sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Estuda, tchê: A história da Mulher no Rio Grande do Sul

Olá olá amigos!

Um dos temas mais debatidos em concursos e eventos em geral é sobre a Mulher no Tradicionalismo... Suas façanhas, sua história, e principalmente o seu crescimento a frente de funções com grande visibilidade pelo Movimento Tradicionalista a fora.

Assim sendo, é claro que o Cantinho Gaúcho mais uma vez traz este assunto tão relevante pra vocês.
Espero que gostem!


A história da Mulher no Rio Grande do Sul

As épocas são caracterizadas pelas idéias, as quais geram inúmeros acontecimentos. Não podemos sequer pensar, que, em cada período da história interfere uma única corrente ideológica, pois a evolução social não é linear.

A história da humanidade constata a sujeição da mulher em relação ao homem, o que não anula a existência de mulheres, que se destacaram naquelas épocas remotas, nos mais diferentes setores das atividades sociais, muito embora, pouquíssimo se tenha registrado. Essa é a grande razão da sociedade falar em machismo & feminismo.

O feminismo, como movimento organizado, surgiu de fato, na Revolução Francesa e a história da emancipação da mulher tomou vários rumos.

Atualmente, a mulher abandona, cada vez mais, o galope dos cavaleiros andantes de um ideal meio lírico de libertação, vendedor de ilusões, para posicionar-se lado a lado dos homens na estrada da grande aventura empregnada de desventuras.

A sociedade rio-grandense tem tradição machista, pois é originária de uma oligarquia militarizada, que demarcou fronteiras, através de lutas e de guerras.

A formação da mulher, desde a mais tenra idade, é direcionada para cuidar dos afazeres domésticos, rezar, enquanto aguarda o casamento com o noivo, que era escolhido pelo pai.

A liderança singular da mulher, como mola-mestra do lar, não pode ser anulada e tão pouco esquecida pela sociedade gaúcha, pois sua participação ativa sempre deteve a estrutura da família e da sociedade.

Não podemos esquecer, que a mulher sempre trabalhou nas estâncias, assegurando a economia do Rio Grande do Sul, enquanto seu pai, esposo e filho saiu para defender as fronteiras e os ideais rio-grandenses.

Dentre tantas grandes mulheres, que se destacaram no cenário Rio-grandense, em defesa das nossas fronteiras, destacamos a Marquesa de Alegrete: heroína anônima, nobre pampeana, que em 14 de janeiro de 1717, na Batalha de Catalan, ao lado do esposo Marques de Alegrete – Luiz Telles de Caminha e Menezes e do filho, ajudou a escrever, com sangue suor e lágrimas, a história das batalhas entre Portugal e Espanha, servindo como enfermeira, mãe e até soldado, na demarcação de fronteiras do nosso pago gaúcho.

A participação da mulher foi de fundamental importância no contexto da formação histórica, social e cultural do Rio Grande.

A Revolução Farroupilha colocou a mulher num encontro ingrato e arriscado com a vida, porém, por mais ameaçadoras, que se tenham apresentadas as circunstâncias, ela sempre soube manter-se firme: quanto mais a situação era adversa, mais a mulher soube se transformar na forja sagrada das convicções do herói farroupilha.

A mulher guerreira ficou conhecida por "vivandeira", a "china de soldado", foi a mulher, que acompanhou as tropas em seus deslocamentos e permaneceu nos campos de combate cuidando do soldado.

Contribuição: Caroline Scariot - 2ª Prenda do RS

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Estuda, tchê: Festas Juninas ao Estilo Gaúcho (Livro Curso de Tradicionalismo Gaúcho)

Bom diaa!

Muito material por aqui!!! Vem estudar com a gente!


Livro - Curso de Tradicionalismo Gaúcho 
de Antônio Augusto Fagundes 

FESTAS JUNINAS AO ESTILO GAÚCHO

No RS as festas de junho estão ligadas ao solstício de inverno e são quatro: Santo Antonio (13), São João (24), São Pedro e São Paulo (29).

Santo Antonio – em alguns municípios como Mostardas e Tavares, manifestam-se os Ternos. Acende-se uma fogueira no entardecer do dia 13, e a partir daí, realizando as costumeiras provas de amor, jogo de prendas e salto sobre as Brás.

São João – é a mais popular do Estado. As fogueiras devem ser acesas na tarde do dia 24. A comida é galinha frita, assada ou com arroz, a batata-doce, o pinhão, o amendoim, a pipoca, a cangica, os doces campeiros. Bebe-se cachaça, quentão, jacuba ou capilé. Explodem-se foguetes e bombas. Em São Borja, realiza-se anualmente a festa de São Joãozinho Batista. É realizada a mesa dos inocentes. Em São Borja e no interior de Sobradinho, ocorre o “caminhas sobre as brasas”. Acontecem os tradicionais leilões, pescaria, entre outros.

São Pedro – o santo guardião das chaves, porteiro do céu, é o padroeiro do RS. Raramente aparece o Terno desse santo.

As Fogueiras: A de Santo Antonio é quadrada, de São João é redonda e de São Pedro é triangular.

Contribuição: Caroline Scariot - 2ª Prenda do RS

CTG Paixão Cortes realiza Costelão Cultural

Buenas gauchada!

É com alegria que convidamos a todos para participarem no dia 18 de março de 2018 do COSTELÃO CULTURAL a ser realizado na cidade de Nova Bréscia - 24ª RT.

Muita música ao vivo e apresentações artísticas para animar esse povo gaudério.... em uma promoção Invernada Juvenil do CTG Paixão Cortes.

Em breve mais informações!

Te aprochega, tchê!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Estuda, tchê: Cronologia histórica (Livro Curso de Tradicionalismo Gaúcho)

Bueno gurizada, bora estudar?
Pego o caderninho, anota tudo e aproveita o restinho das férias pra ficar afiado para a prova escrita!


Livro - Curso de Tradicionalismo Gaúcho 
de Antônio Augusto Fagundes 

CRONOLOGIA DA HISTÓRIA DO RS

1531 – Os navegantes portugueses Martim Afonso de Souza e Pero Lopes, sem desembarcar nas praias gaúchas, batizam com o nome de Rio Grande de São Pedro.

1626 – O padre jesuíta Roque Gonzales de Santa Cruz, nascido no Paraguai, atravessa o rio Uruguai e funda o povo de São Nicolau.

1634 – O padre jesuíta Cristobal de Mendoza Orellana introduziu o gado nas Missões Orientais.

1641 – Os jesuítas são expulsos do Rio Grande do Sul pelos bandeirantes depois de fundarem 18 reduções.

1680 – Portugal resolve marcar presença na região sul: Dom Manuel Lobo funda a Colônia do Santíssimo Sacramento.

1682 – Voltam os jesuítas espanhóis ao solo gaúcho fundando primeiro São Francisco de Borja, o mais antigo núcleo urbano do RS. Entre 1682 e 1701 fundaram 8 missões, das quais 7 prosperaram: São Francisco de Borja, São Nicolau, São Luiz Gonzaga, São Miguel Arcanjo, São Lourença Martin, São João Batista e Santo Ângelo Custódio.

1750 – Assinado o Tratado de Madri entre Espanha e Portugal, pelo qual os portugueses dão aos espanhóis a Colônia do Sacramento e recebem em troca os 7 povos das Missões. Os padres não se conformam com a troca e os índios missioneiros se revoltam. Vai começar a chamada Guerra das Missões.

1756 – 7 de fevereiro morre Sepé Tiarayu, junto a Sanga da Bica. (São Gabriel). Três dias depois ocorre o massacre de Caiboaté (São Gabriel). Em Caiboaté foi vencida a resistência missioneira definitivamente. Ao abandonarem as missões oss jesuítas carregaram o que puderam e incendiaram lavouras, casas e até igrejas.

1762 – Assinado o Pacto de Família, que anulou praticamente o Tratado de Madri.

1763 – Tropas espanholas invadem o Brasil apoderando-se do Forte de Santa Tereza e da cidade de Rio Grande e São José do Norte. Neste período começa a brilhar um herói autenticamente gaúcho: Rafael Pinto Bandeira.

1776 – Os espanhóis são expulsos do Rio Grande. Mas o forte jamais foi recuperado, hoje está em território uruguaio.

1780 – O cearense Domingos José Martins funda em Pelotas a primeira charqueada.

1801 – Três heróis rio-grandenses, conquistam para Portugal os 7 Povos das Missõrs, aumentando em 1/3 o mapa do RS. São eles: José Borges do Canto, Manoel dos Santos Pedroso e Gabriel Ribeiro de Almeida.

1808 - A família Real foge para o RJ.

1815 – Tropas brasileiras tomam Montevidéo anexando o Uruguai ao Brasil com o nome de Província Cisplatina.

1822 – Independência do Brasil.

1824 – A 18 de julho desembarcam em Porto Alegre os primeiros 39 colonos alemães. A 25 de julho eles se instalam nas margens do rio dos Sinos, na Real Feitoria do Linho Cânhamo, hoje a cidade de São Leopoldo.

1827 – A 20 de fevereiro acontece a Batalha do Passo do Rosário, onde tropas uruguaias e argentinas, que haviam invadido o RS, se enfrentam com tropas brasileiras. Onde morreu Marechal José de Abreu, chamado por seus soldados o “Anjo da Vitória. Não houve vencedores.

1828 – É proclamada definitivamente a independência do Uruguai.

1835 – Explode a Revolução Farroupilha. A 20 de setembro, os revolucionários comandados por Bento Gonçalves da Silva tomam Porto Alegre.

1836 – A 11 de setembro Antônio de Souza Neto, proclama a República Rio-grandense, depois de uma vitória sobre as forças imperiais no Seival. Nesse mesmo ano, Bento Gonçalves é aprisionado após a batalha da ilha do Fanfa e enviado para o Forte do Mar, na Bahia. O governo da nova república se instala em Piratini e Bento Gonçalves é eleito presidente, como está preso assume José Gomes de Vasconcelos Jardim. Piratini é a primeira Capital.

1837 – Organiza-se o governo republicano. São nomeados Generais: Antonio de Souza Neto, João Manoel de Lima e Silva, Bento Gonçalves da Silva e mais tarde David Canabarro, Bento Manoel Ribeiro e João Antonio da Silveira. Nesse mesmo ano, a maçonaria consegue dar fuga a Bento Gonçalves da Silva, que de volta ao RS assume a presidência da República.

1839 – A marinha de guerra da nova república está sob comando efetivo de José Garibaldi (Giuseppe). Os farrapos decidem levar a República ao Brasil. Um exército comandado por David Canabarro e apoiado pela Marinha de Garibaldi proclama em Santa Catarina a República Juliana. Neste mesmo ano a capital da República rio-grandense passa a ser Caçapava.

1841 – A capital passa a ser Alegrete.

1842 – Bento Gonçalves, no começo deste ano, se bate de frente com Onofre Pires, que morre. Após o duelo Bento Gonçalves entrega o governo e o comando do exército republicano.

1845 – A 28 de fevereiro os farrapos assinam a paz com o Império do Brasil no acampamento do Ponche Verde, em Dom Pedrito.

1847 – Morre Bento Gonçalves da Silva, em Pedras Brancas, hoje Guaíba.

1851 – Antigos farrapos, ao lado de seus ex-inimigos, agora todos fazendo parte do exército imperial brasileiro, derrotam o ditador Rosas na Argentina.

1864 – Os gaúchos tomam parte na invasão do Uruguai e na derrota de Oribe.

1865 – Em conseqüência da guerra no Uruguai, o ditador paraguaio Francisco Solano Lopes, declarando guerra ao Brasil, invade o RS, em São Borja. Começa a chamada Guerra do Paraguai. Nesse mesmo ano o Brasil faz aliança com o novo governo Uruguaio e com a Argentina e os paraguaios invasores são cercados em Uruguaiana, onde se rendem às tropas da Tríplice Aliança.

1868 – Começa o movimento messiânicos dos Mukers, em Sapiranga, liderado por Jacobina Mauer.

1870 - Termina a Guerra do Paraguai com a morte de Francisco Solano Lopes. Mais de 1/3 das tropas brasileiras era constituído por gaúchos, inclusive velhos heróis de 35, como David Canabarro e Antonio de Souza Neto.

1874 – Os Mukers, depois de três ataques do exército brasileiro e da Guarda Nacional, são finalmente derrotados.

1875 – Começa a imigração italiana no RS, estes passaram a ocupar as encostas da Serra.

1880 – Começa no RS a propaganda republicana brasileira, aproveitando os antigos símbolos farrapos.

1888 – A abolição da escravatura é proclamada no Brasil. O negro veio para o pampa em 1726, com a frota de João de Magalhães.

1889 – É proclamada a República no Brasil. No RS o homem do momento é Júlio de Castilhos (republicano). Deixa de existir Províncias e passam a chamar-se Estados.

1893 – Começa a Revolução Federalista contra o Governo Republicano chefiado por Júlio de Castilhos. Os revolucionários (federalistas) eram os maragatos. Os que eram a favor do governo usavam o lenço branco, mais raramente o verde, chamados de Pica-paus.

1895 – Assinada a paz entre Maragatos e Pica-paus termina a chamada Revolução de 93.

1897 – É finalmente vencida a resistência de Canudos na Bahia. A vitória só foi alcançada com uma carga de lanças dos cavalarianos gaúchos do Coronel Carlos Teles, de Bagé.

1902 – O movimento messiânico conhecido como “Os monges do Pinheirinho”, em Encantado é massacrado pela Brigada Militar.

1917 – Funda-se o primeiro frigorífico no RS.

1923 – A Aliança Liberal, chefiada por Assis Brasil, deflagra uma revolução contra o governo Republicano de Borges de Medeiros. Novamente lutam nas coxilhas gaúchas maragatos e governistas, mas estes agora, são chamados de Chimangos. A paz só é alcançada no fim do ano no Castelo de Assis Brasil, em Pedras Altas, Pelotas.

1924 – Jovens tenentes liderados pelo Capitão Luiz Carlos Prestes levantam nas Missões militares e civis contra o governo brasileiro, de Artur Bernardes. Vai começar a odisséia da Coluna Prestes.

1930 – Chimangos e maragatos marcham lado a lado na revolução que derruba o presidente brasileiro Washington Luiz e coloca no poder Getúlio Vargas.

1932 – Revolta em São Paulo e no RS contra o governo de Getúlio Vargas.

1935 – Começa no Lagoão, município de Soledade, o movimento messiânico conhecido como “Os Monges Barbudos do Lagoão”.

1937 – O RS tenta resistir à ditadura de Getúlio Vargas, mas o Presidente do Estado, Flores da Cunha, prefere evitar o banho de sangue e se asila em Montevidéu. Instalada a ditadura varguista, é proibido nos Estados o uso de símbolos estaduais.

1938 – “Os Monges Barbudos do Lagoão” são trucidados pela Brigada Militar.

1945 – O ditador Getúlio Vargas é derrubado, volta a democracia e o RS recupera os seus símbolos estaduais.

Contribuição: Caroline Scariot - 2ª Prenda do RS

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Estuda, tchê: História do MTG


A história do Movimento Tradicionalista Gaúcho pode ser contada a partir de vários momentos. Alguns reconhecem como ponto de partida a fundação do Grêmio Gaúcho, por Cezimbra Jacques, em 1889. Outros, a ronda gaúcha, no Colégio Julio de Castilhos, de 1947. Ainda há quem defenda como marco inicial a fundação do 35 CTG, em abril de 1948 ou a realização do 1º Congresso Tradicionalista Gaúcho, em 1954, ou, ainda, a constituição do Conselho Coordenador, em 1959. Tenho comigo que, seja qual for o ponto de partida, o importante é que, em 1966, durante o 12º Congresso Tradicionalista Gaúcho realizado em Tramandaí, foi decidido organizar a associação de entidades tradicionalistas constituídas, dando-lhe o nome de Movimento Tradicionalista Gaúcho, o MTG.

Assim é que, desde 28 de outubro de 1966, a Instituição se tornou conhecida como MTG.
Muitas pessoas contribuíram para que o MTG se tornasse uma organização reconhecida e respeitada. Nas atividades diárias, nos congressos e convenções, nos eventos de âmbito estadual, nos debates sobre a história, música, folclore, cavalgadas, fandangos, jovens, família, valores, princípios, crenças e tudo o mais que fascina os tradicionalistas, destacaram-se figuras importantes do movimento, tais como Manoelito de Ornellas, Glaucus Saraiva, Hugo da Cunha Alves, Guilherme Schults Filho, Gerciliano Alves de Oliveira, Ieno Severo, Vasco Mello Leiria, Cyro Dutra Ferreira, Helio Moro Mariante, Luiz Carlos Barbosa Lessa, João Carlos Paixão Cortes, Wilmar Winck de Souza, Lilian Argentina, Edson Otto, entre tantos.

No ano de 2016, comemoraremos cinco décadas de uma entidade que está entre as maiores da sociedade brasileira. São quase 1700 entidades juridicamente constituídas e quase um milhão de associados. Um fabuloso exército de pessoas que acreditam nas mesmas coisas e se dedicam aos mesmos fazeres culturais.

O MTG é um orgulho do Rio Grande do Sul, não só pela estrutura que possui no Estado, mas pela dimensão mundial que tomou. No Brasil temos oito federações e uma Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha. No exterior há mais de 20 núcleos em que a cultura, a história e os costumes do Rio Grande são vivenciados diariamente. A Confederação Internacional da Tradição Gaúcha reúne Brasil, Argentina e Uruguai na mesma ideia de preservação da cultura gauchesca.

Ao longo da sua história, o MTG funcionou em três endereços, sempre em Porto Alegre: na Rua dos Andradas, próximo do Gasômetro, no Centro Administrativo do Estado e na rua Guilherme Schell,60 local onde possui sua sede atual. Esta sede foi doada ao MTG pelo Governo do Estado, sendo que a construção foi obra do trabalho e esforço dos tradicionalistas liderados pelo presidente Dirceu de Jesus Brizzola. A inauguração ocorreu em dezembro de 1998.

Fonte: MTG.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

19º Rodeio Crioulo de Nova Bassano

Olá olá pessoal!

É com grande satisfação que divulgamos a realização do 19º Rodeio Crioulo de Nova Bassano, organizado pelo CTG Pousada do Imigrante, juntamente com o Poder Publico Municipal.

O evento será realizado nos dias 1º, 2, 3 e 4 de março de 2018, no Parque Municipal de Rodeios do município.

Maiores informações em: Facebook.
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Participe!!!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Estuda, tchê: Histórico dos Congressos


É inegável a importância dos congressos tradicionalistas para a criação de um "sistema" organizado do tradicionalismo gaúcho. Se a criação do "35" CTG foi a grande largada para o Movimento Tradicionalista Gaúcho, gerando o aparecimento dos CTGs em todos os rincões, o primeiro Congresso foi o

passo inicial para a formação de uma federação destes CTGs. Sem os congressos tradicionalistas não haveria condições de serem estabelecidos e mantidos padrões homogêneos, princípios comuns e a fundamental troca de experiências e interação entre as entidades que surgiram, muitas vezes, sem saber exatamente o que fazer. Podemos dizer que os congressos foram e, continuam sendo, a argamassa que possibilitou a edificação do MTG.

Na cidade de Pelotas, Fernando Brockstedt, Ubirajara Timm e Oswaldo Lessa da Rosa convocaram uma Assembleia Tradicionalista, que foi realizada em dezembro de 1952, com a presença de representantes de sete Centros de Tradições Gaúchas. Neste encontro ficou aprovada a ideia de realizar um Congresso Tradicionalista e criar uma federação de entidades tradicionalistas do Rio Grande do Sul.

Fernando Brockstedt trabalhou na elaboração do anteprojeto do estatuto dessa federação e distribuiu cópias aos CTGs que participaram da assembleia em março de 1953. Era o primeiro passo para o Io Congresso, bem como da criação do MTG, que se concretizaria somente 14 anos depois.

Simultaneamente espalhou-se através da imprensa para todo o Estado, a realização do pretendido congresso. Em Erechím, o professor Hugo Ramírez havia fundado o CTG Galpão Campeiro, em Bagé, Jaime Tavares causava entusiasmo com o CTG 93. Rapidamente outras entidades eram fundadas: Cachoeira do Sul, Piratini, Soledade, São Lourenço do Sul, Farroupilha, Rio Grande (reerguimento do Mate Amargo entidade fundada em 1934), Pinheiro Machado, Porto Alegre (Estância da Amizade), Quaraí, Cacequi, Júlio de Castilhos, Rio Pardo, Esteio, São Gabriel, Canela, São Francisco de Assis, entre outros.

O jornalista Sady Scalante, da União Gaúcha, nesta ocasião, transferiu-se de Pelotas para Porto Alegre e passou a liderar os preparativos. Foi agendada para novembro de 1953, em Rio Pardo, uma segunda Assembleia Tradicionalista, que se realizou no CTG Fogão Gaúcho Rio-pardense.

Nesta assembleia surgiram as primeiras dificuldades, especialmente no transporte e hospedagem dos participantes. Emílio Rodrigues, do Ponche Verde CTG, disse que Santa Maria assumiria o evento. Ficou então decidido que seria em Santa Maria, no Ponche Verde CTG, com o apoio do CTG Mate Amargo de Rio Grande, CTG Sepé Tiaraju de São Lourenço do Sul e CTG Lalau Miranda de Passo Fundo. Como organizador, a União Gaúcha de Pelotas.

Barbosa Lessa reuniu-se em dezembro de 1953 com Sady Scalante, Emílio Rodrigues e Fernando Brockstedt, ponderando que o "35" CTG, como pioneiro e por localizar-se na capital, não poderia ficar de fora da organização. Assim, procuraram um dos intelectuais mais conceituados do momento, Manoelito de Ornellas. Do encontro resultou a formação de uma comissão organizadora de cinco membros: Manoelito de Ornellas e Walter Spalding ("35" CTG), Sady Scalante e Luiz Alberto Ibarra (União Gaúcha de Pelotas) e Emílio Rodrigues (Ponche Verde CTG). De imediato marcaram a data do Congresso para o período de 2 a 4 de julho de 1954.

O 1º Congresso Tradicionalista Gaúcho, que aconteceu em Santa Maria, no ano de 1954, não foi um simples encontro dos 38 CTGs existentes na época, foi muito mais, pois reuniu mentes brilhantes como Manoelito de Ornellas, Luiz Carlos Barbosa Lessa, Luis Alberto Ibarra, Getulio Marcantonio, Lauro Rodrigues, Hugo Ramirez, Ruy Ramos, Paixão Cortes e muitos outros. Neste congresso de 1954 foram apresentadas teses que transcendem o tradicionalismo, como a de Barbosa Lessa: “O sentido e o valor do tradicionalismo”, ou “a importância da reforma agrária”, de Ruy Ramos, ou mesmo, “Os valores morais do Gaúcho”, de Oswaldo Lessa da Rosa. Foi no primeiro congresso que Getulio Marcantonio apresentou a moção para a criação da carta de princípios, sete anos dela ser ajustada definitivamente. E nesse tempo, Glaucus Saraiva nem fazia parte do grupo que iria elaborar o documento máximo do movimento Tradicionalista. Também foi nele que Fernando Brockstedt, da União Gaúcha de pelotas apresentou a ideia de uma federação para unir os CTGs do estado. 

Manoelito de Ornellas, em seu discurso de abertura do 1º Congresso, o qual foi presidente, dizia: “Vamos dar aos nossos centros finalidades mais amplas no campo moral e do espírito? Torne-mo-los escolas práticas de civismo e moral, pelo premio dos aplausos às virtudes reveladas e pelo ensinamento constante de quanto possa dar a nossa gente um nível mais alto de espírito e uma mais solida estrutura de caráter. Cada centro poderá ser um núcleo de irradiação cultural, no ensino da historia, da caracterização do nosso folclore, no estudo da literatura e na prática do teatro.” Frase do Manoelito de Ornellas: “Os gestos desses moços tem outra transcendência que um simples exibicionismo bairrista ou a satisfação de uma reles fantasia regional”.

Fonte: MTG.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Vem aí o 21° Rodeio Crioulo de Marau

É nos dias 22, 23 e 24 de fevereiro que acontece mais um Rodeio Crioulo de Marau/RS. A 21ª edição do evento dará mais de 50 mil reais em prêmios!!!

Participe!





quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Estuda, tchê: O Grupo dos 8

Introdução

No fim da II Guerra Mundial, o mundo ocidental, encontra-se com grande influência exercida pela posição dos Estados Unidos. Tornou-se, assim, o principal centro de irradiação da moda, cultura e as elites urbanas, principalmente os jovens, começaram a imitar o americano “way of life”.

Com rapidez, a juventude voltava as costas para as suas raízes culturais, e os intelectuais rio-grandenses demonstravam sua insatisfação com aquele estado de coisas, e tinham a consciência que as pressões do modismo americano sufocava a cultura local, o Rio Grande, de resto, o mundo todo.

O Brasil estava saindo da ditadura de Getúlio Vargas, que havia amordaçado a imprensa, prejudicava o desenvolvimento e prática das culturas regionais. Com isso, perdia-se o sentimento de culto às tradições, nossas raízes estavam ao esquecimento, adormecidas, reflexo da proibição, demonstrações de amor ao regional. Bandeiras e Hinos dos estados foram simbolicamente queimados em cerimônia no Rio de Janeiro e, diante de tudo isso os gaúchos estavam acomodados àquela situação, apáticos, sem iniciativa.


Grupo dos 8

Em agosto de 1947, em Porto Alegre, eclodiu forte uma proposta de esperança de liberdade e o amor à terra tinha vez e lugar. Jovens estudantes, oriundos do meio rural, de todas as classes sociais, liderados por Paixão Côrtes, criam um Departamento de Tradições Gaúchas no Colégio Júlio de Castilhos, com a finalidade de preservar as tradições gaúchas, mas também de desenvolver e proporcionar uma revitalização da cultura rio-grandense, interligando-se e valorizando no contexto da cultura brasileira. Dentro deste espírito é que surge a criação da Ronda Crioula, estendendo-se do dia 7 ao dia 20 de setembro, as datas mais significativas para os gaúchos.

Entusiasmados com a idéia procuraram a Liga de Defesa Nacional e contataram o Major Darcy Vignolli, responsável pela organização das festividades da “Semana da Pátria”, expressaram o desejo do grupo de se associarem aos festejos, propondo a possibilidade da retirada de uma centelha do “Fogo Simbólico da Pátria” para transformá-la em “Chama Crioula”, como um símbolo da união indissolúvel do Rio Grande à Pátria Mãe, e do desejo de que a mesma aquece o coração de todos os gaúchos e brasileiros durante até o dia 20 de setembro, data magna especial. Nessa oportunidade, Paixão recebeu o convite para montar uma guarda de gaúchos pilchados em honra ao herói farrapo. David Canabarro, que seria transladado de Sant’Ana do Livramento para Porto Alegre.

Paixão Côrtes, para atender o honroso convite, reuniu um piquete de oito gaúchos pilchados e, no dia 5 de setembro de 1947, prestaram a homenagem a Canabarro. Esse piquete hoje conhecido como o Grupo dos Oito, ou Piquete da Tradição. Primeira semente que seria seguida no ano seguinte, na criação do “35” CTG.

Antonio João de Sá Siqueira, Fernando Machado Vieira, João Machado Vieira, Cilço Campos, Ciro Dias da Costa, Orlando Jorge Degrazzia, Cyro Dutra Ferreira e João Carlos Paixão Côrtes, seu líder. Durante o cortejo, o “Grupo dos Oito”, os jovens estudantes, conduziam as bandeiras do Brasil, do Rio Grande e do Colégio Júlio de Castilhos

Fonte: MTG.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Cantinho Gaúcho entrevista: Cristine Flores

Bom diaaa amores!!!

Voltamos hoje com mais uma entrevista super especial!!! Hoje é Cristine Flores, dançarina e instrutora que coleciona títulos e uma experiência vasta nos mais diversos festivais de dança, inclusive internacional, que nos conta um pouquinho da sua história e conquistas.

Dançarina da Invernada Veterana do GAN Ivi Maraé - 2016

Vamos conferir?

1. Olá Cristine! É um orgulho imenso poder contar com a tua participação aqui no Blog. Queremos saber um pouco mais sobre a tua história... quando e onde você se tornou uma Tradicionalista ativa?
Bem, minha vida junto ao tradicionalismo iniciou em 1994, quando pelo convite de uma grande amiga fui conhecer o “ensaio” do grupo de danças dela. Desde cedo tive intimidade com a dança, primeiro o ballet, depois jazz, e então, ao ser apresentada para o mundo "ctgegístico", troquei as sapatilhas de ponta pela sapatilha de prenda... e esse primeiro contato foi no CTG Paulo Serrano, aqui em São Leopoldo.

Turnê pela China com o CTG Aldeia dos Anjos - 2009

Turnê pela China com o CTG Aldeia dos Anjos - 2009

2. Durante estes longos anos com um super envolvimento no Movimento, houve algum momento de destaque na tua trajetória? Algo que queiras compartilhar com a gente, em especial?
Ao longo de todos esses anos estive sempre em contato direto com a dança... foi “ela “ quem me fez escolher minha profissão, é pra “ela” a quem devo minhas melhores amizades, foi “ela” que me trouxe meu grande amor, e junto “dela” conheci o mundo...
Alguns momentos especiais marcaram ainda mais minha trajetória, dentre elas, em 2007 a conquista do quinto lugar do Estado, representando o GAN Ivi Maraé, em 2009 minha primeira viagem internacional, uma turnê de shows de 40 dias pela China, representando o CTG Aldeia dos Anjos, entidade onde realizei um dos maiores sonhos de dançarina, que foi ser campeã do ENART nesse mesmo ano, além de viver momentos inesquecíveis nessa entidade que sempre admirei, respeitei e almejei fazer parte, e que foi a maior e melhor escola que eu podia ter...
Em 2013 conquistei meu primeiro título Estadual como instrutora, com o grupo Juvenil do CTG M'Bororé, entidade que me acolheu, me respeitou, incentivou, e me fez viver quatro anos consecutivos, a maior das conquistas, nosso Tetra Campeonato no JUVENART!!! Inesquecível!!!
E não poderia deixar de lembrar o reencontro dos meus grandes amigos, agora alunos e colegas de palco, dez anos depois de um lindo trabalho na fase adulta, remontamos nosso grupo, agora , em outra categoria, mas com o mesmo amor, mesmo brilho no olho. Nasceu em 2016, a nossa Veterana do GAN Ivi Maraé, a qual eu instruo, e me realizo dançando!

Conquista do 5º lugar no ENART 2007, como dançarina e ensaiadora 
do GAN Ivi Maraé

Primeiro título Estadual como dançarina do CTG Aldeia dos Anjos
ENART 2009

3. Todos sabemos que a tua experiência é muito vasta e inigualável, principalmente em número de participações em festivais Estaduais, tanto como dançarina quanto instrutora. Como tu vês este crescimento das mulheres a frente dos grupos e também entidades? Ainda sente que apesar de todo o empoderamento praticado nos últimos anos, existe diferença e desvalorização no trabalho feminino?
Olha, eu sempre fui muito respeitada, valorizada, e bem-quista tanto nas entidades que trabalho, quanto pelas pessoas que apenas conhecem meu trabalho.
Hoje sabemos que nos grupos onde se consegue agregar uma instrutora mulher no seu trabalho, o resultado é outro. Em nosso meio existem grandes líderes homens, ótimos instrutores, mas, os resultados mais significantes e diferenciados, são divididos com uma mulher... seja ela a esposa, uma das dançarinas do grupo ou uma pessoa de fora. É notório o toque feminino na lapidação do grupo, principalmente para as dançarinas. Cada vez mais é evidente e fundamental a “parceria” de uma instrutora junto à instrução masculina nos grupos... isso se deve pois nenhum homem demostra com naturalidade os trejeitos da dança feminina, assim como uma instrutora mulher, jamais fará um sapateio com a mesma destreza de um instrutor homem. Sábios são aqueles que conseguem ver suas limitações e buscam ajuda no sexo oposto... são assim nossos maiores exemplos dos grupos campeões!

Primeiro título como Instrutora da Invernada Juvenil do CTG M'Bororé
JUVENART 2013

Bi Campeã como Instrutora da Invernada Juvenil do CTG M'Bororé
JUVENART 2014

4. O teu trabalho, com certeza unido a muita dedicação dos dançarinos e apoio das entidades que trabalha, vem rendendo inúmeras conquistas. Qual o teu maior objetivo enquanto tradicionalista, e qual o segredo do sucesso?
A dedicação dos dançarinos e o apoio das entidades que trabalho, é a única maneira de ver meu trabalho dar resultado. Isso aliado a muito trabalho, ensaio e  renúncias, acho que podemos dizer que é o segredo do sucesso.
Já realizei todos meus sonhos como dançarina e como instrutora... e toda vez que um aluno meu sentir orgulho de levar adiante nossas danças, ter amor e ser feliz dançando, só me faz ver que valeu a pena. Nesse mundo de maldades e maus exemplos saber que teu filho(a) está num ambiente familiar, saudável e onde os pais podem acompanhar as atividades, a vida tradicionalista para nossos jovens sem dúvida é a melhor escolha. É pra isso e por isso que me dedico dentro e fora do palco para que cada vez mais nossos jovens tenham tanto amor quanto eu tenho pela nossa dança!

Tri Campeã como Instrutora da Invernada Juvenil do CTG M'Bororé
JUVENART 2015

Tetra Campeã como Instrutora da Invernada Juvenil do CTG M'Bororé
JUVENART 2016

Comemorando o Tetra Campeonato no JUVENART 2016

5. O Movimento Tradicionalista Gaúcho acabou de completar 50 anos de história... Então pergunto: tu acreditas que o futuro do Tradicionalismo está em boas mãos? Como tu vês a participação dos jovens no Movimento?
Se dependermos dos nossos jovens tradicionalistas, cheios de energia, ideias, e muito talento, nosso futuro junto ao Movimento está garantindo.
Um grande exemplo disso é a nossa Primeira Prenda Mirim do Estado, Cecília Scholz, essa menina que traz uma bela herança tradicionalista de família, a qual eu tenho o privilégio de conviver.
Quem, assim como eu, já conversou com ela, sabe do que estou falando... personalidade forte, uma criança que sabe os bons valores, sabe onde quer chegar, de uma inteligência invejável, impossível não contribuir com o futuro do nosso tradicionalismo. Se depender de jovens como ela, podemos ficar felizes pois o que já é bom, só tende a melhorar!

Com o marido Rafael Martins

6. Finalizando, só tenho a agradecer pela disponibilidade em estar participando deste ciclo de entrevistas aqui no blog. É muito importante podermos contar com histórias de pessoas que fizeram e ainda fazem uma bela história em nosso Movimento. Obrigada!
Eu que me sinto lisonjeada em fazer parte desse projeto, e poder contar pouquinho da minha história tradicionalista é gratificante!
Obrigada pelo carinho e vida longa para o nosso Movimento!!!

E aí, gostaram? Eu amei!!!
Deixa o teu recadinho aqui nos comentários pra Tine... ela vai adorar!

Beijos, e ótima semana a todos!!!