei também que muitos dos nossos leitores são apenas amantes/simpatizantes do tradicionalismo, e não, tradicionalistas de fato.

Então, faço esta listinha com a intenção de explicar alguns detalhes, que as vezes podem ser dúvidas de uns, curiosidades de outros... e porque não divulgar aqui?

Foto: Estampa da Tradição Fotografia

Vamos às curiosidades?
  1. O Movimento Tradicionalista Gaúcho iniciou, de forma organizada, a 50 anos. Foi fundado oficialmente em 28 de outubro de 1966, é uma entidade civil, com personalidade jurídica e se caracteriza como de direito privado, sem fins lucrativos, com circunscrição em todo território nacional e com número ilimitado de sócios, sob a denominação de filiados;
  2. O MTG não prega uma ideologia qualquer. Ele é regido pela "Carta de Princípios", - leia aqui - uma diretriz filosófica que tem a função de nortear e orientar as atividades do Movimento, através de suas Regiões e entidades filiadas;
  3. A pilcha que usamos tem milhões de regrinhas a serem respeitadas. Entre tantas, existem tipos de indumentária conforme a época a qual queremos representar, tendo assim, normas a serem respeitadas de acordo com cada uma delas. Existe a pilcha campeira, artística/social, a pilcha para prática de esportes e as de época, que são chiripá primitivo, traje de estancieiro, chiripá farroupilha... Ficou confuso? Calma! O MTG tem tudo explicadinho em suas diretrizes de indumentária e em nota de instrução, e além disso existe uma comissão pra lidar com dúvidas e fazer assessoramento às entidades. É só se informar!;
  4. As danças tradicionais que os grupos apresentam nos rodeios e ENART não são criações de instrutores, dançarinos... e muito menos são permitidas mudanças nas coreografias. Todas as 25 danças estão descritas no Manual de Danças Tradicionais, escrito originalmente por Barbosa Lessa (In Memorian) e Paixão Côrtes, ícones do nosso Movimento, e devem ser respeitados cada detalhe descrito, sob risco de altos descontos nas notas dos grupos;
  5. Concurso de Prenda e Peão não é concurso de beleza! Tchanam... se tu pensaste que eram escolhidas as prendas mais lindas do Rio Grande, tu estás redondamente enganado! As prendas e peões que se desafiam a participar de Cirandas e Entreveros precisam passar por provas culturais, artísticas, mostras folclóricas (prendas) e provas campeiras (peões), onde a beleza vale exatamente NADA! Aqui o que vale é conhecimento, desenvoltura, e muita dedicação;
  6. ENART não dá premiação em dinheiro! Outra grande descoberta, não é mesmo? Pois é, centenas de grupos adultos e artistas individuais passam ano após ano se dedicando ao maior festival de arte e tradição da América Latina, com a total consciência de que os únicos prêmios lá conquistados são troféus, caso fiquem entre os primeiros colocados, e muita experiência, ainda mais amor pela nossa tradição, visibilidade e muitas novas amizades;
  7. Presidente do MTG, Coordenadores Regionais, Patrões e Patroas de entidade, etc., não ganham um centavo para exercerem estes cargos no Movimento. Como já dito anteriormente, o Movimento Tradicionalista Gaúcho não visa fins lucrativos, e sendo assim, estas funções não são remuneradas. Todos estão nestes cargos por extrema e pura dedicação ao tradicionalismo gaúcho, tendo suas funções profissionais paralelas a este exercício. É ou não é motivo de muita admiração?;
  8. O Movimento Tradicionalista Gaúcho é um ótimo ambiente para criar teus filhos. Um lugar que representa cultura e onde se preserva muita tradição, que reúne famílias, crianças, jovens, adultos e avós, dos pequenininhos aos mais de idade, todos juntos. Bailes onde se preservam a educação e o respeito, eventos que resgatam história e cultura, danças que exalam doçura e alegria.... Aqui é assim. Vem pro CTG tu também! ♥
Por hoje é isso pessoal!
Espero que tenham gostado destas oito pequenas curiosidades que citei, e conto com a ajuda de todos na divulgação de mais esse textinho especial :)
Deixe a tua avaliação aqui embaixo e compartilha com teus amigos!!!

Um forte abraço a todos... e até logo!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Estuda, tchê: Sociedade Colonial (Parte 1)

A povoação do Rio Grande do Sul realizou-se num ritmo lento, acompanhando as trilhas dos soldados e depois da tropa de gado, ocupando áreas isoladas, deixando vazios de uma população indígena que se retraía, cedendo espaço, até chocar-se com as reduções jesuíticas no planalto Missioneiro.

A descoberta de ouro nos campos de Curitiba e de Paranaguá incentivou o plano de alargar as fronteiras de Portugal até o rio da Prata, limite sul do bispado do Rio de Janeiro.

Dom Manoel Lobo, governador do Rio de Janeiro, aportou em 01.01.1680 na península junto à ilha de São Gabriel, no rio da Prata, com cinco veleiros, desembarcando 200 homens, 60 negros, dois jesuítas, um padre capelão, oito índias e uma mulher branca, Dona Joana Galvão, esposa do capitão Manoel Galvão para fundar a Colônia do Santíssimo Sacramento, com os objetivos de estabelecer um forte militar e criar um porto livre de comércio, conforme as instruções do rei Dom Pedro II, de Portugal. Durante sete meses os portugueses levantaram muros de terra, faxina e madeira.

Don José Garro, governador de Buenos Aires, ordenou ao Mestre-de-Campo Vera Muxica que recrutasse espanhóis em Santa Fé e Corrientes, bem como índios das reduções jesuíticas para sitiarem a Colônia do Santíssimo Sacramento. Vera Muxica, com dificuldades para manter disciplinados 480 espanhóis e 3.000 guaranis, ordenou vários ataques às fortificações, sofrendo pesadas baixas. Na madrugada de 07.08.1680 Muxica comandou o ataque por três pontos da fortificação. Os guaranis não fizeram prisioneiros, matando com fúria os portugueses. Dona Joana Galvão morreu combatendo ao lado do esposo. Com os muros das fortificações ainda em construção, os portugueses foram vencidos. Os espanhóis capturaram alguns portugueses, entre eles Dom Manoel Lobo, levando-o para Montevidéu. A Espanha, em guerra com os Países Baixos e não querendo outra frente de luta, realizou o tratado Provisional, em 07.05.1681, devolvendo a Colônia do Santíssimo Sacramento a Portugal, que retomou em 1683.

Deixando a mulher e filha em São Vicente, Domingos Peixoto, com seus filhos Francisco e Sebastião, fundou Laguna em 1684, estabelecendo um entreposto de pesca que preparava peixe salgado, além de charque de gado. Suas embarcações mantinham a ligação com Santos. Do núcleo de laguna formou-se uma trilha pelo litoral, por onde transitavam soldados de apoio à Colônia do Santíssimo Sacramento, pois a viagem por mar, ao longo do litoral do Rio Grande do Sul só se realizava de novembro a março. Fora dessa época, a corrente marítima e os ventos jogavam os veleiros contra a costa, onde encalhavam ou naufragavam.

D. Francisco de Lancaster, governador da Colônia do Sacramento de 1689 a 1699, localizou agricultores fora da fortificação e desenvolveu o comércio com Buenos Aires.

Cristóvão Pereira de Abreu praticou a courama na Vacaria do Mar, mantendo o gado para retirar o couro, de 1702 a 1705.

O governador Alonso Valdés Inclán, com espanhóis e 4000 guaranis, sitiou a Colônia de 1704-1705, conquistando a cidadela após seis meses de cerco. Os portugueses se retiraram nos navios da esquadra surtos no porto. Pelo tratado de Utrecht de 1715, os portugueses receberam a Colônia do Sacramento e o novo governador Manoel Gomes Barbosa iniciou a colonização com 60 famílias de Trás-os-Montes. Em 1717 chegaram mais 110 famílias que se dedicaram à cultura do trigo. Essas famílias estabeleceram dentro de um perímetro delimitado pela maior distância de um tiro de canhão disparado da fortaleza. No núcleo urbano, no interior da fortificação, erguiam-se o palácio do governador, o prédio da Alfândega, os quartéis, as casas de negócio, o colégio dos jesuítas, a igreja do Sacramento, quatro capelas, dois moinhos, e um grande largo para manobra dos militares. No caso de ataque, o largo servia abrigo dos animais de corte e de montaria. Em 1734, havia 2600 habitantes e 327 casas, construídas ao longo de 18 ruas e 16 travessas.

O governador de Buenos Aires, D. Miguel de Salcedo sitiou a Colônia de 1735 a 1737. O governador Antônio Pedro de Vasconcelos resistiu o ataque por 22 meses, até quando chegaram navios portugueses trazendo alimentos e reforços.

Como a Colônia se transformou no entreposto de contrabando com Buenos Aires, a Coroa espanhola propôs sua troca pelos Sete Povos das Missões, nas margens do rio Uruguai, que seria realizada pelo Tratado de Madri, em 1750. Uma das cláusulas tratava da transmigração dos guaranis missioneiros para a outra margem do rio Uruguai. Os missioneiros não aceitavam a transmigração, iniciando a resistência denominada de Guerra Guaranítica.

Do Rio de Janeiro os navios traziam tecidos, alimentos, ferramentas, escravos, madeiras, ferro, aguardente, pólvora, arame e vinho. Da Bahia vinha o sal, importante para a salga da carne e do couro. As autoridades da Colônia do Sacramento faziam o contrabando com Buenos Aires, que era apenas um porto militar, proibido de receber navios mercantes, contando com a corrupção das autoridades espanholas. A Colônia do Sacramento transformou-se num forte empório do comércio do couro na região platina.

D. Pedro de Cevallos invadiu a Colônia do Sacramento em 29.10.1762, como início de uma campanha militar para expulsar os luso-brasileiros da Capitania do Rio Grande e de Santa Catarina. Pelo tratado de Santo Ildefonso, em 1777, a Colônia do Sacramento passou para o domínio da Coroa de Espanha, mas o Santo Ofício (inquisição) continuou sendo Português.

Fonte: 
Livro História do Rio Grande do Sul
Moacyr Flores

MTG realizará terceira edição do #vempromate

Foto: Marcus Tatsch / Imagens Gaúchas

O presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Nairo Callegaro, confirmou nesta semana a realização do #vempromate em 2017. A iniciativa, anual, iniciou em 2015 em comemoração ao Dia do Chimarrão, comemorado em 24 de abril. 

Com apoio de diversas entidades tradicionalistas, o evento é realizado online e offline. Nas mídias sociais, os internautas são convidados a postarem fotografias e/ou vídeos mateando. Nas edições anteriores, as mídias preferidas foram Facebook, Twitter e Instagran. 

Offline as pessoas se encontram, no dia 24 de abril, para comemorar a data, seja num parque, em casa e no próprio CTG.

Um dos diferenciais do evento, segundo o presidente da entidade, é a forte mobilização de todo público gaúcho, de coração ou de nascimento, e não apenas tradicionalista, frequentador de CTG. 

“O chimarrão é patrimônio de todos nós, símbolo da amizade, da hospitalidade, e o #vempromate a cada ano se fortalece no calendário oficial de eventos do MTG”, afirma.

Mais novidades sobre a edição deste ano serão divulgadas em breve.

Fonte: MTG

E é claro que o Cantinho Gaúcho vai estar novamente engajado nessa mobilização!
Muitaaas fotos com a #VemProMate serão publicadas aqui no blog!

Participe com a gente! Abril tá logo aí ;)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

CTG Querência do Arroio do Meio realiza jantar

Muitas e muitas divulgações por aqui *-*

O CTG Querência do Arroio do Meio realiza, no dia 07 de março, jantar de posse da nova patronagem e comemorativo ao dia internacional da mulher, na sede da entidade, em Arroio do Meio / 24ª RT.

Os cartões podem ser adquiridos com integrantes da patronagem!

Participe! :)

Seminário Regional de Prendas da 13ª RT

Olá olá!!!

A 13ª Região Tradicionalista realiza no dia 12 de março o Seminário Regional de Prendas, tendo como sede o DTCE Marcas do Pampa, em Santa Maria.

O evento é promovido pelas Prendas Adultas da 13ª RT, Ticiana C. Leal - 1 ª Prenda; Adriana B. Medeiros - 2ª Prenda; e Veridiana V. Pereira - 3ª Prenda.

Segue a programação:

9h - Recepção e Credenciamento 
9h30min - Abertura 
10h - 1ª Mesa temática: “A contribuição da mulher na formação social do RS” 
12h30min - Almoço: R$12,00 
13h30min - Início da confirmação de presença; 
14h - 2ª Mesa temática: “Inserção e evolução da participação feminina no tradicionalismo organizado” 
15h - 3ª Mesa temática: “Empoderamento da mulher gaúcha: Avanços e retrocessos” 
16h - Solenidade de entrega do Troféu Brinco de Princesa – 1ª Edição
17h - Confraternização e entrega de certificados

O Seminário contará com a contribuição de grandes nomes do nosso Movimento, que estarão disseminando um pouco do seu vasto conhecimento entre todos os participantes.

São elas:

Nikelen Witter
Doutora em História Contemporânea (século XIX); 
Professora do curso de História no Centro Universitário Franciscano – Unifra.

Tainá Valenzuela 
Mestre em Patrimônio Cultural; 
Professora de História; 
1ª Prenda da 13ª RT – 2009/2010.

Isolde Theisen Fischer 
Conselheira do MTG; 
Diretora do Departamento de Apoio à Juventude Tradicionalista.

Ilva Maria Borba Goulart 
Coordenadora da 4ª RT; 
Professora de História; 
1ª Prenda da 4ª RT – 1980.

Dinara Xavier da Paixão 
Vice-presidente Administrativo do MTG – 1996;
Conselheira do MTG – 1997 e 2005 a 2008; 
1ª Prenda da 13ª RT – 1978.

Carolina Amaral Ehlert 
3ª Prenda do Rio Grande do Sul – 2016/2017.



Tu não podes perder por nada heim! Participe!!!

10 últimas coreografias de saída campeãs do ENART

E já que falamos de entrada, impossível não falar de saída!!!

Então, bom dia leitores queridos!!! Vamos que vamos juntinhos relembrar as últimas 10 melhores coreografias de saída do ENART! Tá dançando em alguma delas? Tem amigos aí? Era/é fã de algum grupo ou coreografia?
Então vem curtir este post especial com a gente! ;)

2007 - CTG Sentinela da Querência

2008 - CTG Rancho da Saudade

2009 - CTG Aldeia dos Anjos

2010 - CTG Rancho da Saudade

2011 - CTG Aldeia dos Anjos

2012 - CTG Ronda Charrua

2013 - CPF Piá do Sul

2014 - DTG Clube Juventude

2015 - CTG Ronda Charrua

2016 - DT Querência das Dores

É isso pessoal, confesso que adorei relembrar cada um destes momentos, e espero que em vocês tenha despertado o mesmo sentimento gostoso que despertou em mim!
O ENART é ou não é o festival mais lindo, emocionante e contagiante do mundo???

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

10 últimas coreografias de entrada campeãs do ENART

Oooi queridos!!!

Hoje foi dia de falar de ENART aqui no blog, divulgando as datas e locais das Inter-Regionais de 2017, conforme tu podes ver no post anterior.
E falando no assunto, bateu aquela saudade do nosso maravilhoso festival *-*
Ainda falta muito? Alguém aí já está na contagem regressiva? Conta pra gente!!! rsrsrs

E sendo assim, resolvi trazer pra vocês um resgate emocionante das 10 últimas coreografias de entrada que ganharam o ENART! Vem com a gente nesta viagem no tempo... serão 10 anos relembrados em alguns minutos :)

2007 - CTG Campo dos Bugres

2008 - CTG Rancho da Saudade

2009 - CTG Porteira Velha

2010 - CTG Rancho da Saudade

2011 - CTG Guapos do Itapuí

2012 - CTG Guapos do Itapuí

2013 - CTG Aldeia dos Anjos

2014 - DTG Clube Juventude

2015 - CTG Ronda Charrua

2016 - CTG Aldeia dos Anjos

E agora, conta pra mim...
Gostou?

Então ajude a divulgar, chame os amigos, curte, compartilha... 
O Blog Cantinho Gaúcho agradece :)

Uma ótima semana a todos... ;**