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terça-feira, 14 de agosto de 2018

Sobre representatividade - Por Jéssica Thaís Herrera


"Por tantos momentos que me inspiraram e inspiram, falo em perseverança: palavra que me inspira a continuar, a permanecer e a insistir naquilo que acredito. Permitimo-nos viver momentos que exigem discernimento, compostura e responsabilidade, no entanto, está na hora de colocarmos em prática aquilo que aprendemos vivendo estes momentos. Hoje me vejo nessa situação e não interpreto como um problema, mas sim como uma oportunidade de amadurecer e de desenvolver a sagacidade. E é dessa maneira que desejo que a juventude tradicionalista enxergue e atue frente às dificuldades e às cobranças. As pessoas esperam muito de nós e nós (não podemos negar) esperamos muito das pessoas. Por isso, é hora de reafirmar não só a força, a vitalidade e a capacidade, mas também a RESPONSABILIDADE dos jovens para com a causa tradicionalista. E, sobretudo, é hora de nós, jovens tradicionalistas, assumirmos esta responsabilidade e todo o espaço que nos tem sido devolvido dia após dia.

Podemos e devemos ter opinião própria formada.
Podemos e devemos refletir sobre decisões. 
Podemos e devemos ser ativos. 
Podemos e devemos falar sobre política. 
Podemos e devemos falar sobre propostas. 
Podemos e devemos falar sobre visões. 
Podemos e devemos refletir sobre o futuro do Movimento Tradicionalista Gaúcho.

É preciso relembrar de nossa Carta de Princípios, é preciso relembrar da essência, do amor, da união. É preciso relembrar que além-posicionamentos, estamos JUNTOS colocando em marcha nossas tradições, nossos princípios e nossos valores. Somos militantes de uma causa, somos transformadores sociais e culturais, somos a representatividade.

Somos inspiração para tantos, mas buscamos nos mais experientes nossas inspirações: a chamada reação em cadeia. É na união das gerações que encontramos o fortalecimento e a segurança para podermos realizar as nossas ações, as nossas decisões e as nossas resoluções. O desenvolvimento do meu amadurecimento e da minha sagacidade me oportunizaram estar fortalecida e acreditada na força da nossa juventude tradicionalista. Por isso, sigo a falar sobre a perseverança (que desencadeia a esperança, a insistência, o caráter e a tenacidade) e desejo a nós, jovens, nada menos que coragem, serenidade e ponderação em nossos caminhos, em nossas tribulações e em nossas atitudes.

1ª Prenda do Rio Grande do Sul"

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Palavra de Prenda: Tauane Gisele Rinker

Bom dia, bom dia!!!

Vamos seguindo por aqui com mais publicações na série "Palavra de Prenda/Peão".
Estamos esperando a tua participação também... não deixe de contar pra gente a tua história, tuas ideias, e todo o teu amor pelo Rio Grande!

Vamos conhecer hoje Tauane Gisele Rinker, esta prendinha que vem lá da cidade de Parobé nos contar um pouquinho sobre a sua trajetória!


"Minha trajetória começou em 2014, na minha amada entidade CTG Querência Azaléia. Desde cedo eu já queria participar do tradicionalismo, mas minha mãe nunca tinha 'tempo' pra me levar em um CTG, e eu já não tinha mais meu velho pai junto à mim.

No início foi fácil, pois os ensaios eram pela manhã, e eu tinha duas amigas que me acompanhavam, mas no decorrer do tempo fui a única que restou e, mesmo sem ninguém, continuei dançando.

Passou-se então um ano e alguns meses, quando descobri que havia passado para a invernada Mirim, e foi aí que tudo complicou um pouco, mas como eu era insistente, continuei.

Um mês depois fui para a juvenil, quando tudo complicou de vez, eu era tímida, não conversava com ninguém, e como eu voltaria pra casa se não tinha amizade???

Isso mesmo... a pé, eram 23hrs eu estava chegando em casa, muitas vezes com chuva, mas com a proteção do Patrão lá de cima!


Iria concorrer a prenda Juvenil no ano de 2016, mas ocorreu alguns problemas e não consegui participar, mas hoje, com 16 anos e com muito orgulho represento minha entidade como 1ª Prenda. Nunca desisti, sempre fui persistente, teimei com minha mãe, até hoje em algumas ocasiões eu tenho que 'fugir' dela pra estudar sobre nosso Rio Grande do Sul, pra dançar, sempre tem um jeito, mesmo ouvindo 'isso não te leva a lugar nenhum','tu não vai conseguir',' isso não vai te dar futuro', mas eu sempre tenho na mente que NINGUÉM pode me roubar o conhecimento!

Mesmo com muitos problemas, eu abracei o tradicionalismo e não irei largar, e apesar de muitos motivos para desistir eu ainda estou de pé.
 
Creio que a família seja base de tudo, ela é muito importante no meio tradicionalista, e mesmo sabendo que minha família não me apoia, eu construí uma nova família, a família Querência Azaléia. É ela que me apoia em tudo, sou eternamente grata ao tradicionalismo por ter me proporcionado uma oportunidade dessas!

Cada vez que eu piso em um tablado, cada vez que damos nosso grito de guerra, quando eu danço, eu me sinto longe de todos os problemas, eu esqueço do mundo, me vejo livre, cada suor, cada lágrima que é derramada tem seu valor e sua história, tudo, exatamente tudo valerá a pena.


Se tua família te apoia, valorize muito isso, porque é fundamental na vida! Jamais perca tua essência, por mais que haja desmotivação, saiba que tu consegue alcançar teus sonhos, mas nunca, em hipótese nenhuma desista!

Sei que eu terei minha família, e que eu poderei dar a ela tudo o que não ganhei!
Viva ao tradicionalismo!
Tauane Gisele Rinker,
1ª Prenda do CTG Querência Azaléia."

Tauane, fico muito emocionada e lisonjeada em conhecer histórias como a tua.
Tu representas toda a garra, disposição e amor que o nosso Rio Grande merece, e são tradicionalistas como tu que escreverão os próximos cinquenta anos do nosso Movimento.
Parabéns por toda a tua persistência! Torço muito para que tua família saiba um dia te valorizar como a grande tradicionalista que és. Não desista NUNCA!

Um beijo.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Palavra de Prenda: Milena Guerreiro

Bom dia, segunda!

Pra começarmos a semana com pé direito, vamos diretamente para mais uma participação especial na série de publicações "Palavra de Prenda/Peão".

Hoje vamos conhecer a querida Milena Guerreiro, que vem lá da região Missioneira.


"Saudações Tradicionalistas.

Sou Milena Guerreiro, tenho 13 anos sou natural de Santo Antônio das Missões - RS. Atualmente estou no encargo de 3° Prenda Juvenil do CTG Porteira das Missões, 3ª RT.

Quando pequena nunca convivi dentro dos CTG 's, sempre tive vontade de entrar para a invernada dente de leite do CTG de minha cidade e também sempre tive vontade de concorrer nos concursos de Prenda, mas foi somente no ano de 2017 que minha trajetória dentro do tradicionalismo iniciou, quando me convidaram para fazer parte da invernada Juvenil do CTG Porteira das Missões, minha entidade mãe. Fiquei imensamente alegre e aceitei.

No começo era muito tímida por ser a primeira vez em uma invernada, mas ao longo do tempo fui me encantando cada vez mais, contava os dias para os ensaios e para as apresentações, então cada uma delas era uma emoção diferente.

No mesmo ano, ouvi falar que aconteceria o Concurso de Prendas em minha entidade, fiquei entusiasmada com a ideia e decidi participar.


Não tinha nenhuma experiência em Concurso de Prenda, mas decidi que iria participar e dar o meu melhor, foram dias e noites de estudos, ensaios e muita preparação, contava os dias para chegar logo o concurso, era a primeira vez que eu estava dando um passo para um sonho que até agora não consigo acreditar: Fui agraciada com o título de 3ª Prenda Juvenil do CTG Porteira das Missões.

Estava tudo apenas começando, um turbilhão de pensamentos e expectativas passavam em minha mente, passei por várias dificuldades, injustiças, e a vida de prenda está longe de ser fácil!
Mas fui com pensamento positivo, realizei meus projetos com muito amor e carinho, sempre buscando agregar pessoas para o nosso Movimento Tradicionalista.

Tive apoio de pessoas muito especiais que viveram comigo este sonho. Esta conquista é conjunta, o título que carrego no peito é também de todos aqueles que depositaram sua confiança em mim, afinal, sozinho até podemos ir mais rápido, mas juntos podemos ir mais longe.

Era chegada a hora do Concurso de Prendas e eu, uma menina tímida de poucos sorrisos, estava completamente nervosa, porém realizada. Vivenciar tudo aquilo foi um trabalho bem árduo, houve choro, cansaço, desânimo, mas nada era maior do que a vontade de me tornar prenda e representar minha entidade e a mulher gaúcha.

Tenho muita certeza quando falo que o Tradicionalismo abre portas, une gerações, nos proporciona muitas coisas boas.

No momento em que me tornei Prenda, me senti feliz por poder representar a força da mulher gaúcha que luta por seus sonhos. Lutar por este ideal é incrível, maravilhoso, e uma responsabilidade.

Os sonhos ainda são longos, não param por aí, sigo com força e a certeza que não há nada melhor e mais gratificante do que tudo que o Tradicionalismo nos oferece e nos proporciona.

Espero ver as futuras gerações cultivando as nossas tradições com muito orgulho.

'Ah! Este meu sonho de Prenda
Que se transforma em canção
Tenho a alma bem gaúcha
E o pago no coração...'
Um grande abraço, 
Milena Guerreiro, 3ª Prenda Juvenil
CTG Porteira das Missões"

Milena, parabéns por acreditar em teus sonhos e fazer deles realidade! Com certeza tens um caminho lindo a trilhar em nosso Movimento, e muito obrigada por compartilhar conosco a tua história!

Um grande abraço ;*

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Palavra de Prenda: Milena Prockt

Bom diia, amigos!!!

É com muita alegria que hoje voltamos com a série de publicações intituladas "Palavra de Prenda/Peão", onde tradicionalistas podem expor suas experiências, sonhos, angústias... é uma fonte totalmente aberta para falamos sobre tradicionalismo!

Divida conosco a tua trajetória e os teus pensamentos!
Te receberemos com muito carinho!!!

Pra darmos início a esta nova temporada, contamos com a participação de Milena Prockt, que vem lá da 2ª RT para nos falar um pouquinho sobre a sua trajetória.


"Saudações Tradicionalistas!

Sou Milena Prockt, tenho 17 anos e sou natural de Butiá-RS. Atualmente, estou no encargo de 1ª Prenda Juvenil da 2ª Região Tradicionalista e diretora do Departamento Jovem da mesma.

Sempre convivi dentro dos CTG'S, meus pais são tradicionalistas e sempre tiveram vontade que eu participasse, mas foi somente no ano de 2015 que minha trajetória dentro do Tradicionalismo iniciou, quando decidi entrar para a invernada juvenil do CTG Vaqueanos da Querência, minha entidade mãe.

No começo a timidez tomava conta, mas depois fui me encantando cada vez mais, eu contava os dias para os ensaios e cada apresentação era uma emoção diferente.

Pois foi no ano seguinte, que ouvi boatos de que teria uma Ciranda Cultural de Prendas em minha entidade, fiquei entusiasmada com a ideia, pois faziam-se muitos anos que não se tinha uma Ciranda por lá, não exitei e decidi participar!

Não tinha experiência em cirandas, mas decidi que daria o meu melhor, foram dias e noites de estudo, ensaios e muita preparação, o coração batia forte, era a primeira vez que eu estava dando um passo para um sonho que hoje, reflito e as vezes não consigo acreditar. Quando fui agraciada com o título de 1ª Prenda Juvenil do CTG Vaqueanos da Querência, eu decidi que queria voar mais alto, sonhar mais longe... estava tudo apenas começando e um turbilhão de pensamentos e expectativas passavam em minha mente, passei por inúmeras dificuldades, injustiças, realmente a vida de prenda está longe de ser fácil! Mas fui com fé, pensamento positivo, realizei meus projetos, promovi eventos, tudo com muito carinho, sempre buscando agregar pessoas para o Movimento, que assim como eu, puderam ter a oportunidade de sentirem acolhidas.

Tive apoio de pessoas muito especiais em minha caminhada e sou grata a cada uma delas, não cito nomes por medo de esquecer. 


Inverno, junho de 2017, era chegada a hora da Ciranda Regional e a menina tímida de poucos sorrisos se sentia nervosa, porém realizada, vivenciar este sonho foi um trabalho muito árduo, mas que sem dúvida nenhuma valeu a pena, houve cansaço, choro, desânimo, mas nada disso era maior do que a minha vontade de crescer, me doei de corpo e alma por esta causa, algo que para mim se tornou mais que especial. E o sonho continuava, depois de um ano inteiro de altos e baixos eu consegui! Hoje represento orgulhosamente minha região, meu município e minha entidade.

Tenho convicção de que o Tradicionalismo abre portas, une gerações, a partir do momento em que me tornei verdadeiramente uma Prenda, me senti livre e feliz, representando a força da mulher gaúcha, assim como todas nós, prendas, que lutam diariamente por seus sonhos, sem deixar o carisma e a essência da mulher do nosso Rio Grande.

Lutar por este ideal é incrível, é uma responsabilidade que gosto de ter, ser tradicionalista é ser soldado do movimento.

A jornada de sonhos é longa, não para por ai, sigo com a força, e com a certeza de que não há nada melhor do que a convivência sadia e os movimentos mágicos que o tradicionalismo nos proporciona!

Deixo a mensagem a todos que tem este sonho, não tenham medo de correr atrás, não meçam forças, tudo podemos naquele que nos Fortalece!

Espero que futuramente o nosso movimento siga invicto, com mais um cinquentenário, até a eternidade. Espero também, ver as futuras gerações cultivando as nossas tradições com o mesmo orgulho e o brilho no olhar que herdamos dos jovens de 47, que continuemos buscando honrar nosso povo e lutar por nossos princípios!!!

Um grande Beijo!"

Milena, muito obrigada pela linda participação em nosso Cantinho.
Parabéns pela tua trajetória, continues sempre lutando por teus sonhos e acreditando em um mundo de realizações!

Um forte abraço, com carinho.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Palavra de Peão: Leonardo Pinheiro

Bom dia, amigos!

Já no clima do Dia das Crianças, recebemos um texto super bacana de Leonaro Pinheiro!
Hoje é ele quem participa do quadro "Palavra de Peão", espaço aberto a peões e prendas que queiram compartilhar conosco as suas ideias.

Bora conferir?

"Crianças: O Berço do Tradicionalismo.

A criança traz em seu olhar a ingenuidade, a simplicidade e o encanto da vida. E criança é assim... Corre, brinca, lambuza-se, suja-se, não tem preconceitos, vive o lado bom e vê sempre o melhor dos seus semelhantes.... Não se importa com bens materiais, dinheiro ou status. E onde perdemos essa ingenuidade? Por que nos tornamos adultos alienados? Vivemos presos em nossas rotinas, trabalhos, relacionamentos, o querer sempre mais e mais, e nisso perdemo-nos em nós mesmos, as nossas essências. Às vezes pergunto-me: o adulto que sou hoje, orgulharia a criança que fui ontem? Então nesta semana, liberte a criança que existe dentro de você e faça o que tem vontade. Largue aquela gargalhada presa ou aquele “eu te amo” preso na garganta, pois nunca sabemos como será o nosso amanhã.

O saudoso tradicionalista e historiador Luís Carlos Barbosa Lessa nos mostrou em sua tese 'O Sentido e o Valor do Tradicionalismo' a atenção às novas gerações. As crianças, que hoje integram a nossa sociedade, são o futuro do tradicionalismo. O Movimento Tradicionalista Gaúcho desenvolve algumas atividades sociais de ingresso de novos jovens. Um exemplo é o projeto desenvolvido pelas prendas de cada entidade denominado 'MTG e a Comunidade Escolar', onde ele tornou-se uma vitrine dos trabalhos desenvolvidos pelos Centros de Tradições Gaúchas do nosso estado. Ele é realizado, em sua maioria, durante os Festejos Farroupilhas, onde se tornou o carro chefe de entrada do jovem para o tradicionalismo, muitas vezes fazendo esse trabalho social de tirá-lo das ruas e levando-o para uma entidade, local de valores éticos, morais e a palavra empenhada.

As crianças em uma entidade aprendem a conviver com diferentes gerações, o respeito e a hierarquia. Os pais destes jovens têm uma importante participação, pois são eles que podem incentivar e manter o jovem nesse ambiente saudável. Dentro de uma entidade tradicionalista uma criança não perde o sentido de ser criança porque lá com certeza, sempre terá um 'tio' (como geralmente em forma de respeito, tratamos os mais velhos), que lhe ensinará como construir um brinquedo folclórico, como eram a brincadeiras em sua época, com materiais simples, em sua maioria recicláveis, pode se tornar um brinquedo muito divertido, deixando muitas vezes o tecnológico de lado. Mas jamais perdendo de aliar os dois em benefício desta criança, e o mais importante de tudo, lhe mostrará a essência da nossa cultura e como preservar esse sentimento.

No tradicionalismo podemos aprender uma valorosa filosofia de vida, onde é salientado que o respeito e a valorização dos bons usos e costumes devem prevalecer. O MTG é capaz de formar uma personalidade diferenciada na vida de uma criança, onde ela ao tornar-se adulto, desenvolve seu caráter através da solidificação ética, a moral do gaúcho e o respeito. O tradicionalismo prepara as crianças para enfrentar e dar sua colaboração aos grandes desafios da atualidade, ser um líder não só dentro de uma entidade como uma prenda de faixa, ou um peão de crachá, mas um líder nato na vida, líderes em suas áreas de atuações profissionais, tornam essas crianças mais preparadas até mesmo em sua vida acadêmica. É visível que uma criança que cresceu em meio ao tradicionalismo tem maior facilidade de se expor em público, desinibição e dicção mais preparada, pois o Movimento usa de ferramentas, como declamação, canto, cirandas e entreveros para preparar essas crianças.

Então mantendo seus filhos dentro de um centro de Tradições gaúchas, eles não estarão só aprendendo o famoso 'pézinho', para mais uma apresentação em alguma escola. Incentive seus filhos nas atividades culturais destas entidades, faça ele conhecer que o Movimento possui um departamento jovem, incentive ele a pesquisar sobre as lides campeiras, esportes campeiros. Além de seus filhos manter uma cultura e um espirito de civismo, ele conhecerá a história de nossos antepassados que guerrearam por um futuro melhor para nós. Com certeza essa criança será mais preparada e valorizará ainda mais a sociedade a qual estamos alocados. Valorizando essa sociedade, surgem novas oportunidades de liderança, e com certeza um sentimento como o de vandalismos a qual assistimos diariamente nos meios de comunicações, não nascerá nos corações destes jovens!

Aproveito essa semana das crianças, e deixo aqui o convite aos pais para que levem seus filhos conhecer uma entidade tradicionalista, onde trabalhamos todos esses valores. Convido os senhores a entender um pouco sobre a filosofia de vida que norteia o grandioso Movimento Tradicionalista Gaúcho organizado.
Um abraço.
Leonardo Pinheiro"


Obrigada Leonardo pela tua contribuição com o nosso Cantinho!

Uma feliz sexta, feliz finde, feliz vida a todos! ;*

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Palavra de Prenda: Kettlen Pedrozo

Olá, amigos!

Hoje o Cantinho Gaúcho traz com muita alegria mais um Palavra de Prenda!
Quem escreve com muito carinho para o nosso blog é a prenda Kettlen Pedrozo. Bora conferir?


"Um autor desconhecido disse: 'Primeiro vem a luta, depois a glória!' Porém esqueceu de citar que esse caminho não seria fácil, tão pouco conseguiríamos realizar nossos sonhos nas primeiras tentativas como diria Bill Gates: 'É preciso tentarmos uma, duas, três vezes e se possível a quarte e a quinta e quantas vezes for necessário.'
Devemos criar e recriar os sentidos da vida, muitas vezes ela será feita de um quase como foi no meu caso. Posso dizer-te que sou rica, sim rica de anjos tradicionalistas que encontrei nesse caminho, pessoas que são mais que regalos, são presentes do Patrão Celestial, rica de princípios, rica de alma e valores que são válidos não por serem antigo mas por serem eternos. Por vezes ouvi sussurros que eu ficaria amarrada junto aos meus sonhos na primeira pedra que aparecesse. Pois bem, lhes digo que não foram poucas, ficar um ano almejando pisar em um tablado foi a primeira delas, não percorri um, dois ou três bairros do meu município para adquirir minha pilcha, pilcha essa que era o que faltava para eu estar em um Juvenart, percorri TODOS sozinha, foram 230 almas solidárias que a compraram para que eu vestisse aquela indumentária. Meu espelho já dançava por si só, pois era na frente dele que moldava meus passos. 

Ser nomeada a Prenda do DTG Sentinelas da Tradição no ano de 2015 foi mais que uma honra, no ano seguinte ao ler o histórico da minha entidade descobri que completaríamos 20 anos, e nunca estivemos em uma ciranda em sua fase Regional, a partir daquele momento tornou-se minha meta, para realizar esse objetivo por vezes fiquei com fome em eventos para ter dinheiro para a passagem do mesmo, chorei de angústia ou melhor de desespero por não saber por onde iniciar, até por que seria a minha primeira ciranda. Para isso foi preciso 8 horas de estudo por dia e uma rotina totalmente sem tecnologias, as paredes da minha casa tornaram-se matérias, repletas de cartazes trilhando o meu objeto, ou melhor o nosso, dos amigos que conquistei e da minha entidade. 

A partir daquele momento percebi o meu verdadeiro valor. Pensar em desistir? Não, jamais, sei que tudo ficaria mais 'fácil' mas tenho SONHOS por vezes são maiores que eu. Justamente no meu momento mais feliz em meio a nossa apresentação com regional perco uma das mulheres mais importantes da minha vida. Não almejo ser uma estadual simplesmente repassar o meu conhecimento, falar em nome da minha amada e hospitaleira Região e levar para o meu DTG ou seja aqueles que nunca conseguiram essa honra para recebe-los com muito carinho esse evento. Esse sim, é o meu nobre sonho!

As dificuldades são apenas as oportunidades para demonstrarmos o nosso treinamento, Deus não escolhe os capacitados mas capacita os escolhidos. Em meio à apuros certa vez em sonhos conversei com o Patrão Celestial, no mesmo o Senhor dizia: 'Filha lhe criei sem dom e com muitas dificuldades, porém tu tens o melhor que há no mundo a tua vontade e fé. Uma história escrita pelo dedo de Deus!' A todos que fazem parte desse marco meu muito obrigada.

Um fraterno abraço, Kettlen Pedrozo"

Kettlen, muito muito obrigada por compartilhar conosco a tua trajetória! Tuas palavras aquecem o coração e confortam a alma! É de pessoas como tu que o Movimento precisa, com pensamentos leves, sonhos grandiosos e coragem pra dar e vender! Parabéns!!!

Um maravilhoso final de semana a todos... e até mais ;*

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Palavra de Prenda: Camila Bassani Batista

Olá amigos!!!

Hoje trago pra vocês mais um Palavra de Prenda especial!
Vamos conhecer as realizações, sonhos e anseios da prenda Camila Bassani Batista, que carinhosamente nos enviou o seu texto para ser publicado!

Vamos conferir?

Saudações Tradicionalistas!

Me chamo Camila Bassani Batista, moro em Fontoura Xavier a terra do pinhão, um dos 26 municípios que compõe a 14ª RT. Minha jornada na grande escola chamada tradicionalismo, se iniciou desde pequena. Apesar de não fazer parte de nenhuma entidade tradicionalista o amor pela tradição já era imenso. Eu não sabia em exato o que era tradicionalismo, mas ficava fascinada ao ver os desfiles no dia 20 de setembro, o acendimento da chama crioula. Era tudo tão lindo! Encantador! Participava de rodeios junto com meu pai e minha mãe, na parte campeira, pois meu pai era laçador. Por algum motivo, na época desconhecido, o meu peito de criança batia forte. A vontade de fazer parte de um grupo artístico era imensa, porém na época meus pais não podiam assumir tamanho compromisso e o acesso era mais difícil para eles me levarem e me acompanharem.

O sentimento continuou e ao saber que a entidade de minha cidade depois de algum tempo iria abrir suas portas novamente os olhos brilharam e recordo-me com carinho do meu primeiro dia na entidade. No município existem outras entidades tradicionalistas, porém meu coração queria aquela! Ainda não fazia ideia da dimensão do movimento em que começava a participar, mas me senti em casa. Minha entidade de origem GAN Carreteiros da Liberdade a qual faço parte até os dias de hoje, foi onde aprendi meus primeiros passos de danças tradicionais.

O amor pala tradição só foi aumentando e em 2014 assumi como 1ª Prenda da entidade, o convite para participar do concurso da região veio, mas senti que não era o momento certo, a vida sempre prepara surpresas e quando ela acha que ainda não podemos ou não estamos preparados para seguir com nossos objetivos, ela nos dá a frente para que o tempo passe e chegue nosso momento certo. O meu momento certo só chegou em 2016 quando ganhei o titulo de 2ª Prenda da entidade foi ai que o sonho começou a ganhar espaço ao receber novamente a proposta de participar da ciranda cultural de prendas fase regional. Minha querida entidade me auxiliou para que tudo pudesse acontecer.

Dia 24 de junho de 2017 vai ficar gravado em minha memória, foi um dia mágico, um momento único onde foi possível agregar conhecimentos, novas amizades, novas experiências, dia de muitas emoções e isso com certeza levamos por toda a vida. Foi neste dia em que conquistei o título de 1ª Prenda da 14ª Região Tradicionalista.

O sonho da Ciranda se concretizou e se iniciou uma nova caminhada de muita aprendizagem, desafios e trabalhos em prol ao tradicionalismo, mas tudo tão gratificante! Afinal nós somos movidos pela força de vontade de contribuir para aquilo que amamos.

O tradicionalismo nos ensina a conviver, a acreditar, a lutar e a cultivar. Aprender a ter responsabilidades, a reconhecer valores, a evoluir... A aprender que nossa caminhada é longa cultivando a cultura e os princípios deste povo gaúcho que tanto amamos! Orgulho de ser Mulher Gaúcha!

Obrigada pela oportunidade!

Com carinho
Camila Bassani Batista
1ª Prenda da 14ª Região Tradicionalista
Gestão 2017/2018.
Galeria de fotos

Minha Mostra folclórica na ciranda 
fase regional sobre as vestimentas do casamento

Nossa entidade sendo representada na ciranda regional nas 3 categorias. 
Foto com patrão e a Patroa do GAN Carreteiros da Liberdade, 
os quais nos auxiliaram para que tudo pudesse sair da melhor forma possível.


De volta para casa com a tão sonhada faixa juntamente com as 
demais prendas de minha entidade e familiares. 
Ellen Silveira 2ª Prenda Juvenil da 14ª RT e Gisely Oliveira 2ª Prenda Mirim da 14ª RT.

Nossa Família Carreteiros da Liberdade.

Camila, muito muito obrigada por compartilhar com a gente a tua história!
Te desejo um futuro de brilhantes conquistas no Movimento, e uma trajetória recheada de realizações e aprendizados. Campo Bom te aguarda... faça um lindo trabalho neste ano de gestão e sairás de lá completamente feliz!

Abraços!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Palavra de Prenda: Yasmim Aguirre Aquino

Vamos continuando por aqui com mais um "Palavra de Prenda", e hoje contaremos com a participação de Yasmim Aguirre Aquino, prenda de 17 anos que ama muito o tradicionalismo gaúcho e tem o sonho de construir uma bela história dentro dele.


"Tenho 17 anos e meu amor pelo tradicionalismo não vem de hoje... vem desde que eu tinha meus bons e alegres 9 anos de idade. Minha caminhada começou em em Tupanciretã, minha terra natal, no atual DTG Sentinelas da Tradição - 9ª RT, que na época era apenas o elenco da Escola Flory Kruel. Bruno Fernandes, que atualmente continua sendo um ótimo instrutor para o grupo, foi a pessoa que me ensinou meus primeiros passos de chote carreirinho, pezinho, e entre outros... e de lá pra cá meu amor por essa tal de dança só aumentava, mas infelizmente a vida nos pega de surpresa e então eu parei de dançar.

Muita coisa aconteceu na minha vida, meus pais se separaram, eu tive depressão... já tentei tirar minha própria vida, passei por bastante dificuldades que não foram nada fáceis, mas eu não desisti, não desisti da vida, não desisti dos meus sonhos, fiz terapia, cursos, e ano passado retornei ao DTG mas infelizmente acabei saindo pois mudei de cidade e acabei vindo para Tapejara, onde logo que cheguei disse pra mãe que queria voltar a dançar a todo custo. Foi ai que em fevereiro eu entrei no CTG Manoel Teixeira - 7ª RT, conheci pessoas novas e tudo mais, eu estava realizada por poder voltar a dançar novamente, pois só o patrão velho lá de cima sabe o tamanho do amor que carrego comigo pela tradição gaúcha. 

No tempo que eu fiquei parada sem dançar, por não ter condições suficientes, meu coração disparava de felicidade e meus olhos não conseguiam conter as lágrimas em ver apresentações, em assistir apresentações do ENART e entre outros no youtube. Só Deus sabia as lágrimas que eu derramava em meu travesseiro por ver o brilho no olhar de dançarinos pisando com muito amor nos tablados, e por fim quando eu tive a oportunidade de voltar, retornei com todo meu amor pela dança, porque mesmo eu não tendo tantas condições eu me esforçava o máximo para me manter no CTG para dançar pois além de estar fazendo o que eu amava, a dança era como uma terapia para me tirar da solidão que eu geralmente sentia. 


Sempre acompanhei tudo sobre o tradicionalismo e sim, precisa ter condições para conseguir se manter também, mas acima de tudo acho que tradicionalismo é caráter, humildade e muita união. Eu ia para os ensaios, dava o melhor que podia para estar nas danças, mas infelizmente as pessoas são orgulhosas e interesseiras, nunca chorei tanto na minha vida como chorei o dia da regional da 7ª RT, acho que dentro de um CTG dinheiro deveria ser algo abaixo de tudo, ninguém é melhor que ninguém por ter dinheiro, pois quando entramos no tablado não é o nosso dinheiro que vale mas sim o amor que depositamos no tablado na hora de dançar. Sim infelizmente eu não estou mais dançando e só Deus sabe o quanto dói dentro de mim não poder estar dançando, porque pessoas ignorantes acham que dinheiro está acima de tudo. 

Tradicionalismo é amor e união independente do que você for, não importa o que passe mas eu não vou desistir e eu ainda vou voltar a fazer o que tanto amo, que é dançar e viver para as tradições do nosso rio grande, essa é minha palavra de prenda escrita com muito amor."

Yasmim, torço muito para que o teu sonho se torne realidade! Que tenhas força e continues lutando por ele, independente das dificuldades. Tens uma vida toda de tradicionalismo pela frente... seja feliz!
Um beijo, e obrigada pela participação aqui no Cantinho Gaúcho!

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Palavra da Prenda: Eduarda Hartwig

É com muita alegria que hoje voltamos com a série de publicações intituladas "Palavra de Prenda/Peão", onde tradicionalistas podem expor suas experiências, sonhos, angústias... é uma fonte totalmente aberta para falamos sobre tradicionalismo!

Divida conosco a tua trajetória e os teus pensamentos! Te receberemos com muito carinho!!!

E neste momento vamos contar com a participação de Eduarda Hartwig, uma prenda cheia de sonhos e encantamento, que vai nos contar um pouquinho sobre a sua história.


“O sonho galopava a juventude
E o campo era um palco iluminado
Quando o dia abria as suas cortinas
Para outra cena de contos e quimeras...
No seu mundo, embora bem pequenininho,
Cabia um outro mundo dentro dele,
Porque o coração sonhador de uma menina
Rebusca os personagens da utopia
Para os papéis principais que a vida inventa!”

Saudações tradicionalistas, sou Eduarda Hartwig, gaúcha Camaquanse estudante, e tradicionalista.

Minha família é de origem pomerâna, e não são tradicionalistas, minha participação iniciou-se aos sete anos, pois eu não tinha conhecimento desta grandiosa cultura, mas quando assisti uma apresentação de uma invernada foi amor à primeira vista, assim pedi para minha mãe para participar também e ela ficou muito feliz, então ela prontamente permitiu pois pensando em um futuro melhor tanto pra mim como para minha irmã mais nova Isabela.

Desde então venho participando sempre das invernadas, comecei na mirim do CTG Rodeio da Tradição, onde conquistei os encargos de prenda mirim e juvenil, no ano de 2015 comecei a participar da invernada mirim do GF Os Guapos de Camaquã, assim após um ano concorri novamente como prenda juvenil, conquistando o primeiro lugar, assim meu objetivo era a tão sonhada “Ciranda Regional”, foi um ano de preparação, estudos, ensaios, eventos promovidos e participados, diversos aprendizados, amizades que levarei eternamente.

Este último ano que se passou foi um ano de muitas dificuldades, mas foi o ano que sonhei como nunca.

Atravessei o Rio Grande, conheci a minha maior inspiração Tassya, aprendi e compartilhei, e o tão esperado junho chegou. O coração bateu mais forte, pois pela primeira vez eu estaria concorrendo a prenda regional, a pressão foi grande, mas saber que a minha entidade estava vibrando comigo me fez brilhar... Recebi lindas e emocionantes homenagens.

E sim tornei meu maior sonho realidade, hoje estou no encargo de Primeira Prenda Juvenil da 16° Região Tradicionalista. E novas metas surgem, como muitas prendas irei participar no ano que vem da Ciranda Estadual, mas esta será especial pois não estou sonhando sozinha e sim com pessoa maravilhosas. Durante minha caminhada só tenho a agradecer a pessoas que foram essências! Meu eterno muito obrigada! Hoje sou uma menina realizada, mas minha caminhada foi suada, tenho o imenso orgulho de dizer que sou uma eterna sonhadora, uma aprendiz!

Muito obrigada pela oportunidade!

Com carinho Eduarda Hartwig, Primeira Prenda Juvenil da 16° Região Tradicionalista.

Álbum de fotos:







Parabéns Eduarda por esta conquista tão linda! Que teu caminho seja repleto de realizações!!!
Obrigada por mais uma vez estar aqui no Cantinho dividindo conosco os teus sonhos.

Um beijo, e até a próxima!

terça-feira, 7 de março de 2017

Palavra de Prenda: Alessandra Hoppen

Boa tarde amigos!

É com alegria que hoje trago pro nosso Cantinho mais um Palavra de Prenda *-*
Vamos conhecer Alessandra Hoppen, a Prenda Juvenil que representou a 7ª RT na última Ciranda de Prendas Estadual :)


"Sou Alessandra Hoppen, tenho 17 anos, sou natural e resido atualmente na cidade de Carazinho, onde inclusive iniciei minha caminhada tradicionalista no CTG Unidos Pela Tradição Rio-Grandense, o qual represento até hoje, assim como também a 7ª Região Tradicionalista.

Ingressei em um Centro de Tradições Gaúchas ainda pequena, com três anos de idade, quando acompanhava meu irmão que já fazia parte da invernada mirim. A cada vez que assistia aos ensaios, era como se brotasse um forte sentimento dentro do peito, como forma de amor. A partir de então, comecei a dançar na invernada pré-mirim e realizei a minha primeira apresentação aos cinco anos de idade, quando a paixão pelo tradicionalismo me fez ter a ânsia de representar cada vez mais o amor que sentia. 

Com o passar dos anos, já sabendo do valor da nossa cultura, havia algo que me fascinava de forma esplêndida, através da graciosidade e da delicadeza, que eram as prendas de faixa.

Aos 4 anos de idade, fui então convidada a ser Boneca de Galpão de minha entidade, logo, prontamente aceitei ao convite. Desta forma fui crescendo, adquirindo mais conhecimento, novas experiências, e ao passar dos anos realizando novas conquistas, sempre mantendo a essência tradicional, que tem tanta importância dentro do Movimento.

No ano de 2015, fui 1ª Prenda Juvenil de minha entidade, e sempre representando minha entidade mãe, o CTG Unidos Pela Tradição Rio-Grandense, tive o intuito de ir mais longe e concorrer na fase regional da Ciranda Cultural de Prendas. Não posso deixar de dizer que tive a ajuda e o apoio de pessoas, que foram e continuam sendo fundamentais em minha caminhada tradicionalista. Nestes quatorze anos que faço parte desta entidade, só tenho a agradecer por sempre estarem comigo, pois afinal, ninguém chega a lugar algum quando está sozinho, mas sim, quando todos juntos fortalecem os laços de amizade e dão prioridade à união. Assim como agradeço a minha entidade, agradeço de forma especial a minha família, que sem sombra de dúvidas sempre me incentivou tanto no tradicionalismo como na conquista dos meus sonhos. 

E falando em sonhos, é nítido que no momento em que passamos a representar algo, temos que ter o conhecimento do que estamos representando. Conhecer o Rio Grande do Sul, fez com que eu me apaixonasse cada vez mais por este estado, que possui um significado de lutas e glórias, mas também, de um povo sonhador, com o idealismo de um sentimento verdadeiro. É de praxe dizer que o nosso estado possui um diferencial, e quando falamos em diferencial, temos como justificativa o amor que o povo gaúcho sente pela terra em que vive. 

Foi através desta representatividade, que o amor ao Rio Grande do Sul fez com que gerassem laços de amizade entre pessoas que fazem parte de tudo isso. Quando temos a perseverança de representar a nossa entidade e região como prenda de faixa, temos conosco um grupo, que age em prol do tradicionalismo. Fazer parte de uma gestão caracteriza-se por ser sinônimo de amizade e união.
Mantive amizades que levo até hoje em meu coração, e que posso dizer com perseverança, fizeram e continuam fazendo parte da minha vida e da minha trajetória. A gestão interna é muito importante, pois é a base de tudo. É nela, que percebemos quem somos e o que representamos. Dar valor a gestão da entidade, é fato fundamental. É a partir dela que aprendemos a “caminhar”, pois quando somos ainda bebês não descobrimos nada sozinhos, mas sim com a ajuda de pessoas que são essenciais.
 
Costumo dizer que a gestão regional, assim como a interna, é uma família. Batalhamos em prol do tradicionalismo juntos, planejamos encontros juntos, somos todos irmãos de causa e coragem. E é a partir deste vínculo de amizade, que surge a união. Destas duas gestões, assim como também outras que fiz parte e que foram fundamentais, levo como característica principal, a união.

De toda esta minha caminhada tradicionalista, muito aprendi, muito vivi, e a cada dia que passa olho para o passado e vejo que cada momento de nossas vidas deve ser preservado pois daqui a pouco não estaremos mais presentes para viver estes momentos, ou então quando erramos, nos sentimos culpados, mas ao contrário disso, o erro é apenas um recomeço, um aprendizado, uma experiência, pois serve como um incentivo para jamais desistir, pois se cometemos algo errado, é sinônimo de que precisamos voltar e corrigir. 

Assim também são nossos sonhos, ou então objetivos, não devemos jamais desistir, pois no momento em que desistimos, estamos abrindo mão de nosso sacrifício, e deixando de lado aquilo que queremos. Portanto, viver a vida, é a essência do momento, pois se temos um objetivo, a primeira coisa que deverá acontecer é amar a si mesmo e amar os momentos.

Para encerrar, deixo aqui uma frase que escrevi quando concorri na 46ª Ciranda Cultural de Prendas:
'A primavera de nossas vidas é composta de sonhos, e estes sonhos nos fazem vivenciar momentos que ficam marcados em nossas memórias, pois é deles que alimentamos a alma para assim continuarmos nossa caminhada'.

Galeria de fotos:




Muito obrigada Alessandra, por ter compartilhado conosco a tua vivência, os teus sonhos, as tuas realizações... e este sentimento tão puro e verdadeiro que é o amor pelo nosso Movimento.
Parabéns por tamanha dedicação e coragem.

Beijo grande! ;*

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Palavra de Prenda: Geórgia Schena Vendramin

Olá olá queridos leitores!!! :)

É com muita alegria que trago hoje mais um "Palavra de Prenda" pra vocês! Simplesmente sou apaixonada por conhecer lindas histórias, e tenho certeza que todas elas iluminam e inspiram ainda mais as vivendas tradicionalistas dos que passam por aqui!

Vamos conhecer agora Geórgia Schena Vendramin, que vem lá da cidade de Nova Bréscia, do CTG Paixão Cortes, 24ª RT.


"Saudações Tradicionalistas, a todos vocês que acompanham este trabalho maravilhoso, e que são leitores deste Blog. Me chamo Geórgia Schena Vendramin, tenho 18 anos e curso o segundo semestre de Ciências Contábeis no Centro Universitário Univates, em Lajeado.

Inicio meu texto refletindo sobre as belas palavras de Eugenia Tabosa, 'Voar sempre cansa - Por isso ela corre, em passo de dança.' Acredito que nada da vida a gente ganha de graça, e tudo o que a gente conquista tem um porquê. Esta frase me lembra do tempo que eu ainda era criança, com uns 5 anos de idade quando eu, juntamente com meus pais e minha irmã saíamos para visitar nossos avós no interior da cidade de Nova Bréscia e Encantado, pois quando voltávamos, nem tínhamos entrado pela porta de nossa casa e eu me enganchava na mão de meu pai e gritava, pedindo pra correr e dançar, ou como ele sempre me diz: 'Vamo coiê, vamo coiê'.

Pode ser que para alguns, isso não faz sentido nenhum, mas acredito que 'era pra ser', como o vivente diz. Minha paixão pelo tradicionalismo começou desde pequena, quando meu pai e meu avô ainda tinham uma égua, bem como, quando meus pais me levavam nos rodeios de minha cidade e eu ficava encantada vendo as prendas com aqueles vestidos bordados, de cores chamativas, com uma saia rodada, parecendo umas princesas. Foi a partir dai que meu sentimento pela tradição gaúcha ficou mais forte. Fui crescendo e minha prima, eterna companheira Giovana Sota Capataz de nossa entidade, juntamente com meus pais João e Gecilda Vendramin, me incentivaram a começar a participar das invernadas. Demorou um tempo, mas me acostumei com a ideia e quando surgiu a oportunidade, lá me fui conhecer como era esse tal de Centro de Tradições Gaúchas, pois na época não sabia nem como era, o que faziam realmente.

Hoje, cá estou a 7 anos participando do CTG Paixão Cortes. Mas apesar de todo este tempo dentro do Movimento, não sabia de toda essa grandiosidade cultural que este nos proporciona. Quando no ano de 2016 participei do concurso interno de Prendas e Peões de minha Entidade e me tornei a Primeira Prenda do Cinquententário do CTG Paixão Cortes, emoção, alegria, e muito choro fizeram parte daquela data tão especial. Logo, comecei a pesquisar sobre os departamentos culturais, conversar com pessoas que estão ativos no Movimento Tradicionalista a bastante tempo, e assim fui aprendendo. 

Promovi a Primeira Gincana Farroupilha Nico Fagundes no ano de 2015, quando cursava o 3º ano do Ensino Médio, julguei no ano de 2016 a Integração Farroupilha promovido também pelo 3º ano do Ensino Médio da escola de minha cidade, julguei o concurso de Declamação Feminina e Masculina no UNIDANÇA promovido pelo nosso CTG, que é uma integração que nós fizemos todos os anos em cada Centro de Tradições Gaúchas que nosso Instrutor Adroaldo ensina. Fotografei no ano de 2016 nosso VIII Rodeio Artístico, representei a cultura gaúcha no estado de São Paulo, e também no Rio de Janeiro, participei de 4 cursos promovidos pelo MTG e por entidades tradicionalistas no ano de 2016, como também dois cursos no ano de 2014 e 2016 de Danças Gaúchas de Salão.

'Ser prenda, não é apenas carregar um pedaço de couro no peito, é saber representar uma entidade tradicionalista, bem como tua cidade mãe. É saber, que no meio do caminho poderão aparecer obstáculos que temos que encarrar, e não inclinar a cabeça e desistir. É saber que tu vai ser uma autoridade dentro do CTG por dois anos, e independente da situação da entidade, vais ter que ficar lá e apoiar no que precisar. Ser prenda, pra gente, é mais que um presente, é regalo de Deus!'

Fica aqui um quebra costelas para você tradicionalista!

Geórgia Schena Vendramin
Primeira Prenda do CTG Paixão Cortes – Gestão 2016/2017
(51) 981468850"

Galeria de fotos:

Recebendo faixa de Primeira Prenda Gestão 2016/2017

Curso na sede do CTG Tropilha Farrapa com 
o 1º Piá Farroupilha Henrique Vendramin

Encontro de Ex-Primeiras Prendas do CTG Paixão Cortes

Representando a cultura gaúcha no Estado de São Paulo

Festa tradicional da Semana Farroupilha na sede do CTG Paixão Cortes

Geórgia, muito muito obrigada pela tua participação aqui no Cantinho Gaúcho!
Parabéns pela tua dedicação e carinho com o Movimento!!!

Beijos

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Palavra de Prenda: Caroline Reolon Scariot

Hoje vem pro nosso Cantinho mais um "Palavra de Prenda" pra lá de especial *-*
A prenda que nos escreve hoje é Caroline Reolon Scariot, um daqueles presentinhos que o tradicionalismo nos dá ♥
É uma honra e alegria imensa conhecer a cada dia mais esta prenda dedicada e amiga, e ter feito parte de algumas conquistas dela no Movimento, me dá a certeza do quanto vale a pena continuar sonhando!

Conheçam um pouquinho mais sobre ela, que hoje representa a 24ª RT no encargo de 1ª Prenda, e estará rumo a Bagé daqui alguns (poucos) meses :)


"Em meio a tantas correrias da vida, fui tomada por um sentimento de nostalgia ao ler tantas lindas histórias publicadas aqui e quis tirar alguns instantes para refletir e pensar em tudo que já vi, vivi e ouvi por ai durante a minha caminhada, aproveitando para registrar em palavras um pouco de tudo que já passei.

Não pretendo me estender, nem quero me apegar a detalhes cronológicos de minha história, o que quero é falar sobre os turbilhões de sentimentos que o tradicionalismo nos proporciona, e principalmente sobre pessoas maravilhosas que ele pode colocar em seu caminho.

Antes de qualquer coisa, me chamo Caroline Reolon Scariot, tenho 20 anos, moro em Lajeado desde que nasci e atualmente curso o 7º semestre da graduação em direito, aqui mesmo em meu município, no Centro Universitário Univates. Minha entidade mãe é o CTG Tropilha Farrapa, do qual faço parte há aproximadamente 10 anos. 

Minha entidade sempre foi, e sempre será, motivo de muito orgulho para mim, independente do que o futuro tem reservado para mim, o Tropilha me ensinou a dar meus primeiros passos dentro do tradicionalismo e se hoje consegui realizar um dos meus sonhos, o de poder representar a 24ª RT como 1ª Prenda, foi graças a esta entidade e a todos que dela fazem parte.

Comecei a frequentar o CTG por amar a dança, desde muito nova tentei fazer parte de diversos segmentos culturais, aonde havia uma oportunidade para dançar eu tentava me encaixar, mas nunca deu certo. Quando me mudei para o bairro em que moro hoje em dia, descobri a invernada artística do CTG a poucos metros de casa, resolvi participar e me encantei. 

Aos poucos levei toda a família para dentro da entidade e hoje, aqui em casa, já temos no currículo: mamãe coordenadora por seis anos, papai capaz campeiro por dois anos, mana prenda da entidade/região desde 2010 e eu, que já estou na minha 8ª gestão como prenda de faixa. Sei que ainda temos muito que viver e aprender dentro do tradicionalismo, pois comparado a muitos tradicionalistas desse Estado, que a gerações e gerações estão dentro do Movimento, somos apenas iniciantes, mas, juntos, estamos nos esforçando para descobrir, cada dia mais, tudo de bom que este meio tem.

Passado estes anos, sinto dentro do peito uma gratidão enorme por cada pessoa que cruzou o meu caminho. Hoje, enquanto trilho meu destino rumo a Bagé em maio, não consigo impedir este sentimento de tomar conta de mim, e nem quero, pois vejo tantas pessoas ao meu redor que estão me apoiando, me ajudando, torcendo por mim, que acredito que gratidão seja uma palavra quase pequena perto do que eu realmente gostaria de expressar a todas estas pessoas.

Aos meus pais, família, amigos, colegas de entidade, de gestão, o meu muito obrigada por fazerem parte da minha vida! E em especial aqueles que nos anos passado estiveram comigo e me ajudaram a chegar até aqui, pois já foi um grande passo para mim, uma importante etapa da realização de meus sonhos, e sou imensamente feliz por isso!

'O quão feliz é uma pessoa depende da profundidade de sua gratidão'

Caroline R. Scariot"

Galeria de fotos:







Carol, parabéns pela linda história que trilhastes no tradicionalismo.
Obrigada por dividir comigo algumas das tuas conquistas, e confiar a mim a tua amizade... 
Te desejo todo sucesso do mundo, e um futuro repleto de sonhos e realizações, por todos os segmentos que desejares experimentar!
E continua cuidando bem dessa faixa que já foi minha um dia... rsrsrs 
Ela é especial ♥

Um beijo grande, e obrigada por contribuir com o nosso Cantinho ;*

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Palavra de Prenda: Ana Júlia Griguol

Bom dia, leitores!!!

Posso confessar que estou muito feliz com a participação de tantas prendas e peões aqui no blog? Posso né?
Gente, isso é muito bacana, sério! Fico imensamente realizada em saber que as portas abertas do Cantinho estão gerando resultado, estão fazendo tantos jovens divulgarem suas histórias, suas angústias, dúvidas, certezas... servindo assim de exemplo pra muitos!

Que continuemos assim! Sempre avante, sempre cultuando o bem, e projetando um tradicionalismo ainda melhor ♥

E continuando por aqui, hoje vamos conhecer a linda prenda Ana Júlia Griguol *-*


"Confesso que por diversas vezes me peguei pensando sobre escrever ou não minha biografia, afinal, ao contrário de muitos, minha trajetória tradicionalista não foi herança de berço, muito menos pedidos de meus pais para que ingressasse ao Movimento.

Ainda criança, tive que aprender a ser forte e dizer adeus ao meu pai; um homem trabalhador, de fibra, que honrava seus princípios e ideais. Em 2005, passei a morar em Cotiporã e aprendi, como minha família, a amar esse pequeno município em que vivo até hoje. 

Aqui, conheci meus amigos, me apaixonei pela simplicidade e fiquei encantada com a sinceridade cultivada dentro do singelo galpão do CTG Pousada dos Carreteiros. Uni a paixão pela dança com a curiosidade, afinal eu não sabia o que era CTG, mas sabia que gostava de dançar e que talvez, esta podia ser uma grande oportunidade de me divertir.
 
Naquele momento, se alguém me perguntasse qual era a magnitude do movimento pelo qual eu estava completamente comprometida, eu jamais saberia responder. Apenas diria que lá dentro estavam os meus amigos e a dança. Entre ensaios, rodeios e grandes amizades, a curiosidade, mais uma vez, falou mais alto. 

Foram faixas como prenda da entidade e alguns concursos regionais, os quais me fizeram entender a importância da dedicação, comprometimento e união. Eu sonhava, e nos momentos em que mais esperava a realização de cada sonho, me decepcionava. Não com os outros, mas comigo mesma, porque sabia que podia ter feito melhor. Desisti.

Por alguns anos, minha maior realização era auxiliar e poder ver o sorriso das crianças e jovens que representavam a minha entidade, em suas cirandas e entreveros. Sorri, chorei e sonhei com cada amigo que ajudei em minha entidade. Mas como o meu pai, eu aprendi que devemos seguir nossos princípios e fortemente, lutar pelo que acreditamos. 

Por questionar tantas vezes o rumo que o Movimento vinha tomando entre as prendas e peões que eu conhecia, é que no ano de 2016 decidi, mais uma vez, sonhar. Hoje, como 1ª Prenda da 11ª Região Tradicionalista, tenho a certeza que o nosso trabalho vai muito além de carregar uma faixa. De uma forma simples, mas verdadeira, ele alcança cada criança, jovem e adulto que como eu, ingressa em uma entidade tradicionalista a procura de um distração, e no final, se depara com um mundo repleto de oportunidades e conquistas.

No final, decidi escrever a minha biografia, porque percebi que hoje todos precisamos de coragem e de motivação para darmos o primeiro passo. Seja através da dificuldade ou da curiosidade. Se for sincero e de coração, não existe certo ou errado. Merecemos e podemos crescer em qualquer movimento. Que cada um de nós possa plantar a sua semente e cultivá-la da sua maneira. No momento certo, ela florescerá.
Ana Júlia Griguol
1ª Prenda 11ª Região Tradicionalista
Cotiporã 
(54) 996218821"

Galeria de fotos:




Ana, me emocionei lendo teu texto!
Quanto sentimento, quanta verdade em cada uma das tuas palavras...
É realmente indiscutível o quanto ler cada uma dessas histórias me faz bem!
Obrigada por compartilhar conosco esta trajetória tão linda, e de valor.

Um beijo, com carinho.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Palavra de Prenda: Juliana Bianchini

Bom dia, bom dia!!!

A segunda-feira chegou com um sol lindo pra animar a semana que está apenas começando... então bora espantar a preguiça, remexer esse corpo e ser feliz :) rsrs

Hoje começamos o dia com mais um maravilhoso "Palavra de Prenda"! É dia de conhecer Juliana Bianchini, essa prendinha super especial que está sempre acompanhando o nosso Cantinho.


“Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas, os sonhos não têm alicerces. Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais. Sonhe, trace metas, estabeleça prioridades e corra riscos para executar seus sonhos. Melhor é errar por tentar do que errar por se omitir. ” - Augusto Cury

"Inicio meu texto falando sobre sonhos, pois diversas vezes me peguei imaginando como seria meu relato tradicionalista se um dia pudesse escrever para o Cantinho Gaúcho, e cá estou eu, imensamente realizada com essa oportunidade. Parabéns Carol, por essa iniciativa maravilhosa!

Minhas cordeais saudações Tradicionalistas a todos os leitores deste Blog, me chamo Juliana Bianchini, tenho 17 anos e atualmente ostento o cargo de 1ª Prenda Juvenil do CTG Tropilhas da Serra da cidade de Pouso Novo/24ª RT. Posso dizer que praticamente nasci dentro de um centro de tradições gaúchas. Desde muito pequena meus pais me levavam aos eventos promovidos pela minha entidade e, com apenas 5 anos ingressei na invernada dente de leite, a qual foi despertando uma grande paixão pelo tradicionalismo. Posteriormente, participei dos grupos pré-mirim, mirim e atualmente faço parte do elenco Juvenil.

Sempre fui encantada por Prendas de faixa, ficava horas admirando encantada as fotos expostas nas paredes do meu CTG, eu sabia que queria fazer parte daquilo ali. Então com oito anos de idade recebi um convite para participar do concurso interno de Prendas e Peões, então me consagrei 1ª Prenda Mirim. Em dois anos de prendado, aprendi diversas coisas que acrescentaram, e muito, na minha vida. Perdi a inibição, aprendi a falar em público, participei de eventos, promovi atividades e tive a certeza: Jamais irei largar o tradicionalismo!

Apesar de estar totalmente ligada ao meio tradicionalista, ainda não tinha ideia da grandiosidade que é movimento, até a 1ª Prenda Mirim do RS 12/13, Luana Wojciechowski (meu maior exemplo de prenda), vir dar uma palestra na cidade vizinha. A partir daí, comecei a admirar ainda mais o papel das Prendas e Peões dentro de uma entidade, região e/ou estado. Despertou em mim novamente o sonho de me tornar Prenda de faixa.

O ano de 2014 foi extremamente marcante na minha vida, estudei muito, aprendi a declamar, fiz curso de dança de salão, me esforcei ao máximo e no dia 20 de setembro, coincidentemente no dia do Gaúcho veio a recompensa, me tornei 1ª Prenda Juvenil, cargo este que deixarei este ano (#Triste). Esses quase 3 anos foram os que mais aprendi em toda a minha vida, fiz coisas que jamais imaginaria ter feito, que nunca pensei que fosse possível. Promovi palestras, falei para públicos enormes, perdi o nervosismo ao estar no comando de um microfone, realizei diversas gincanas nas escolas do meu munício e fora dele com o Prendado, representei o tradicionalismo no estado de São Paulo, participei de programa transmitido pela internet e fui a vários eventos.

Como a maioria das prendas do Rio Grande do Sul, sonhava em ser uma das 3 representantes Juvenis do estado e da região, porém, tive que abrir mão deste sonho para dar prioridade a outro, que será muito importante para meu futuro. Creio que quando entramos em algum concurso, é para nos entregarmos de corpo e alma, nos dedicarmos ao máximo. Por essa razão, não pude atender a essa dádiva.

Ser prenda de faixa nos traz muitos regalos e reconhecimento, porém ser uma prenda verdadeiramente é trabalhar em prol do tradicionalismo, independentemente do número na faixa, de ser de entidade de região ou estado. É estar disposta a dar o sangue para representar da melhor maneira possível todo um povo que possui cultura e costumes totalmente diferenciados do resto do país e que se orgulha disso, é saber se expressar e manter uma postura digna, é saber receber as pessoas nos eventos com a maior humildade e simpatia possível, enfim, é transparecer a força e garra e mulher Gaúcha, representando-a da melhor maneira possível. Mulher esta, que é presenteada com diversas melodias, poesias e versos realçando ainda mais este privilégio de ser prenda."

“Por ser gaúcha és a flor do campo O teu encanto embeleza essa vivenda. Nome dado somente a joia mais cara. És a mais rara, por isso te chamo prenda” - Juan Daniel Isenhasen

Álbum de fotos:

Recebendo a faixa de 1ª Prenda Mirim, em 2008

Com as prendas adultas da entidade, em 2009

Recebendo a faixa de 1ª Prenda Juvenil, em 2014

Diversos momentos ao longo da gestão

Com a invernada no Estado de São Paulo, em 2015

Avaliando a declamação no Rodeio de Pouso Novo, em 2016

Ju, fico extremamente feliz em saber que participar  do Cantinho Gaúcho também foi uma realização tua enquanto tradicionalista! Este sempre foi o foco aqui no blog, ajudar a quem quiser ser ajudado, abrir espaço pra quem quiser ser ouvido, deixar sempre as portas abertas a quem quiser participar! 
Agradeço muito pelo carinho, e te parabenizo por ser quem tu és, por ser um tradicionalista de tão grande coração, e de construir, passo a passo, cada um dos teus sonhos.
Te desejo todo sucesso do mundo, sempre!

Um beijo a todos vocês que nos acompanham... e quem quiser nos enviar a sua história, já sabe né? Estamos te esperando!!! ;**