quarta-feira, 18 de maio de 2016

3ª Prenda Juvenil do RS - Daiana Dal Ros

Buenas pessoal!

Hoje, em total clima de Ciranda, é que trago aqui pro nosso Cantinho a trajetória tradicionalista dela que se despede do seu encargo de 3ª Prenda Juvenil do Rio Grande do Sul daqui a dois dias, Daiana Dal Ros. 

Com a certeza de que fizeste desta gestão, junto a teus colegas Estaduais, um rico acervo de lindas experiências e amizades por todos os cantos do Rio Grande, é que divulgo aqui, com carinho, a tua história:


"Saudações aos leitores do blog “Cantinho Gaúcho”! 
Sou Daiana Dal Ros, tenho 17 anos e curso o 1º semestre de Jornalismo pela 
Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ. 
Sou natural de Ijuí, e represento o CTG Clube Farroupilha e a 9ª Região Tradicionalista, 
na atual condição de 3ª Prenda Juvenil do Rio Grande do Sul. 
Escrever para este meio de divulgação e valorização de atividades 
tradicionalistas, para mim, é uma honra e uma de minhas maiores
 realizações enquanto prenda estadual. 

Sempre fui fascinada pelas manifestações culturais gauchescas, 
observando com atenção as apresentações de danças, sonhando em parte destas, 
e também realizando as minhas, entoando canções tradicionais ao teclado e 
voz, através das quais surgiu o convite para integrar uma Entidade. 
Mal sabia eu que poderia cultivar o legado herdado de meus antepassados 
através de muitas outras formas, e mais, representar, através da utilização 
de uma faixa, o conjunto das atividades realizadas por uma prenda. 
Em outubro do ano de 2007, ingressei na Invernada Mirim do CTG Tropeiros de 
Rio Branco, Entidade esta situada no município no qual eu residia, 
Catuípe, pertencente à 3ª RT. No maio seguinte, eu me tornava 1ª Prenda Mirim desta casa. 
Iniciou-se aí, mais do que tudo, uma descoberta; passei a entender a dimensão do 
tradicionalismo e querer vivê-lo em sua plenitude. Tive a felicidade de quebrar o 
jejum de dez anos de participação de minha Entidade em um concurso 
ao me inscrever para a fase regional da 40ª Ciranda Cultural de Prendas. 
Não obtive uma das três faixas, mas o sonho de ser uma prenda estadual 
começou a crescer e tomar forma. Digo sim, estadual, pois foi neste momento 
que meus olhos se abriram para a magnitude de todo este processo, 
e decidi que eu tentaria até conseguir alcançar esta meta.

1ª Prenda Mirim do CTG Tropeiros de Catuípe

No ano de 2010, vim a residir no município de Ijuí, e passei a frequentar o 
CTG Clube Farroupilha, ainda com o intento de ser Prenda Mirim do Estado. 
Nesta Entidade, por coincidência, há tempos também não eram realizados concursos. 
Foi então que houve a iniciativa de se retomar a prática, e eu, prontamente me 
inscrevi, mesmo sendo, como das outras vezes, a mais nova das concorrentes, 
porém, com minha idade ultrapassada para mirim. Em outubro do mesmo ano, 
vim a ser a 1ª Prenda Juvenil da Entidade, e, no ano seguinte, conquistei, na cidade 
de Panambi, o encargo de 1ª Prenda Juvenil da 9ª RT, a qual tive a honra e o prazer 
de representar na 42ª Ciranda Cultural de Prendas, em sua fase estadual. 
Ao longo deste caminhar, aprendi o real sentido de coletividade, construindo 
intensos laços de amizade com meus colegas de gestão, que sonharam comigo 
naquele maio de 2012, e fazendo amigos provenientes de vários lugares, 
mas todos com um mesmo ideal. Fiquei encantada com esta rede de 
amizades e auxílio mútuo, e mais, com a vontade de trabalhar e a garra que vi nos 
tradicionalistas que conheci, fossem eles jovens ou veteranos. 
Por acreditar que tudo acontece na hora e no momento certos, segui sonhando 
e trabalhando para realizar o que vinha idealizando, me inspirando e observando 
cada detalhe da trajetória de prendas e peões que admirava.

1ª Prenda Juvenil da 9ª RT, gestão 2011/2012

Delegação da 9ª RT na 42ª Ciranda Cultural de Prendas, em Passo Fundo

Foi então que a preparação se intensificou ainda mais. Meus pais esforçaram-se para 
adquirir todos os 32 livros indicados pela Bibliografia, os quais li, reli e resumi 
por diversas vezes; estive informada sobre os assuntos de relevância para o 
Movimento Tradicionalista Gaúcho e para o nosso contexto social, visando obter bons 
conteúdos para explanação em minha redação e prova oral. Tanto ao nível interno 
quanto ao regional, tentei realizar da melhor forma possível meus projetos e 
visitas nas escolas e instituições locais, além dos trabalhos em conjunto com minha 
Região, como o Tchêncontro e a Mostra Folclórica do ENART, na qual obtivemos, 
novamente, o 2º Lugar, como em minha gestão anterior, e participar do maior 
número dos eventos daquele ano, bem como valorizar as pessoas da minha 
comunidade através da pesquisa folclórica, em uma troca de experiências constante. 
Decidi imprimir, em minha apresentação artística, a emoção que me traz o fato de ser 
mulher gaúcha e de lutar pelo que acredito. Nesta jornada de abdicação, 
mas de muitas alegrias, pude entender e vivenciar o que é, de fato, aproveitar 
a caminhada que uma Ciranda nos proporciona; como costuma dizer um dos meus 
exemplos, Laura Callegaro, de nada adiantaria chegar ao título estadual se não 
fosse uma boa prenda regional. Eu não sabia se a forma como estava empenhando 
meus esforços bastaria, mas sabia que estava fazendo o meu melhor para realizar uma 
boa representação, levar o tradicionalismo ao máximo de pessoas que eu pudesse 
e tentar alcançar o objetivo de ser uma prenda estadual. Esta é a receita para atingirmos 
qualquer meta: fazer as coisas com amor e seguirmos, incessantemente, os objetivos 
que traçamos, pensando em um bem maior acima de tudo. 
E foi assim que, para coroar um período repleto de expectativas e dedicação, 
ouvi meu nome sendo chamado, na Noiva do Mar, Rio Grande, como uma das 
nove prendas do Rio Grande do Sul, recebendo o título e o carinho de alguém 
que admiro por demais, Caroline Borges de Lemos. Sagrei-me a 3ª Prenda Juvenil 
do Rio Grande do Sul, 2015/2016, para viver um ano fantástico, 
com meus colegas e suas famílias, vindos de muitas partes do Estado; 
colegas estes que se tornaram amigos e, por fim, irmãos. Que felicidade enorme! 
Eu e os amigos Bernardo Damião e Jardelino Coelho havíamos trazido três títulos 
para nossa amada 9ª Região, em um mesmo ano, em uma mesma gestão, 
e tínhamos a oportunidade de poder continuar dividindo este sonho e trabalhando juntos. 

Recebendo a faixa de 3ª Prenda Juvenil do Rio Grande do Sul
na 45ª Ciranda Cultural de Prendas

Durante anos, sonhei com o dia em que poderia ostentar uma faixa com a inscrição 
“Rio Grande do Sul”, carregar minha maletinha e usar o crachá e o camafeu 
dourado com o símbolo do MTG. Sonhei ainda mais do que com as 
representações materiais; desenhei em meus pensamentos o dia em que poderia 
viajar por todo o Estado, e utilizar o cargo de prenda estadual como instrumento 
para repassar e adquirir conhecimento, conversar com tradicionalistas tidos por 
mim como exemplo, visitar muitos lugares e fazer inúmeras amizades. 
Soube que tudo isso era real quando vi nos olhos o encantamento de prendas com 
quem tive contato, prendas que me disseram querer também ter esta oportunidade 
e poderem fazer o seu melhor para representar o Estado do Rio Grande do Sul. 
E eu disse a todas elas que é possível, pois, há pouco tempo atrás, era eu a 
menina cujos olhos brilhavam ao se inspirar em prendas que deixaram seus 
nomes marcados na história do Movimento. Pecarei se citar nomes, pois foram muitas 
as meninas cujas posturas admirei em suas palestras, apresentações e dispensando 
carinho para quem quer que fosse que lhe pedisse auxílio ou simplesmente para 
tirar uma foto. Durante este ano tão especial, procurei fazer o meu máximo 
para bem representar as meninas-moças deste Estado; procurei desenvolver 
meu trabalho seguindo os passos de simplicidade e dignidade de minhas 
antecessoras. Conheci pessoas incríveis e fui recebida de maneira ímpar em muitos 
lares e Entidades; com muitas destas pessoas, passei a dividir meus sonhos, 
minhas angústias, alegrias e momentos de pura diversão, e pude 
também compartilhar de suas trajetórias.

Prendas e Peões do Rio Grande do Sul,
gestão 2015/2016

Ao findar deste ciclo, agradeço. Ao Patrão Celestial, por ter me permitido nascer 
nesta terra da qual tanto me orgulho e me proporcionar a dádiva de aprender 
com as maravilhas que ela tem a oferecer; a meus incansáveis pais, 
Pedro e Maria da Graça, por nunca medirem esforços para realizarem os meus 
(nossos) sonhos, junto à amigos muito especiais, em nome dos quais cito 
Jorge e Liane Soares, Lourdes e Antônio Benetti, Maristela Oliveira da Silva, 
Clea Silva e Blair Carvalho. Ao CTG Tropeiros do Rio Branco, ao 
CTG Clube Farroupilha, à 9ª Região Tradicionalista, à Diretoria do Movimento 
Tradicionalista Gaúcho. As amigos de outrora e os que conheci há pouco, 
aqueles que acolheram em suas querências, me auxiliaram, ouviram, auferiram 
palavras de incentivo e, de alguma forma, me transmitiram força para seguir adiante. 
À Gestão de Prendas e Peões do Rio Grande do Sul; 
obrigada por terem feito deste sonho ainda melhor e mais bonito. 

Queridas prendas, de tantos lugares e com tantos anseios em seus corações, 
que estão se encaminhando à bela Passo Fundo neste maio: esta é para mim 
uma cidade de sonhos, palco do início e do findar de minha trajetória enquanto 
prenda juvenil, e irá também ser para vocês. Aproveitem cada minuto destes três 
dias; se concentrem, mas também interajam, se divirtam, dividam estes 
momentos especiais com pessoas especiais. Às que tiverem a oportunidade de 
representar o Rio Grande do Sul até maio de 2017, tenham como meta desenvolver 
suas atividades em prol do tradicionalismo com humildade e serenidade; 
façam deste ano um dos mais mágicos de suas vidas, guiando-se, sobretudo, 
pelo amor à esta causa. 

Com imenso carinho, 
Daiana Dal Ros
3ª Prenda Juvenil do Rio Grande do Sul 2015/2016."

Daia, parabéns por esta linda e exemplar história de vida, e de amor pelo tradicionalismo.
Podes ter a certeza de que, assim como tu te espelhas em algumas Prendas, muitas também se espelham em ti, na tua garra, coragem e paixão pelo Movimento. És exemplo pra muitas!
Fico feliz em contar com a tua trajetória aqui no blog, ainda mais, por saber que a muito tu acompanhas tudo por aqui.

Um beijo, e até sexta. 
Nos vemos na Ciranda ;)

terça-feira, 17 de maio de 2016

Show de lançamento do novo CD - Marcello Caminha

Olá amigos!
Hoje venho trazer um chasque pra lá de especial.

No dia 10 de junho, sexta-feira, as 20h, haverá o Show de Lançamento do CD "Com violão também se dança", de Marcello Caminha!

O evento acontece no SESC de Canoas, localizado na Rua Guilherme Schell, nº 5340.
Na noite haverá venda do CD, e os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do evento, e na Moka Artigos Regionais.


Não vai ficar de fora dessa, né?

segunda-feira, 16 de maio de 2016

XXII FestMirim - Programação


A Patronagem e Conselho de Vaqueanos do CPF Piá do Sul, juntamente com a Invernada Mirim e demais Invernadas e Departamentos, têm a honra de convidá-los a participar do XXII FESTMIRIM - Festival Tradicionalista Mirim, a realizar-se nos dias 29, 30 e 31 de julho de 2016.

Algumas Informações:

- Local do XXI FESTMIRIM: Centro Desportivo Municipal - Rua Appel, 798, Centro, Santa Maria - RS.
- As inscrições poderão ser feitas pelo email: capataz@cpfpiadosul.com.br - Valmir Böhmer (55)91451749.
- As inscrições terão inicio no dia 01/06/2016, e serão aceitas somente nos formulários padrões do evento enviado até às 20h00min do dia 01 de julho de 2016. Será permitido por entidade o envio de um e-mail contendo a(s) ficha(s) de inscrição e um e-mail contendo a(s) ficha(s) de retificação. A inscrição da entidade (Grupo de Danças e Individuais) deverá ser formalizada no mesmo e-mail.
- Fichas de inscrição e regulamento podem ser encontrados no site Identidade Campeira.

PROGRAMAÇÃO

24/07/2016 - Domingo
14h30min - Sorteio da Ordem de Apresentação na Sede do CPF Piá do Sul

29/07/2016 - Sexta-feira
13h00min - Início do Credenciamento
14h00min - Inicio das Danças Tradicionais iniciantes
18h30min - Solenidade de Abertura do Evento
19h00min - Inicio das Danças Tradicionais Força “A”

30/07/2016 - Sábado
08h30min - Início das Provas Individuais – Palcos “B”, “C” e “D”
08h30min - Início das Danças Tradicionais Força “A” – Palco “A”
12h30min - Almoço
13h30min - Continuação das Provas Individuais e Danças Força “A”
23h00min - Divulgação dos Classificados para Domingo – Palco “A”

31/07/2016 - Domingo
08h00min - Inicio das Danças Tradicionais “Iniciantes” – Palco “A”
09h30min - Finais das Provas Individuais - Palcos “B”, “C” e “D”
13h30min - Finais das Danças Tradicionais Força “A”- Palco “A”
20h00min - Encerramento
20h30min - Entrega das Premiações

Fonte:

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Cantinho Gaúcho entrevista: João Lucas Cirne / Joca

Bom diiia, sexta bonita!

Seguindo por aqui na linha de entrevistas (que booombam o blog), o Cantinho Gaúcho traz hoje um papo super bacana com João Lucas Cirne, o Joca, um dos vocais mais imponentes do nosso tradicionalismo gaúcho!

É com uma alegria imensa que faço esta postagem, pois sei de toda a dedicação dele e suas equipes com a música, e também do amor que ele transmite em suas letras e aos grupos que interpretarão suas criações. Foi um orgulho já ter tido a oportunidade de dançar ao som da sua música, e é por isso que a entrevista de hoje foi pensada com muito carinho.

Espero que gostem!


1. Nos conte um pouco sobre a sua história... quando e onde iniciou no tradicionalismo gaúcho?
Na realidade, a música e a bombacha na minha vida vêm desde o berço, ou até mesmo antes, pois meus pais, Carlos Cirne e Sônia Mara, já tinham 10 anos de carreira como dupla, quando eu "cheguei" na vida deles. A minha mãe entrou em trabalho de parto em cima do palco, cantando, e o público, ao perceber que a bolsa havia rompido, começou a aplaudir, o que me permite dizer que vim ao mundo já com aplausos, hahaha... Talvez seja o sonho de todo artista.. Bueno, desde muito jovem já me via contagiado pela música, e aos seis anos de idade ganhei da minha avó, a Dona Lina, minha primeira gaita (gaita piano de 8 baixos), que ela provavelmente me deu depois de ver eu transformar todos os objetos possíveis da casa em gaitas. E assim nasceu uma história pra vida inteira, passando por muitos shows, bailes e festivais ao lado dos meus pais, desde meus oito anos, até que aos 16 anos, fui com meu pai, que havia sido convidado a avaliar uma inter regional do Enart 2002 em Três Coroas - RS, e então eu tive meu primeiro contato com o ENART, e no mês de Setembro do mesmo ano, iniciava eu a tocar para meus primeiros grupos de danças no CTG Independência Gaúcha, em Esteio, cidade onde até hoje resido. De lá pra cá já se vão 24 anos de música, 14 deles dedicados, entre outras atividades, ao Movimento Tradicionalista Gaúcho.

2. E as suas equipes? Como vocês lidam com a correria de ensaios e rodeios? A parceria precisa ser grande, né?
Uma vez, numa roda de final de ensaio em que eu estava presente, o meu amigo e grande instrutor, Rinaldo Souto disse: " - O João Lucas nunca se acompanha mal!"... De fato, estou sempre cercado de colegas de grande talento e profissionalismo, que comungam da mesma ideologia de trabalho que eu tenho, e que não é minha, mas nossa, em decorrência da realidade que vivemos diariamente em diferentes galpões de CTG's, entregando a nossa arte com todo o carinho à todos aqueles que nos confiam seus projetos e mais do que isso, o seu sonho de pisar no tablado do ENART. A agenda é sempre um desafio, ainda mais pelo fato de que trabalho com 4 a 6 diferentes equipes musicais durante o ano, não somente no RS mas pelo Brasil. Mas o profissionalismo dos meus colegas, sem os quais eu nada seria, e com a parceria dos muitos grupos com quem trabalhamos, sempre colaborando conosco, com a compreensão de nossas famílias que tanto se vêem privadas da nossa companhia, graças a Deus, sempre terminamos cada ano de trabalho com sucesso, sensação de dever cumprido, todos os grupos satisfeitos, e a certeza de que as parcerias se renovarão no ano seguinte.

Musical DTG Lenço Colorado - ENART 2013

3. De todos estes anos, teve alguma música que foi a tua criação mais especial? (não necessariamente tradicionalista...)
Esta realmente é uma pergunta difícil, mas eu diria que a minha música mais especial, seria infelizmente uma que não me lembro mais de letra ou melodia, e que foi especial não pela composição em si, mas por ter sido a primeira letra e melodia que compus sozinho, quando tinha uns 8 ou 9 anos de idade, talvez menos. Eu li pra minha mãe e a emocionei, por naquele momento estar de certa forma demonstrando que algum dia eu viria a me tornar compositor, e com a minha música poder tocar o coração das pessoas. Me lembro apenas que o conteúdo era singelo, de um peão convidando uma prendinha pra dançar, mas pelo tema, acho que já estava anunciado que em algum momento da minha vida, as minha melodias de fato seriam trilha sonora de pares dançando pelos tablados mundo a fora. Trabalho este que é indescritivelmente gratificante e recompensador.

4. É claro que não posso fugir do assunto ENART... então me diga: Qual a sensação de estar presente naquele palco ao lado de grupos com tanto renome, e tantos títulos? Tens como destacar um ano, como o mais especial?
A sensação é a de que eu não queria, naquele momento, estar em qualquer outro lugar, fazendo qualquer outra coisa que não fosse estar ali. A responsabilidade é grande e me motiva, a energia que tem o ENART é algo inexplicável, que só quem está lá pode entender. Os grupos, sejam renomados ou não, são uma extensão da nossa arte, e querendo ver sempre o melhor de cada um deles, eu lhes entrego sempre o melhor de mim, indistintamente. Sinto-me fazendo parte de cada grupo que está no palco ao som da minha gaita e da minha voz, ou embalado por uma de nossas canções. Suas vitórias são nossas também, e me vejo parte disso porque a energia trocada entre musical e grupo durante uma apresentação, quando aproveitada de forma consciente e para o bem, nos torna um só, por aqueles 20 ou 25 minutos. Eu sempre quero sair do palco sentindo o que diz a música do meu irmão de arte Juliano Eloy: "Eu sei que valeu a pena!!". Quanto ao ano mais especial, muito embora eu tente sempre fazer com que o próximo seja ainda mais especial que o anterior, destaco o ano de 2013, em que vi o Ronda Charrua afundar um navio no tablado e levantar o público nas arquibancadas ao som da nossa música "Batismo de Fogo", mesmo ano em que ficamos em segundo lugar com o Guapos do Itapuí, com um Anú que parou o festival, e ainda tive a felicidade de conquistar o 1º Lugar como Melhor musical de invernada do Estado com o CTG M'bororé, e a alegria de ver o CTG Lalau Miranda ficar com a 3ª melhor saída com a nossa música "Passo Fundo, Coração". Foi um grande ano. 

1º Lugar Melhor Musical de Invernada
CTG M'Bororé - ENART 2013

5. Já fizeste centenas de músicas pros mais diversos grupos do Estado, muitas delas resultando em grandiosas coreografias, inclusive premiadas. Qual a sensação de ser uma parte bem responsável pelos sonhos e conquistas de tantos dançarinos Rio Grande a fora?
A sensação é de ser abençoado a cada oportunidade de transformar o sonho de alguém em música. A emoção e a gratidão dos bailarinos, instrutores e coreógrafos dos quatro cantos do Rio Grande e do Brasil pelo meu trabalho e pelo trabalho da Sônia Mara a cada projeto que toma forma, só nos dá a certeza de estarmos cumprindo o destino que Deus nos reservou e nos motiva a seguir em frente, semeando a nossa arte e levando aos corações daqueles que, assim como nós, amam e respeitam a nossa cultura!

6. Consegues escolher alguma coreografia, com música tua, como a mais marcante da tua história no Enart?
Eu diria que a música mais marcante foi a Música - Tema do ENART, "Universo das Emoções", feita a pedido do meu amigo José Roberto Fischborn, pedido este que tanto nos honrou, para este festival, que chegava aos seus 30 anos e não tinha ainda uma música própria. Era um grande desafio colocar em uma única canção tudo o que significa e simboliza o ENART para quem o vive e dele faz o palco da sua arte. O José Roberto nos passou as respostas de uma enquete que foi feita com vários participantes do ENART, respondendo a pergunta: "- O que o ENART significa pra ti?". Dessas respostas veio a inspiração para esta música, que ano passado foi conjuntamente coreografada pelos grupos de danças do CTG Rancho da Saudade, com o qual tive a imensa alegria de ser campeão do ENART no ano de 2014 (outro grande ano). E assim dançaram ao som do refrão que diz:

"Tradição, emoção,
Gritar bem alto - Eu sou do Sul -, pra enaltecer o meu chão
Vem pro Enart, vem também,
Fazer parte da história, deste povo de glórias,
Mostrar ao mundo inteiro o que o Rio Grande tem!"


Inter-Regional de Uruguaiana
ENART 2014

7. O Movimento Tradicionalista Gaúcho organizado está completando cinquenta anos de história. Tu acreditas que a nossa cultura está em boas mãos? Como tu vês a participação dos jovens no Movimento?
Enquanto o Movimento estiver nas mãos de quem dele participa por amor à tradição acima de tudo, estará em boas mãos. Assim tem sido por cinquenta anos, e não imagino de outra forma. O Movimento se mantém vivo e atuante graças a comunhão de ideias daqueles que defendem e conservam a tradicionalidade, com aqueles que, sem deturpar o que é tradicional, trazem ímpetos de inovação e tecnologia, que bem servem ao movimento, o qual, apesar de ter por premissa e dever a salvaguarda da tradição, como todas as instituições, precisa acompanhar a evolução dos tempos, a exemplo do crescimento do festival ENART, que hoje tem visibilidade mundial, e estimula crianças, jovens, adultos e veteranos a desejarem integrar-se às atividades desenvolvidas dentro dos galpões de CTG. Os CTG's são dos poucos lugares, se não os últimos, que se pode frequentar em família, por serem ambientes de respeito e cordialidade, onde principalmente os jovens encontram outras fontes do saber, aprendem a ter consciência de cidadania e coletividade, e como se não bastasse, desenvolvem atividades artísticas, que trazem profundos reflexos em suas vidas para com a sociedade e para o seu futuro. Ano passado publiquei em rede social um texto intitulado "Como eu gosto dos CTG's", que nada mais era do que um desabafo por ver e constatar as dificuldades enfrentadas pelo nosso país e suas respectivas causas, traçando um paralelo com a realidade que vivemos dentro dos centros de tradições. Sem que eu jamais esperasse tal repercussão, até mesmo por ser um desabafo pessoal, este texto já foi "curtido" por quase 800 pessoas e teve mais de 400 compartilhamentos, mostrando que mais gente comunga do mesmo pensamento de que os CTG's e seus cotidianos servem de exemplo à sociedade brasileira, que anseia por dias melhores!

8. Pra finalizar, só tenho a agradecer a sua disponibilidade em estar trazendo pra nós, aqui do Cantinho Gaúcho, um pouco mais sobre a sua história dentro do Movimento que é, com certeza, exemplo pra muitos de nós. Muito, muito obrigada!
Deixo o meu agradecimento pelo convite para a entrevista e meus parabéns pela iniciativa do Cantinho Gaúcho, de levar até o nosso público um pouco da nossa trajetória pelo "mundo tradicionalista", e eu digo "mundo" porque tu, que também és dançarina, sabe muito bem o quanto o culto às tradições para nós, que somos eternos apaixonados pelas coisas da nossa terra, faz parte dos nossos dias.
Vida longa e sucesso ao Cantinho Gaúcho!
E a ti Carolina, bem como aos apreciadores e seguidores do teu trabalho, o fraterno abraço do amigo João Lucas Cirne.

Um maravilhoooso final de semana a todos!!!
Semana que vem eu volto com muito mais pra vocês.

Abraço grande, e até logo ;**

quinta-feira, 12 de maio de 2016

CTG Chaleira Preta - Divulgação

O CTG Chaleira Preta está com uma vasta programação para os próximos dias, e sendo assim, fica aqui a divulgação para quem quiser prestigiar alguns dos eventos:

11 a 15/05 - Mais cinco dias para aproveitar a Festa com sabor do Rio Grande! Venâncio Aires te espera! Confira a programação completa em www.fenachim.com.br

14/05 - A 2ª Prenda do CTG Chaleira Preta, Leticia Schmachtenberg espera vocês, a partir das 14h, para a terceira ação do projeto CTG Núcleo de Fortalecimento da Cultura Gaúcha. O evento acontece na Sede do CTG Chaleira Preta e contará com a palestra "MTG no combate à violência contra a mulher na sociedade e a promoção do emponderamento feminino", ministrada por Janine Appel, prenda do RS 2007/2008.

14/05 - Logo em seguida, às 16h, acontece a palestra "MTG 50 anos de preservação e valorização da cultura gaúcha", que ministrada por Lourenço Nunes, Peão do RS 2015/2016 e Guri do RS 2011/2012. O evento é uma realização de João Antônio Freytag, peão do CTG Chaleira Preta.

21/05 - As invernadas artísticas do CTG Chaleira Preta te esperam para suas estreias de pilchas e coreografias. O evento contará com um delicioso jantar, seguido de baile. Ingressos com os integrantes!

28/08 - E para encerra o mês, a 24ª RT e o Movimento Tradicionalista Gaúcho realizam em Venâncio Aires o Cfor Básico - Curso de Formação Tradicionalista. Informações e inscrições em www.mtg.org.br


Te pilcha e vem!! Esperamos você!

Definidos data e local da última Inter-Regional de 2016

Olá amigos!

No mês de abril divulguei aqui no Blog as novas divisões das Regiões em cada Inter-Regional e também as datas e locais das duas primeiras eliminatórias, que ocorrem em Uruguaiana e Venâncio Aires, conforme vocês podem ver aqui neste link.

Agora. trago pra vocês a definição da última Inter-Regional, que vai ser realizada em outubro!
Confere aqui:


E falta apenas uma semana pra Ciranda de Prendas Estadual. 
Quem tá ansioso levanta a mãão \o/

quarta-feira, 11 de maio de 2016

28º Rodeio Artístico Regional da 24ª RT - Programação

Bom dia, bom diaaa!

Hoje trago aqui pro Cantinho, em primeiríssima mão, o folder de divulgação do nosso 28º Rodeio Artístico Regional, que acontece nos dias 04 e 05 de junho do presente ano.
Pela segunda vez consecutiva, o evento é uma realização da 24ª Região Tradicionalista juntamente com o CTG Tropilha Farrapa, Bi Campeão do Rodeio Artístico Regional, no ano de 2015.

Neste ano, o Rodeio conta com o patrocínio da Corsan, e apoio do Município de Lajeado, e do Movimento Tradicionalista Gaúcho - MTG.

Maiores informações podem ser adquiridas através dos contatos expostos no folder.


Venha conosco participar deste evento, que além de Rodeio Artístico, é a fase Regional do ENART 2016!
O sonho recomeça... e a 24ª RT, juntamente com o CTG Tropilha Farrapa, te esperam para realizá-lo com você.

Um abraço apertado, e até logo ;*

sexta-feira, 6 de maio de 2016

36ª Rodeio Crioulo Internacional de Osório - Programação / Inscritos

Bom dia gauchada amiga!!!
Vamo que vamo pra mais um final de semana daqueles... mas antes, vamos ver por aqui a programação e a lista de inscritos pra modalidade de Danças Tradicionais do 36º Rodeio Crioulo Internacional de Osório, que acontece de 24 a 29 de maio.

A programação que divulgo aqui é somente da parte artística já que é o foco maior do blog, porém, aos interessados, a programação completa pode ser vista no site do Rodeio, neste link.

Programação Artística

SÁBADO – 28 DE MAIO
08h – Recepção e credenciamento
08h30min – Início dos Concursos Artísticos
Modalidades: Pré-Mirim, Mirim, Juvenil
Declamação, Gaitas, Chula, Intérprete, Invernadas de Dança e
Concurso de Declamação Campeão Internacional
Entrega da premiação

DOMINGO – 29 DE MAIO
8h – Início dos concursos artísticos
Modalidade: Adulto Força A e B e Veterana
Declamação, Pajadas, Gaitas, Conjunto e Intérprete
Vocal, Chula, Invernadas de Dança, Trovas e Truco.
Encerramento

Inscritos






O sorteio da ordem de apresentação dos grupos de danças tradicionais será realizado dia 14 de maio de 2016, às 20h, na Câmara Municipal de Vereadores de Osório, na Av. Jorge Dariva nº 1211, centro de Osório.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Cantinho Gaúcho entrevista: Aline e Bruno - La Omerta

Bom dia, bom diia!!!

Hoje o Cantinho traz pra vocês uma entrevista pra lá de especial!
Quem frequenta as redes sociais e youtube já deve ter conhecido o canal La Omerta, que com o Projeto Talagaço vem conquistando milhares de seguidores! Seus vídeos retratando os tipos de dançarinos, e parte da rotina destes durante os ensaios, por exemplo, foram alguns dos responsáveis pelo grande sucesso que esta gurizada está fazendo.

E como aqui somos ligadinhos em tudo que diz respeito a nossa cultura e tradição, vamos conhecer um pouquinho sobre a história destes artistas buenos por demais...


1. Olá Aline e Bruno! O La Omerta - principalmente com o Projeto Talagaço, está fazendo um sucesso tremendo e sabemos que a história de vocês, enquanto tradicionalistas, vem de bastante tempo. Podem nos contar um pouco desta história?
Podemos dizer que o tradicionalismo de alguma forma norteou ou fez parte de praticamente todas as fases e momentos de nossas vidas. O Bruno começou nas danças com uns dez anos, em Uruguaiana sua cidade natal, veio parar aos 20, quando teve a felicidade de dançar o domingo do ENART. Infelizmente seu CTG ficou em 19º no domingo, o que pra ele já tava loco de bom, uma vez que faltou 70% dos ensaios e só interpretava na hora porque era profissional, digamos que ele era uma mistura de moita, balaca, base e turista. Já a Aline era o inverso do Bruno, começou com 6 e foi até aos 18, começou no CTG Caiboaté de São Gabriel e depois se mudou pra cidade de São Borja onde dançou no CFTG Farroupilha, e nunca faltou um ensaio. Foi nos rodeios que ambos se conheceram quando tinham uns 15 anos, mas só vieram a ficar juntos 5 anos depois, na faculdade.

2. Quando e como surgiu a ideia de transformar a nossa "nada mole vida" de dançarinos em um Canal tão divertido? Estamos nos identificando muito, é impressionante! Hahaha
Desde a fundação da La Omerta a produtora tem como diretriz produzir conteúdo próprio. Na metade de 2015, começamos a montar um projeto de mkt de conteúdo, que no inicio era um blog, depois nos damos conta que um vlog faria muito mais sentido uma vez que trabalhamos com o audiovisual. Em novembro de 2015 já começamos a definir os assuntos e marcamos o lançamento para Janeiro de 2016. No inicio, a ideia era ser um programa só, com variedades, listas, informativos, esquetes humorísticas, etc. Porém, com a resposta muito rápida nas redes sociais e o comportamento diversificado do espectador dependendo do vídeo, várias mudanças foram definidas.

3. Vi que o Canal completou dois anos a poucos dias, mas faz menos que isso que o "boom" aconteceu. Vocês esperavam por isso? Acreditavam um dia ser referência de humor para os dançarinos de todo o Estado?
O canal já tinha um certo número de seguidores devido aos teasers do ENART, quando publicamos os primeiros vídeos alcançamos em torno de 40 mil views, o que era nosso objetivo. Porém, veio o vídeo “TIPOS DE DANÇARINOS” e mudou tudo, até o destino do canal e nosso planejamento. Nunca imaginávamos ser referencia em humor, até porque todos nossos trabalhos tinham um contexto sério, até o TALAGAÇO aparecer e tudo isso aconteceu no período de 3 meses, ou seja, muy loco.

4. E sobre os teasers dos grupos para o ENART? Foi uma parceria que deu certo, né? Os que vi, do ENART 2015, ficaram ótimos!
Nos orgulhamos de contribuir para evolução do festival, nenhuma invernada é obrigada a fazer um teaser pro ENART, elas não são avaliadas por isso, porém, muitos grupos se preocupam ao extremo com a qualidade do contexto como um todo e essa preocupação transpõe os tablados. No primeiro ano fizemos com um CTG, no segundo já fizemos para o JUVENART e mais 4 para o ENART. Acreditamos que essa tendência só tende a crescer. Esse ano os grupos já estão nos procurando mais cedo, assim como CTG’s do Mato Grosso e até do Piauí. Bacana enxergar que nosso trabalho atravessa a fronteira do RS.

5. E a escolha dos grupos que participam as filmagens, como é? Tem algum critério? Ou temos chance de sermos convidados, qualquer hora dessas? :)
Qualquer invernada tem chance de participar. O primeiro fizemos com o CTG Ronda Charrua por serem nossos primeiros clientes e, é claro, grandes amigos. Quando precisamos novamente ligamos para o Alex do CTG Campo dos Bugres por ser um velho amigo da Aline lá de São Borja e o Heróis foi o primeiro CTG que nos procurou se colocando a disposição pra gravar conosco, sendo que a Nathalia nos ligou em uma quinta-feira, olhamos nosso calendário de filmagens e o próximo TALAGAÇO precisava ser gravado no sábado, falamos: "Beleza, vamos gravar sábado?". Pessoal ficou meio apavorado, kkkkkk.
Hoje temos outros CTG’s que já se colocaram a disposição, porém ainda temos que respeitar nossos orçamentos pra produzir os vídeos, até agora todos os CTG’s que gravamos foram no quintal de casa, isso facilitou a produção. Claro que tem chance, bora gravar?

6. Booora! Com certeza a minha entidade, o CTG Tropilha Farrapa, vai adorar! Estamos a disposição. Bora gravar? hehehe Mas, continuando... o sonho de muitas pessoas é ter como profissão algo que realmente se identificam, que amam... e pelo que vi, vocês estão fazendo isso. Qual a sensação de unir a paixão de vocês com o "ganha pão"?
Uma mistura de satisfação e um frio na barriga. Ao mesmo tempo que fazer o que se ama é extremamente gratificante, a responsabilidade é grande. Quem vê o Talagaço pode pensar que é só diversão, porém, até se chegar ao roteiro final, estudar a locação, ir atrás dos acessórios e figurinos são trabalhos extremamente sérios, tudo tem que ser muito bem pensado, planejado e exige uma dedicação muito grande de nós dois. Toda essa entrega só é correspondida quando vemos milhares de pessoas elogiando e apoiando a continuidade do projeto. Isso que estamos falando apenas do TALAGAÇO, ainda temos nossos trabalhos particulares os quais somos contratados por clientes.

7. Algumas pessoas andaram me questionando (após a publicação da entrevista, e por isso faço este update aqui) sobre o significado, ou o porque da escolha do nome "La Omerta" para a produtora de vocês. Podem então satisfazer nossa curiosidade?
No início queríamos um nome que não remetesse a nada, como a maneira das pessoas consumirem nosso serviço é vendo, e nosso posicionamento é todo online, a ideia era que as pessoas vissem esse nome, pensassem "que que é isso aqui" e clicassem por curiosidade.
Queríamos algo foneticamente forte, independente de não ser expressivamente "gaúcho"
O Bruno achou a palavra "omertà" em um livro que gostava muito e colocamos o "La" na frente.
Várias vezes repensamos a possibilidade de mudar o nome para algo mais "gaúcho", mas com o tempo começamos a virar "os cara da la omerta", então deixamos.
Hoje já é quase um sobrenome. :)

8. Pra finalizar, só tenho a agradecer o carinho de vocês e a disponibilidade em estarem aqui no Cantinho Gaúcho nos contando um pouco das suas histórias. Ficamos muito felizes! Obrigada.
Nós que agradecemos Carol! Um grande abraço, muchasssssss graciiiiassssssssss.

E pra quem quiser conhecer mais o trabalho deles, deixo aqui alguns links...
Siga lá no facebook, La Omerta,se inscreva no canal do youtube, La Omerta Películas e acesse o site oficial da produtora, La Omerta Películas.

A diversão é garantida!

Gostou da matéria?
Então se liga aqui no Cantinho Gaúcho que seempre tem muito conteúdo bacana! Deixe seu comentário, avalie as postagens... e volte sempre.
Tchê espero :)

terça-feira, 3 de maio de 2016

2º Peão Farroupilha do RS - Guilherme Milanesi Callegaro

Boa tarde, queridos!
Hoje trago aqui pro Cantinho a história tradicionalista de mais um dos nossos representantes. Ele é Guilherme Felipe Milanesi Callegaro, que na madrugada do dia 17 de abril conquistou o título de 2º Peão Farroupilha do Rio Grande do Sul, representando a 13ª Região Tradicionalista.


'Buenas, me chamo Guilherme Felipe Milanesi Callegaro, sou Engenheiro Agrônomo, 
Técnico em Administração, aluno do Programa de Pós-Graduação em Agricultura 
de Precisão e acadêmico do curso de Ciências Econômica (todos pela UFSM). 
Tenho 24 anos, natural de Santo Ângelo/ RS, criado em Primavera do Leste/MT,
vim para Santa Maria para estudar. Iniciei minha participação no tradicionalismo
ainda no Mato Grosso, no CTG Querência Distante, quando piá, e dei
seguimento aqui em Santa Maria, no DTG Noel Guarany. O ponto inicial foi o gosto
 pela dança, e a partir disso foi se criando a vontade de participar e me envolver
 cada vez mais, nos mais diversos aspectos que envolvem o tradicionalismo.

Quando tive a oportunidade, pela primeira vez, de ocupar o cargo de Peão
de minha entidade, já sabia do que se tratava, por ter acompanhado diversos
amigos que trilharam esse caminho. Muito estudo, treinos, ensaios, para poder
participar e representar da melhor forma possível minha entidade.
Foi dessa forma, e com o apoio de diversas pessoas, que consegui conquistar o
cargo de 1º Peão Farroupilha da 13ª Região Tradicionalista, que abrange a
cidade de Santa Maria e outros 16 municípios da região. Mais estudos, treinos e
ensaios foram parte da preparação para fazer o melhor possível na fase estadual.

Delegação do DTG Noel Guarani no
28º Entrevero Cultural de Peões

Prova Campeira
28º Entrevero Cultural de Peões

A preparação foi muito forte e contei com o auxílio de diversas pessoas,
afinal, não se participa de um concurso dessa magnitude sozinho.
 Como nunca havia participado de concursos anteriormente, me dediquei
muito para a fase regional, pois quase tudo era novidade. Porém estudos e treinos
acabam cansando, e por isso é importante faze-lôs com prazer,
aproveitando momentos de descontração, conversas, para ir revisando e treinando,
e assim aproveitar ao máximo o tempo e as oportunidades. Foi assim na preparação
para a fase estadual, que felizmente deu resultado.

A conquista do cargo de 2º Peão Farroupilha do RS 2016/2017 está sendo muito
comemorada, porém mais importante do que o cargo, foram todas as amizades
que fiz, não apenas durante o concurso, mas também durante toda
a preparação e na participação nos eventos, em diversos locais do estado.
Esse certamente foi o maior prêmio.


Prova Artística
28º Entrevero Cultural de Peões

Contar com a força e a união dessa nova gestão, seguir correndo o
Rio Grande para onde precisarem, estar presente nas atividades sempre que
possível, conhecendo lugares, conhecendo pessoas, fortalecendo amizades, criando verdadeiros valores tradicionalistas é o meu principal objetivo desta nova fase.

Pra gaúchada que está trilhando esse caminho, em busca de uma conquista
dentro de sua entidade, região e até mesmo no estado, não desistam.
Aproveitem cada momento e cada oportunidade para crescerem, fazer amigos,
conversar, interagir, integrar. Não enxerguem o concurso apenas
como uma competição, mas como um momento único de aprendizado e
crescimento pessoal. Com toda certeza, vale o esforço.

Recebendo o crachá de 2º Peão Farroupilha do RS
em Portão, abril de 2016

Agora é continuar trabalhando para representar da melhor forma possível a minha entidade,
a 13ª Região Tradicionalista e todos os peões do Rio Grande do Sul.

Guilherme Felipe Milanesi Callegaro,
2º Peão Farroupilha do Rio Grande do Sul."

Muito obrigada Guilherme em nos contar um pouquinho sobre a sua história. É gratificante poder conhecer e levar como exemplo histórias como a tua, onde com certeza a garra, a coragem e o amor pelo nosso Rio Grande prevalecem.

Um grande abraço a todos, e até logo :)